Destaques, Política

Tida como favorita, Dilma perde eleição para o Senado

(ANSA) – A ex-presidente Dilma Rousseff não conseguiu se eleger para uma vaga no Senado em Minas Gerais. Após ter liderado todas as pesquisas, a petista ocupa apenas a quarta colocação, com 15,06% dos votos.

Até o momento, 95% das seções já foram apuradas. Os candidatos que ocupam as duas vagas mineiras no Senado são Rodrigo Pacheco (DEM) e Carlos Viana (PHS), que têm pouco mais de 20% cada um.

Dinis Pinheiro (Solidariedade) é o terceiro colocado, com 18,45%. Dilma sofreu um impeachment em 2016 e apostava nas eleições ao Senado para voltar ao cenário político. Apesar de mineira de nascimento, a ex-presidente passa a maior parte do tempo no Rio Grande do Sul. (ANSA)

Read More...

Destaques, Política

Confira 8 fatos inéditos das eleições de 2018

(ANSA) – Às vésperas das eleições de 2018, os brasileiros aguardam com ansiedade o resultado que sairá nas urnas. Ao menos sobre uma coisa, no entanto, já é possível ter certeza: uma série de razões torna o pleito do próximo domingo (7) inédito na história do Brasil.

Confira abaixo:

Número de candidatos

As eleições de 2018 têm 13 candidatos à Presidência da República, o maior número desde 1989, no primeiro pleito da redemocratização, quando 22 postulantes concorreram pelo Palácio do Planalto.

A corrida presidencial é disputada por Jair Bolsonaro (PSL), Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB), Alvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo), Guilherme Boulos (Psol), Cabo Daciolo (Patriota), Vera Lúcia (PSTU), José Maria Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL).

Rejeição

rejeição eleições presidente 2018

É comum que os candidatos que chegam ao segundo turno sejam os mais rejeitados, já que são aqueles que acabam recebendo mais atenção, mas os índices nunca foram tão altos.

Dilma Rousseff (PT) é até hoje a candidata com maior nível de rejeição no primeiro turno a ser eleita: ela chegou às vésperas da votação rechaçada por cerca de 30% do eleitorado. Bolsonaro e Haddad já têm índices de rejeição superiores a 40%, segundo a última pesquisa Datafolha. Os números deixam claro que a eleição virou uma disputa entre antipetismo e antibolsonarismo.

Extrema direita

O sucesso do capitão reformado do Exército também é um fato inédito. É a primeira vez que um candidato de extrema direita tem chances de ganhar as eleições e, mais do que isso, é o favorito para vencer.

Além disso, com exceção de Leonel Brizola (1989), Fernando Collor (1989), Anthony Garotinho (2002), Ciro Gomes (2002 e 2018) e Marina Silva (2014), apenas tucanos e petistas acalentaram chances reais de chegar ao segundo turno.

Atentado

Alvo de boatos envolvendo ataque a Bolsonaro jovem sofre ameaças de morte

Muito do ineditismo das eleições de 2018 está ligado a Bolsonaro. O candidato do PSL foi o primeiro presidenciável a sofrer um atentado em plena campanha na era democrática.

Bolsonaro foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira em um comício em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro, ataque que o tirou da campanha de rua no primeiro turno. Como mostram as pesquisas, a facada ajudou o candidato a subir nas intenções de voto.

Mulheres

Bolsonaro também motivou a maior manifestação de mulheres da história do Brasil. Dezenas de milhares de cidadãs saíram às ruas no último sábado (29) para protestar contra a possibilidade de um candidato com “histórico de machismo e sexismo chegar ao poder”. Os atos, no entanto, não foram suficientes para conter a escalada de Bolsonaro nas pesquisas.

Lula

Desde 1989, Luiz Inácio Lula da Silva foi candidato ou participou ativamente da campanha para eleger sua sucessora, Dilma.

Retirado da disputa de 2018 por causa de uma condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro, o petista conseguiu indicar seu candidato, Haddad, mas sua participação física no processo eleitoral se limita às visitas que o ex-prefeito de São Paulo faz semanalmente à carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Tanto Haddad quanto seus adversários não abrem mão de citar Lula, mas essa é a primeira corrida ao Planalto da redemocratização que não tem o ex-presidente como participante ativo.

biometria

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Biometria

Mais de 3 milhões de eleitores tiveram seus títulos cancelados por não terem feito o cadastramento biométrico obrigatório, adotado em metade dos 5.570 municípios do Brasil.

Dos eleitores impedidos de votar, metade é de cinco estados: Bahia, São Paulo, Paraná, Ceará e Goiás. O PSB chegou a tentar barrar a proibição no Supremo Tribunal Federal, mas, por um placar de sete a dois, a corte decidiu manter a suspensão dos títulos, alegando que impedir esses eleitores de votar não viola a democracia.

Fake News

Após serem tema e preocupação em eleições em outros países, as fake news chegaram ao Brasil e podem influenciar o pleito de 7 de outubro.

Read More...

Destaques, Política

Dilma atribui incêndio no “Museu Nacional” ao governo e leva alfinetada de Meirelles

Assim como várias lideranças políticas, acadêmicos e cidadãos, a ex-presidente Dilma Rousseff usou as redes sociais para se pronunciar sobre o incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Dilma, porém, recebeu uma alfinetada do candidato à presidência pelo MDB, Henrique Meirelles.

A ex-presidente afirmou em sua página oficial no Twitter que o incêndio seria consequência dos governos de Michel Temer e do PSDB. A ex-presidente ainda mencionou um golpe, que tentaria “transformar nossa história em terra arrasada”.

Henrique Meirelles, que também foi citado no tweet, acusou Dilma de oportunismo e afirmou que ela tentava “tirar proveito da situação para esconder nas cinzas do que sobrou a sua incapacidade de governar”.

Vários outros usuários também responderam Dilma Rousseff, com trechos de reportagens que denunciavam a deterioração do museu antes mesmo do governo Temer. O Museu Nacional enfrenta uma série histórica de corte de verbas, e em 2004, o então secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, já apontava para risco de incêndio na estrutura.

Read More...

Destaques, Política

Mesmo preso, Lula será o candidato do PT nas Eleições 2018

O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste sábado (4) a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. A senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do partido, fez o anúncio durante a convenção nacional da sigla, em São Paulo.

Movimentos sociais e entidades sindicais como o MST, CUT e UNE marcaram presença no evento. Também compareceu à convenção lideranças do partido, como a ex-presidente Dilma Rousseff, o candidato ao governo de São Paulo pelo partido, Luiz Marinho, o ex-ministro Celso Amorim, o ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad e o senador Lindbergh Farias.

Apesar de confirmar o nome de Lula, a candidatura do ex-presidente deve ser barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por conta da Lei da Ficha Limpa. Preso desde abril deste ano, o petista foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do “Triplex do Guarujá”.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luiz Fux, antecipou nesta semana o seu posicionamento sobre a candidatura do ex-presidente Lula. O registro das candidaturas termina no próximo dia 15 de agosto.

Perfil

Lula preso 2018

Foto: Ricardo Stuckert

Nascido em Garanhuns, no sertão pernambucano, em 1945, Lula migrou com a família para São Paulo. Aos 14 anos, trabalhava em uma metalúrgica e fazia curso técnico de torneiro mecânico. Iniciou a trajetória no movimento sindical ao integrar a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), em 1969. De 1979 a 1980, surge no cenário nacional ao liderar greves nacionais e como fundador do Partido dos Trabalhadores.

Disputou a primeira eleição em 1982, quando concorreu ao governo de São Paulo. Dois anos depois foi eleito deputado federal Constituinte.

Nos anos seguintes, disputou três eleições presidenciais, sendo derrotado por Fernando Collor (1989) e Fernando Henrique Cardoso (1994 e 1998). Foi eleito presidente da República em 2002 e reeleito em 2006.

Em 2010, conseguiu fazer sua sucessora na Presidência da República, com a eleição de Dilma Rousseff. Foi denunciado pela Operação Lava Jato e desde 7 de abril está preso em Curitiba, após ter sido condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na segunda instância da Justiça Federal.

Read More...

Destaques, Política

PT lança pré-candidatura de Lula à Presidência da República

O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou na noite desta sexta-feira (8) a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. O ato foi realizado em um hotel de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Durante o evento, a ex-presidente Dilma Rousseff leu uma carta escrita por Lula chamada de Manifesto ao Povo Brasileiro. Preso há dois meses, após condenação em segunda instância, Lula pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que inviabilizaria sua candidatura à presidência. Mesmo assim, ele aparece como o mais bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto.

“Assumo esta missão porque tenho uma grande responsabilidade com o Brasil e porque os brasileiros têm o direito de votar livremente num projeto de país mais solidário, mais justo e soberano, perseverando no projeto de integração latino-americana”, afirmou na carta.

De acordo com a legenda, 2 mil pessoas participaram do evento, que teve as presenças da presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, do ex-prefeito e coordenador do programa de governo, Fernando Haddad e governadores e parlamentares.

Prisão

Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá (SP). Na ordem de prisão, o magistrado disse que o trâmite do processo na segunda instância já havia se encerrado.

Read More...