Destaques, Saúde

Doadores voluntários de sangue ainda são minoria nos hemocentros

Em uma rápida doação de sangue, cerca de 450 ml do material são coletados em uma bolsa especialmente produzida para garantir a preservação do líquido precioso. Essa quantidade é suficiente para salvar até quatro vidas, uma vez que o tecido é separado em diferentes componentes – plasma, hemácias, leucócitos e plaquetas – capazes de atender pacientes vítimas de acidentes de trânsito, hemorragia, câncer e as mais diversas ocorrências.

Apesar disso, dados obtidos em 2016 pelo Ministério da Saúde indicam que 1,6% da população brasileira – 16 a cada mil habitantes – doa sangue. O número fica dentro dos parâmetros da OMS de pelos menos 1% da população. Com o objetivo de dar maior visibilidade ao tema e sensibilizar novos doadores, no dia 14 de junho é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue.

No Rio Grande do Norte, o ideal seria atingir um estoque de 800 a 1000 bolsas/dia para ter o suprimento de sangue suficiente e garantir as transfusões realizadas em toda a rede pública de saúde abastecida pelo Hemonorte, além de alguns hospitais da rede privada. “Diariamente o hemocentro recebe uma média de 100 a 200 bolsas. O número de doações voluntárias ainda é menor, se compararmos com as doações de reposição, que são aquelas feitas por parentes e amigos de pacientes internados”, afirmou o médico João Cláudio Martins da Silva, coordenador da Divisão de Triagem do Hemocentro Dalton Cunha. ´

Uma das alternativas encontradas para aumentar o número de doações voluntárias no Estado tem sido a criação de campanhas que colocam o ato de doar no cotidiano dos potiguares. “Estamos levando nossa unidade móvel para shoppings, igrejas e universidades para despertar esse sentimento solidário nos jovens”, finalizou João Cláudio.

hemonorte

Foto: Divulgação

Apesar da criação de campanhas de doação realizadas em todo o mundo, o número de voluntários dispostos a realizar doação não é suficiente. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), desde 2015 apenas 45% do sangue para transfusões na América Latina e no Caribe foi obtido através da doação voluntária. Um aumento de 38,5% em relação a 2013, mas distante de atingir a meta de 100% estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A estudante Viviane Renata Camilo Araújo (19) decidiu doar sangue, pela primeira vez, em um das passagens da unidade móvel do Hemonorte pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. “Era muito difícil dar uma pausa na minha rotina para doar sangue. Se tornou mais acessível realizar o procedimento na própria universidade”, contou a jovem, que agora ficar atenta ao cronograma da unidade móvel. “É importante que um grande número de pessoas se mobilizem para doar com frequência, e manter os bancos abastecidos”, acredita.

A diretora do Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed), Leda Virginia Pandolphi, alerta para a importância da doação de sangue para salvar vidas. “No dia a dia dos hospitais é comum os pacientes precisarem de uma transfusão de sangue de forma imediata. É um procedimento fundamental para salvar vidas”, disse. A médica também esclarece que a população não precisa ter medo. “É totalmente seguro, não existe risco para quem doa, nem para quem recebe. Precisamos estimular, cada vez mais, essa prática de amor e solidariedade”, finalizou.

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Mundo

Com tipo raro de sangue, homem já salvou mais de 2 milhões de bebês

(ANSA) – Um doador de sangue australiano já salvou a vida de mais de 2 milhões de bebês. Por causa de uma condição rara, James Harrison, de 78 anos, ajudou a encontrar uma solução para uma doença que, há poucas décadas, não tinha cura e fazia com que mulheres abortassem e crianças nascessem com danos cerebrais.

Contada pela emissora “CNN” às vésperas do Dia Mundial do Doador de Sangue, em 14 de junho, a história do “homem do braço de ouro”, como também é chamado Harrison, começou quando ele fez uma operação para a retirada de um pulmão aos 14 anos e precisou fazer uma transfusão de sangue de 13 litros.

Quando soube que tinha sobrevivido graças às doações, o australiano decidiu retribuir. Desde então, ele tem ido quase todas as semanas ao hospital para doar.

No entanto, não é apenas a frequência que torna Harrison tão importante para a medicina. Ele tem em seu sangue um anticorpo raríssimo que foi usado com sucesso para desenvolver uma vacina para ajudar mães com a doença Eritroblastose Fetal, ou Rhesus.

Nesta patologia, o corpo de mulheres que têm sangue com Rh negativo e estão esperando um filho com Rh positivo criam anticorpos para acabar com a ameaça do tipo sanguíneo distinto, destruindo as células do feto. Geralmente, isso acontece na segunda ou na terceira gravidez.

Com a vacina Anti-D, feita a partir do sangue de Harisson, o organismo feminino não cria mais os anticorpos e, assim, não apresenta mais riscos para o bebê.

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