Futebol Internacional

Ídolo do Barcelona, Iniesta revela ter tido depressão em melhor momento da carreira

(ANSA) – Um dos maiores ídolos da história do Barcelona, o meio-campista Andrés Iniesta revelou nesta segunda-feira (26) que teve depressão em um dos principais momentos de sua carreira.

Segundo o atleta de 34 anos, tudo começou no fim da temporada 2008/09, quando ele conquistou pelo Barcelona a famosa tríplice coroa: Campeonato Espanhol, Copa do Rei e Liga dos Campeões.

“As pessoas movem-se pelo sonho, e em uma situação como aquela você não tem nada, não sente as coisas. O que eu mais queria era que chegasse a noite para tomar um comprimido e poder descansar”, revelou Iniesta, em entrevista à rádio “La Sexta“.

“Quando se sofre de depressão, você não é mais você. Quando se está tão vulnerável, é difícil controlar momentos da vida”, acrescentou o craque espanhol.

O jogador ainda revelou que passou por um tratamento com uma psicóloga e que o drama coincidiu com a morte de um grande amigo, Daniel Jarque.

Em agosto de 2009, o zagueiro sofreu uma parada cardíaca em um quarto de hotel em Florença, na Itália, durante a pré-temporada de sua equipe, o Espanyol.

Atualmente, Iniesta defende o Vissel Kobe, do Japão, e marcou dois gols em 13 partidas. O ex-jogador do Barça atua ao lado do alemão Lukas Podolski, e sua equipe está na 11ª posição no Campeonato Japonês.

Sobre sua ida ao futebol asiático, Iniesta revelou que gostaria de atuar a carreira inteira pelo Barcelona, mas que não sentia que conseguiria dar 100% na equipe catalã.

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Destaques, Saúde

Cuidadores de pessoas com Alzheimer podem desenvolver depressão

O Alzheimer é uma doença que afeta diretamente aos cuidadores, que sofrem com a sobrecarga emocional e física durante todo o processo. A rotina imposta pelo quadro do paciente é responsável por gerar um alto nível de estresse ao cuidador, que muitas vezes, pode levar a depressão.

A situação inclui cuidados como troca de roupas, higienização do paciente, dar alimentação, entreter, atenção para as locomoções, acompanhamento de remédios e diversas outras atividades, porém o quadro é agravado com agressões físicas, que muitas vezes são deferidas pelo paciente.

“O desgaste físico é notório, já que é comum o cuidador se manter 24 horas em alerta. As atitudes do paciente são sempre improváveis, não é possível prever quando ele pode sair sozinho pela rua, ou tirar a roupa em público, ou até mesmo fazer suas necessidades em locais impróprios, por isso o cuidador muda a sua rotina e passa a viver apenas para suprir as demandas do paciente. Essa carga de estresse por tempo prolongado desencadeia sintomas de depressão que devem ser tratados com auxilio profissional”, comenta a psicóloga da clínica Viver Bem, Luciane Nepomuceno.

pessoas com Alzheimer podem desenvolver depressão

Foto: Geralt / Pixabay

Segundo o estudo realizado pela Faculdade de Medicina da USP, cuidadores de pacientes com Alzheimer apresentam sintomas de ansiedade e têm cerca de cinco vezes mais chance de terem depressão. Esse é um panorama que chama a atenção dos especialistas.

A psicóloga conta que é comum ver a carga para apenas uma pessoa, seja por abandono de outros familiares, seja por ter dificuldade em aceitar ajuda de outras pessoas, “mas os cuidadores chegam psicologicamente destruídas no consultório”.

Algumas dicas podem ajudar para que o cuidador diminua as chances do estresse:

Nunca recorra à racionalidade, tal como “Esse não é o João, é o Pedro”

É importante entender que o doente esta com a capacidade cerebral comprometida, para ele o que é relatado é a verdade para a sua mente e não existe a possibilidade de alterar essa forma de pensar.

Rejeição de cuidados

Quando o paciente não aceita o cuidado de uma determinada pessoa, é necessário que ela se afaste por alguns instantes até que se acostume com essa nova presença, introduza a pessoa aos poucos

Em casos de negação de onde moram, escute e avise que em breve vocês irão. Caso o paciente insista, dê uma volta na rua.

Evite explosões de emoções em frente ao paciente. Ele não sabe assimilar o que acontece ao seu redor e pode não encarar de forma natural

“É importante atentar para esses cuidadores e orientá-los a respeito dos cuidados com pacientes de Alzheimer e também dos cuidados consigo. O trabalho psicológico é baseado na conscientização do novo cenário e aceitar suas limitações”, conclui a psicóloga.

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Ciência, Destaques

Filhos de pais religiosos têm menor risco de pensamentos suicidas

Frequentemente, cientistas e pesquisadores apontam para os aspectos positivos da religião como um meio para criar um senso de comunidade e fornecer um propósito para a vida. Agora, um estudo recente mostra que ter pais religiosos diminui significativamente o risco de as crianças terem pensamentos ou comportamentos suicidas.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Columbia e do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York, é um dos primeiros a analisar como as crenças religiosas influenciam os filhos.

A descoberta veio de um estudo familiar de três gerações que durou 30 anos. Inicialmente, os pesquisadores reuniram dois grupos de voluntários: um formado por pessoas que sofreram uma depressão maior e o outro incluía pessoas sem essa história.

A fase final do estudo concentrou-se nas crianças (segunda geração) e netos (terceira geração) daqueles voluntários iniciais, entre 6 e 18 anos.

Filhos de pais religiosos têm menor risco de pensamentos suicidas orando rezando igreja

Foto: Jaime Wiebel / Pixabay

Para compilar o estudo, os pesquisadores examinaram dados de 214 crianças com seus respectivos genitores. Pais e filhos foram entrevistados sobre temas sobre espiritualidade, incluindo questões como: “Quão importante é a religião ou espiritualidade para você, quantas vezes, se isso acontecer, você vai à igreja, sinagoga ou outros serviços religiosos ou espirituais?” – entre outras questões.

Os pesquisadores descobriram que mais pais do que crianças relataram que a religião ou a espiritualidade era de grande importância para eles, em uma proporção de 45% contra 25%. Enquanto mais crianças do que pais relataram que isso não importava, 15% contra 4%.

Quando os pesquisadores investigaram os dados, descobriram que a sensação de que a religião é importante estava relacionada a uma probabilidade 52% menor de comportamento suicida.

A assistência religiosa também estava ligada, apresentando uma probabilidade 36% menor de comportamento suicida em comparação com aqueles que não frequentavam essas congregações.

A Dra. Connie Svob, afiliada ao Departamento de Psiquiatria da Universidade de Columbia e co-autora da pesquisa, comentou:

“Descobrimos que a crença dos pais na importância da religião estava associada a uma diminuição significativa no risco de pensamentos e comportamentos suicidas em seus filhos, em comparação com os pais que relataram que a religião não era importante”.

Os autores observam que o estudo foi independente da crença (ou falta de crença) de uma criança na importância da religião e independente de outros fatores de risco parental forte, como a depressão dos pais, história ou comportamento suicida, divórcio, entre outros.

Eles também esclarecem que suas conclusões não dizem que as pessoas religiosas não têm pensamentos suicidas ou tiram suas próprias vidas, afinal, houve até casos de ministros que morreram por suicídio. O que isso mostra é que a religiosidade pode proporcionar um valioso senso de pertence e apoio àqueles que sofrem pensamentos de autoflagelação.

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Destaques, Saúde

Pesquisa revela que estudantes de pós-graduação têm mais chances de terem depressão

Depressão e ansiedade são transtornos frequentes na vida de pessoas que se dedicam à pós-graduação. É o que mostra uma pesquisa da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

De acordo com o estudo, esses estudantes têm seis vezes mais chances de experimentar os sintomas. Durante a pesquisa, mais de 2.200 estudantes foram entrevistados, em 26 países. Desse total, 90% eram alunos de doutorado e os outros 10% de mestrado.

Nos resultados, 41% dos estudantes mostraram sinais de ansiedade, e 39% de depressão. Na população geral, a média é de 6%.

Para obter esse resultados, os pesquisadores cruzaram as respostas e encontram alguns motivos em comum para os transtornos. O primeiro foi o gênero. Os grupos mais vulneráveis à depressão e ansiedade são os transgêneros, seguidos das mulheres e, por último, os homens.

Outro fator é a vida-trabalho, que envolve falta de equilíbrio e de vida saudável. Por último, o estudo mostrou que muitas vezes os estudantes não acham que recebem a atenção devida dos orientadores e professores do curso.

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Destaques, Dicas de Saúde

7 alimentos que combatem a depressão: o abacate é um deles

Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 300 milhões de pessoas sofrem com a depressão. Isso indica um aumento de mais de 18% entre 2005 e 2015. Como as estatísticas apontam, esta é a principal causa de incapacidade no mundo.

Esse distúrbio afetivo acompanha a humanidade ao longo de sua história. Pessoas que sofrem com a depressão apresentam uma tristeza profunda, perda de interesse generalizado, falta de ânimo, de apetite, ausência de prazer e oscilações de humor que podem culminar em pensamentos suicidas.

Os motivos deste distúrbio podem ser muitos, desde uma desordem em neurotransmissores até problemas emocionais ou outras doenças. De qualquer forma, há uma maneira de atenuar seus efeitos através de 7 alimentos que, segundo a ciência, podem combater a depressão:

1. Ovo

Os ovos contêm os aminoácidos que todos os seres humanos precisam para produzir neurotransmissores, como a serotonina, fundamentais na luta contra a depressão.

Além disso, como o ovo é rico em proteínas, o seu consumo dará muita energia. Se comê-lo pela manhã, terá  um dia mais ativo.

2. Nozes

Foto: Couleur / Pixabay

A popular noz também contêm proteínas e antioxidantes, sendo um dos alimentos vegetais com mais ômega 3 no mundo. De acordo com a Mayo Clinic, um centro médico norte-americano sem fins lucrativos, o ômega 3 pode ser “benéfico no tratamento da depressão leve ou moderada”, embora “mais pesquisas sejam necessárias”.

Essa ideia surgiu de vários estudos nos quais se descobriu que pacientes com depressão tinham quantidades significativamente menores de ômega 3 em seu corpo. Em um dos estudos sobre o assunto, realizado em 1999, mais da metade dos pacientes que consumiram ômega 3 notaram uma redução significativa nos sintomas do transtorno depressivo.

3. Tomate

Conforme observado em uma pesquisa de 2007 sobre o folato (ácido fólico ou vitamina B9), “muitos estudos, que datam da década de 1960, mostram uma alta incidência de deficiência de folato em pacientes com depressão”. Como o estudo continua, “cerca de um terço dos pacientes com depressão eram deficientes em folato”.

tomate

Foto: Pixabay

De acordo com o diretor do estudo, Simon N. Young, da McGill University em Montreal, Canadá, a deficiência de folato está associada à deficiência do ácido 5-hidroxi-indolacético do metabólito da serotonina. Ao administrar folato, esse metabólito retorna ao normal.

Além disso, o folato está envolvido com as quantidades de S-adenosilmetionina. Esta substância, em humanos, funciona como um antidepressivo. Ao comer mais folato, as quantidades dessa substância voltam ao normal.

Por que o tomate é importante nesse cenário? Simples: como cenoura ou brócolis, o tomate é um dos alimentos mais ricos em ácido fólico do mundo. E além de ser saudável, é delicioso.

4. Amora

Os alimentos antioxidantes como as amoras, framboesas e/ou frutas cítricas são carregados de vitamina C e vitamina E. E um estudo realizado na Índia em 2012 descobriu que, depois de um aumento de vitaminas A, C e E e aumentado o nível de antioxidantes, houve “uma redução significativa no índice de ansiedade e depressão dos voluntários.

Embora o estudo não seja determinante, é uma boa indicação de que as amoras, além de deliciosas e saudáveis, podem ser úteis contra a depressão.

5. Chocolate

O chocolate [consumido com moderação] pode ser bom aliado contra a depressão, pois, assim como as amoras, é cheio de antioxidantes. Além disso, contém triptofano, como o ovo. E, sim, o chocolate também é bom contra a tristeza temporária. Uma ótima sugestão de combo antidepressivo seria: chocolate + Netflix num fim de semana.

6. Salmão

Você se lembra que as nozes são boas por causa do ômega 3? Bem, salmão, marisco, truta, sardinha e atum também. Dentro do ômega 3, há o ácido eicosapentaenoico, que tem sido associado à depressão. E é um dos ácidos mais encontrados em peixes.

Como o Dr. Boris Nemets, diretor de um estudo sobre o assunto, aponta, “os efeitos do ácido eicosapentaenoico foram notórios após duas semanas de tratamento”. Como Nemets aponta, esse ácido pode aumentar os efeitos da medicação antidepressiva ou ter suas próprias propriedades antidepressivas.

7. Abacate

Therese Borchard, fundadora da organização sem fins lucrativos Australian Beyondblue, diz em uma de suas colunas sobre saúde mental que come um abacate inteiro durante o dia para ajudá-la a combater a ansiedade.

Em sua coluna, a autora do Sobrevivendo a Depressão e a Ansiedade diz que os abacates são alimentos poderosos porque eles contêm gorduras saudáveis que o nosso cérebro precisa, como o ácido oleico, além de possuir mais proteína do que muitas outras frutas, muita vitamina K, vitamina B (B9, B6 e B5), vitamina C e vitamina E12. “Além disso, eles fornecem muita fibra dietética”, diz Borchard.


Pequeno-almoço saudável

Na mesma linha de Borchard, a nutricionista Melissa Brunetti , em entrevista ao Quartz, recomendou o abacate.

Como ela aponta, “o abacate é rico em triptofano, que é um precursor da serotonina, que é a nossa substância química para nos sentirmos bem”. Além disso, diz Brunetti, “o abacate também tem ácido fólico (como tomate) e ômega 3 (como peixe e nozes)”.

Para tomar um café da manhã cheio de “alimentos antidepressivos”, Brunetti recomenda comer ovos, abacate e as vezes, uma pequena porção de chocolate. Além de combater a depressão, eles vão te dar a energia que você precisa para o resto do dia.

“Os nutrientes são necessários para alimentar o nosso cérebro. Se não recebemos o suficiente através da dieta, não temos o suficiente para formar nossos neurotransmissores e neuroquímicos “, diz Brunetti. “A comida pode ter um grande impacto na saúde mental das pessoas”.

Alimentação saudável

Em resumo, bons alimentos contra a depressão são aqueles que contêm ácidos graxos, ômega 3, antioxidantes, vitaminas, nutrientes e outros precursores da serotonina.

No entanto, a dieta é insuficiente para superar um transtorno mental. Lembre-se, mesmo que você faça mudanças nos hábitos alimentares ou na sua rotina, você deve consultar um médico se achar que tem depressão. Ele saberá a melhor maneira de ajudá-lo.

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