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Theresa May assume cargo de David Cameron na quarta-feira (13)

(ANSA) – O premier britânico, David Cameron, anunciou que deixará o cargo na próxima quarta-feira, dia 13, e quem deve assumir seu posto é a ministra do Interior, Theresa May, após ela ficar sozinha na campanha pelo cargo. “Amanhã eu irei liderar minha última reunião de Gabinete. E, após isso, espero entregar minha renúncia”, declarou Cameron a jornalistas.

O anúncio foi feito após a ministra de Energia Andrea Leadsom informar na manhã de hoje que deixará a corrida pela liderança do Partido Conservador e, por consequência, ao cargo de premier.

Desta forma, May, que já tinha a maioria do apoio dentro da legenda, se tornou a única candidata ao cargo. “Não vamos ter uma campanha eleitoral prolongada. Eu acho que Leadsom tomou a decisão certa de se retirar”, disse Cameron.

O premier ainda elogiou sua sucessora. Segundo ele, May é “forte, competente e mais do que capaz da liderança que o país irá necessitar nos próximos anos”.

Cameron anunciou que deixaria o cargo após a maioria dos britânicos votar pelo Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), no final de junho. Com May, o Reino Unido voltará a ser governado por uma primeira-ministra mulher, cerca de 26 anos após a conservadora Margaret Thatcher, que liderou os britânicos entre 1979 e 1990.

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Brexit: Reino Unido decide sair da União Europeia

Com 51,9% dos votos a favor, o Reino Unido decide deixar a União Europeia (UE) após 43 anos de participação. O resultado do referendo realizado nessa quinta-feira (23) foi divulgado nas primeiras horas da manhã de hoje (24). Foram 17.410.742 votos a favor (51,9%) da saída e 16.141.242 votos pela permanência (48,1%).

Em declaração ao país, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou a sua demissão. Ele deve deixar o cargo em outubro. Cameron sempre se posicionou favoravelmente à permanência do Reino Unido na UE e, durante os meses que antecederam o referendo, afirmou que o Brexit – união das palavras Britain (Grã-Bretanha) e exit (saída, em inglês) – poderia trazer graves consequências econômicas para o país.

“O povo britânico votou para deixar a União Europeia, e sua vontade deve ser respeitada. A vontade do povo britânico é uma instrução que deve ser entregue. Será necessária uma liderança forte e empenhada”, disse David Cameron, ressaltando que outra pessoa deve liderar o processo de transição.

A taxa de participação no referendo foi de 71,8%, a maior em votações no Reino Unido desde 1992. Nigel Farage, líder do partido Ukip e defensor do Brexit, afirmou ser o “dia da independência” do Reino Unido.

A Inglaterra e País de Gales votaram fortemente a favor da saída, enquanto cidadãos da Escócia e da Irlanda do Norte optaram pela permanência no bloco. Em Londres, 60% dos votos foram pela permanência na UE. No entanto, em todas as outras regiões da Inglaterra, a maioria votou pela saída.

O Reino Unido é o primeiro país a sair da União Europeia desde a sua criação, mas a decisão não significa que ele deixará imediatamente de ser membro da UE. Esse processo pode demorar dois anos, de acordo com o Tratado de Lisboa.

“Os tratados deixam de ser aplicáveis ao Estado em causa a partir da data de entrada em vigor do acordo de saída ou, na falta deste, dois anos após a notificação, a menos que o Conselho Europeu, com o acordo do Estado-Membro em causa, decida, por unanimidade, prorrogar esse prazo”, diz o Artigo 50 do Tratado de Lisboa.

Após o resultado do referendo, a libra caiu para o nível mais baixo em relação ao dólar desde 1985. Em declaração hoje de manhã, Mark Carney, o governador do Banco da Inglaterra, prometeu a liquidez necessária às instituições para que a crise política que começa agora, com a saída de David Cameron, não se torne uma crise financeira. Carney garante que há 250 bilhões de libras em fundos para assegurar o funcionamento dos mercados.

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Panama Papers: Manifestantes pedem renúncia em frente à casa de Cameron

(ANSA) – Milhares de pessoas foram neste sábado (9) à Downing Street, rua onde fica a residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, para pedir a renúncia de David Cameron devido ao escândalo “Panama Papers”.

Alguns manifestantes seguravam cartazes com as frases “Ele deve sair” ou “Desafio ao poder conservador”, enquanto outros usavam máscaras de porco e mostravam montagens do chefe de governo com um nariz de suíno. Um cordão de segurança foi montado em frente à casa do primeiro-ministro para impedir o avanço do grupo.

Participando de um fórum de seu partido em Londres, Cameron não estava em casa na hora do protesto, mas em seu discurso no evento admitiu que é o único culpado pela situação atual. “Não foi uma boa semana. Deveria e poderia ter administrado melhor esse caso. Há lições para aprender, e eu as aprenderei. Não coloquem a culpa em conselheiros sem nome, a culpa é minha”, disse.

Na última quinta-feira (7), o primeiro-ministro admitiu que tinha 5 mil ações de um fundo offshore ligado ao seu pai, Ian, morto em 2010, e revelado pela investigação “Panama Papers”. Segundo Cameron, ele vendeu suas cotas por cerca de 30 mil libras esterlinas antes de assumir o governo e pagou todos os impostos.

Além disso, o premier prometeu divulgar sua declaração de renda para provar sua inocência. No entanto, alguns deputados do Partido Trabalhista já começam a pedir sua renúncia ou cobrar explicações à Câmara dos Comuns.

O caso “Panama Papers” vazou milhões de documentos do escritório Mossack Fonseca, especializado em abrir companhias offshore em paraísos fiscais, e atingiu poderosos de todo o mundo, incluindo políticos, esportistas e empresários.

Os arquivos foram entregues por uma fonte anônima ao jornal alemão “Süddeutsche Zeitung”, que os repassou para o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês). O órgão confiou os documentos a cerca de 400 repórteres de 80 países, que estão divulgando as informações aos poucos.

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Contra terrorismo, Obama alerta para necessidade de equilibrar segurança e privacidade de empresas como Facebook e WhatsApp

David Cameron, atual primeiro-ministro do Reino Unido e líder do Partido Conservador Cameron, advertiu nesta sexta-feira (16) que as empresas de internet devem trabalhar com as agências de segurança para não se tornarem “refúgio seguro” para os terroristas. O primeiro-ministro usou uma conferência de imprensa na Casa Branca para dizer que o Facebook e WhatsApp e não pode ser usado como um caminho secreto para os extremistas para traçar atrocidades longe do alcance do MI5 e do FBI. As informações são do Daily Mail.

Mas o presidente dos EUA, Barack Obama adotou um tom mais cauteloso, concordando apenas que deve haver um “diálogo” sobre como equilibrar a segurança nacional com as preocupações sobre a privacidade dos usuários da web. Cameron cobra das empresas de segurança americana mais empenho para abrir mensagens criptografadas, na sequência das atrocidades em Paris na semana passada, ele disse que as agências de segurança devem ser capazes de interceptar as comunicações entre os extremistas e os suspeitos de terrorismo que usam serviços de mensagens criptografadas e sites de mídia social para traçar atrocidades.

O primeiro-ministro britânico e o presidente dos EUA tentam apresentar uma frente unida em Washington com planos em cyber-segurança. Foto: Reprodução/Getty Images

O primeiro-ministro britânico e o presidente dos EUA tentam apresentar uma frente unida em Washington com planos em cyber-segurança. Foto: Reprodução/Getty Images

Mas a Casa Branca tem sido rígida na ideia de que um “equilíbrio” deve ser atingido entre privacidade e segurança nacional. Obama disse: “Eu não acho que há uma situação em que, com as coisas muito mais perigosas, o pêndulo precisa balançar. O que nós temos que encontrar é um quadro coerente em que os nossos públicos tenham confiança de que seu governo pode tanto protegê-los, mas não abusar da nossa capacidade de operar no espaço cibernético”.

Ainda de acordo com o jornal britânico Daily Mail, um relatório do ano passado sobre o assassinato do Fuzileiro Lee Rigby em Londres concluiu que o Facebook não conseguiu passar informações que poderiam ter evitado sua morte, e que o site é um “refúgio seguro para os terroristas”. Um dos seus assassinos, Michael Adebowale, usou o site para expressar sua intenção de assassinar um soldado “da forma mais gráfica e emotiva” cinco meses antes do ataque.

Antes da reunião, Cameron disse: “Assim como temos trabalhado com o nosso aliado mais próximo, os EUA, para proteger nosso povo e nossos países de ameaças tradicionais, por isso devemos trabalhar juntos para nos defender das novas ameaças como ciberataques”. 

Após o ataque da Coreia do Norte na Sony Pictures, os serviços de segurança do Reino Unido e dos Estados Unidos irão criar uma equipe conjunta de agentes para enfrentar a questão e responder aos ataques. Agentes do GCHQ e MI5 irão trabalhar com os seus homólogos norte-americanos para promover a informação sobre ameaças para ser compartilhado em um ritmo maior. Eles também irão realizar uma série de “jogos de guerra” para testar a capacidade de resistência do Reino Unido e dos EUA em face de ataques cibernéticos. O primeiro exercício irá simular um ataque contra o setor financeiro, por exemplo, em bancos na cidade e na Wall Street, que ocorrerá no final deste ano. Isto será seguido por outros “jogos de guerra” para testar a infra-estrutura nacional crítica, provavelmente irão incluir controle de tráfego aéreo, estações de energia e sistemas de saúde.

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