Brasil

Projeto de lei aumenta pena para quem sequestrar crianças e adolescentes

O Projeto de Lei 3090/19 altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) para aumentar a pena do crime de sequestro e cárcere privado praticado contra criança ou adolescente. Pelo texto, o crime será punido com reclusão de 5 a 20 anos.

A lei vigente pune, com reclusão de um ano a três anos, quem privar alguém de liberdade por meio de sequestro ou cárcere privado. Essa pena pode chegar a cinco anos se o crime for praticado contra parentes ou se durar mais de 15 dias, entre outras situações.

Autor do projeto, o deputado David Soares (DEM-SP) argumenta que os comportamentos verificados nesse tipo de conduta demonstram grave ofensa à integridade física e psicológica da vítima. “Leva tempo para que essas crianças e adolescentes voltem ao normal, isto é, se um dia tais condições poderão ser restauradas”, disse.

Tramitação

O projeto será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário.

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Educação

Inglês na infância é diferencial para futuro profissional

Dominar o inglês tornou-se requisito essencial para quem busca grandes oportunidades no mercado de trabalho. No entanto, encontrar profissionais que atendam esses requisitos ainda é um desafio para as empresas. No ranking anual divulgado pela EF English Proficieny Index, que avalia a proficiência da língua inglesa em 88 países, o Brasil ocupava somente a 53º posição em 2018, com índice considerado baixo.

Para reverter esse quadro, algumas instituições de ensino passaram a ofertar o aprendizado bilíngue já nos primeiros anos de vida e de forma contínua. De acordo com a professora Marcela Antunes, coordenadora do Global Program na Escola SEB Dom Bosco, aprender o inglês em paralelo ao português é um facilitador na formação intelectual do aluno. “Quanto mais cedo a criança ter o contato com o inglês, maior será a capacidade dela de compreensão da língua e consequentemente da fluência no idioma na sua formação”, afirma.

Contudo, a especialista ressalta que para o aprendizado seja efetivo é necessário respeitar os níveis de formação escolar. “É um processo composto por etapas. Na infância, o indicado é trabalhar de forma lúdica com jogos, músicas, espaço criativos e atividades recreativas que auxiliem no processo de alfabetização de ler, falar e escrever”.

Neste sentido, a Escola SEB Dom Bosco lançou em 2012 o Global Program. A iniciativa é focada na formação de um cidadão global, trabalhando o ensino bilíngue de acordo com os diferentes níveis escolares. No ensino médio, por exemplo, a escola promove feiras de estudos e carreiras com representantes de universidades estrangeiras para promover o intercâmbio de informações em países que são referência no aprendizado bilíngue.

Além dos eventos, a escola também conta com o programa High School. O projeto dedicado aos alunos do ensino médio é iniciado já no 9º ano do Ensino Fundamental 2 e oferece uma plataforma completa estruturada com acesso ao material, tarefas e exames do ensino médio americano. As aulas são realizadas no contraturno escolar dos alunos, ou seja, pela manhã são estudadas disciplinas do currículo brasileiro, enquanto no período da tarde as aulas são do currículo americano.

“Com o High School o aluno conclui o ensino médio com dupla certificação (diploma americano e brasileiro), facilitando as oportunidades em universidades americanas e ao redor do mundo, bem como os requisitos do mercado global”, afirma Marcela.

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Mundo

Duas crianças brasileiras morrem após queda de rocha no Chile

(ANSA) – Duas crianças brasileiras, de 3 e 7 anos de idade, morreram nesta segunda-feira (3) na região turística chilena de San José de Maipo, a cerca de 60km de Santiago, depois do deslizamento de uma rocha. O acidente ocorreu no reservatório El Yeso, área de risco de deslizamento e que tem a visitação proibida.

As crianças, que nasceram no Maranhão, estavam acompanhadas dos pais e de outros 20 turistas no momento em que foram atingidas pela pedra.

A governadora da província local, Mireya Chocair, afirmou, durante pronunciamento divulgado pelo “Canal 13”, que as autoridades apuram uma possível responsabilidade dos guias turísticos. Segundo ela, existe uma lei municipal e regras claras em vigor, sendo que são totalmente conhecidas pelo público de que o acesso a área é proibido.

O desastre foi confirmado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil e se torna a segunda tragédia envolvendo brasileiros no país vizinho em menos de 30 dias. No último dia 22 de maio, seis integrantes da mesma família faleceram intoxicados por monóxido de carbono em um apartamento no centro de Santiago.

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Destaques, Família

Você está drogando seu filho e não percebe isso

Muitos pais ainda acham que os aparelhos eletrônicos são inofensivos e até auxiliam no desenvolvimento de seus filhos. Sempre escutamos aquela frase: “ele tem somente 2 anos e já sabe mexer em tudo no celular”.

O tempo de maestria no uso de qualquer coisa é o tempo de treino. Desde pequenos, estamos usando mais e mais aparelhos eletrônicos. As últimas pesquisas demonstram que utilizamos os aparelhos cerca de 9 horas por dia. E quando aponto os números nas salas de aula, meus alunos acabam falando que a pesquisa está errada, que eles utilizam muito mais.

A verdade é que colocar um aparelho eletrônico na mão de uma criança é um alívio para os pais, vovós, babás, etc.. E quando eles percebem que a criança se viciou nos aparelhos, é tarde demais, já que essa prática começa logo na terna infância. Começa muitas vezes até com qualquer choro.

O problema é que hoje, assim como o mundo fora de casa anda perigoso, o mundo dentro de casa, ou seja, o virtual, o da internet, também pode prejudicar a integridade psicológica e física de nossos filhos. Eles estão cada vez mais influenciados por conteúdos que não são controláveis e muitas vezes perigosos. O massacre de Suzano, por exemplo, foi totalmente viabilizado por meio da internet. Os desafios da Baleia Azul, da boneca Momo, entre outros, além de afetarem psicologicamente uma criança, podem levá-la à morte.

Quando se coloca um aparelho nas mãos de uma criança, ela para de chorar, de correr, de ser peralta, pois os aparelhos eletrônicos causam o mesmo efeito que uma droga pré-operatória denominada midazolam. Ou seja, interrompe-se seu desenvolvimento e aprendizado, que passa por essas estripulias. Cria-se um anestesiamento na criança. Porém, assim como qualquer droga, vicia, causando perda de memória, dificuldade de concentração, de foco, desinteresse por outros estímulos… falta de interação social e, psicologicamente, gera depressão, ansiedade, pânico, etc..

A culpa não é somente dos pais, nem das crianças, mas principalmente de como estamos vivendo. Parece que a sociedade e o mercado querem que os pais cuidem dos filhos como se não tivessem trabalho e trabalhem como se não tivessem filhos. Os direitos de maternidade e paternidade são escassos aqui no Brasil.

A perspectiva igualitária é importante, ou seja, o pai e a mãe devem combinar, a fim de cuidar dos filhos igualmente e se disponibilizar igualmente. Isso não pode ser desculpa para um patriarcado escondido na famosa frase: “eu trabalho e você cuida dos filhos”.

*Artigo especial e escrito por Leonardo Torres, 28 anos, palestrante, professor e doutorando em Comunicação e Cultura Midiática

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Destaques, Família

Será que meu filho está viciado na internet?

Em mundo globalizado e cada vez mais conectado, é quase impossível proibir crianças e adolescentes de usarem a tecnologia. Porém, se seu filho fica excessivamente preocupado com o sinal do wi-fi quando sai de casa, sente necessidade cada vez maior de ficar conectado, anda muito irritado ou depressivo, apresenta ataques de ansiedade quando não pode usar o celular, passa mais tempo online do que em passeios ou com os amigos e mente sobre o tempo gasto com a internet: atenção!

Estes podem ser indícios de que a dependência da internet está se instalando. Segundo um estudo publicado no Cyberpsychology, Behavior and Social Networking, que avaliou 89 mil pessoas em 31 países, a dependência da internet afeta cerca de 6% da população global.

Para a neuropsicóloga Thaís Quaranta, os pais realmente precisam prestar mais atenção na questão do uso da tecnologia pelos filhos. “As crianças e adolescentes costumam adotar os padrões de comportamentos da família, ou seja, dos pais. Assim, se os pais usam demasiadamente o celular, a internet, as mídias sociais ou até mesmo o vídeo game, estão contribuindo para que a criança ou o adolescente siga este mesmo padrão”, comenta.

E por falar nos pais, um estudo divulgado este ano, avaliou a associação entre o vício de adolescentes na internet com o relacionamento parental. Os resultados mostraram que a pouca disponibilidade materna é um preditor da dependência. “Este é um achado muito importante, pois corrobora com a percepção que temos das dinâmicas familiares atuais. Pais cada vez mais ocupados e menos presentes. Os eletrônicos, em muitos casos, acabam sendo usados para preencher esse espaço, essa ausência parental”, reflete Thaís.

Um cérebro vulnerável

criança no celular

Foto: Portal Comunique-se

O grande problema, de acordo com a neuropsicóloga, é que um cérebro em formação, como é o caso das crianças e dos adolescentes, é mais vulnerável à dependência. “Há inúmeros efeitos negativos bem documentados pela literatura. Depressão, isolamento social, ansiedade, distúrbios do sono, déficit de atenção e queda do desempenho escolar. Todas essas condições podem ser causadas quando o uso da tecnologia ultrapassa os limites”, explica Thaís.

Outro ponto levantado pela neuropsicóloga é que houve uma mudança importante relacionada a inversão da hierarquia geracional. “Hoje, as crianças já nascem em um mundo altamente tecnológico. É muito comum que ensinem os pais a usarem o celular, o computador e outros dispositivos. Esse conhecimento digital pode criar um ambiente familiar menos equilibrado, dificultando que os pais delimitem o uso da tecnologia, pois perdem a autoridade”, diz.

Pais precisam se empoderar

O mais importante é que os pais, em um primeiro momento, avaliem o próprio comportamento em relação ao uso da tecnologia. Não é possível exigir da criança ou do adolescente um modelo diferente daquele que existe.

“Isso quer dizer que se os pais usam o celular na hora das refeições em família, por exemplo, e dedicam mais tempo para a tecnologia do que para os próprios filhos, a mudança precisa começar por eles. Depois, é fundamental retomar a autoridade e impor limites. Crianças e adolescentes precisam disso”, ressalta Thaís.

Veja algumas dicas da neuropsicóloga para ajudar os pais na educação digital, evitando que a tecnologia se torne um problema. Confira:

Dose certa: Proibir o uso não irá funcionar. Assim, é preciso definir o tempo que poderá ser dedicado ao vídeo game, mídias sociais, internet, etc. Os pais podem e devem controlar o conteúdo acessado. Hoje em dia é possível colocar senhas e usar aplicativos para bloquear conteúdos inapropriados para menores de idade. Lembrando que para crianças menores de 2 anos, o uso de qualquer tipo de dispositivo é contraindicado, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria.

Atenção aos comportamentos: Ninguém melhor que os pais para conhecerem os seus filhos. Portanto, mudanças nos comportamentos, queda do desempenho escolar, perda ou ganho de peso, alterações no sono, irritabilidade e ansiedade devem ser investigados, pois podem ter relação com o uso abusivo da tecnologia.

Presença e disponibilidade: Crianças e adolescentes precisam de pais presentes e disponíveis. Não adianta a mãe ou pai sentar para brincar com a criança com o celular na mão. É preciso dedicar um tempo de qualidade e isso implica em estar disponível por completo, inclusive sem o celular por perto ou a TV ligada.

Locais estratégicos: Uma dica importante é não instalar computadores no quarto das crianças e adolescentes e, se possível, nem televisores. Claro que temos os dispositivos móveis, como celulares e tablets, que também devem ter o uso supervisionado pelos pais.

“A tecnologia, a internet e as mídias sociais fazem parte do mundo atual e do contexto social em que vivemos. O mais importante é fazer um bom uso e estar consciente de que os pais são responsáveis por limitar e supervisionar o uso, assim como são os modelos de comportamento para os filhos. Além, claro, de prestar atenção aos sinais que possam indicar um atitude de dependência destes dispositivos”, finaliza Thaís.

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