Mundo

Terremotos deixam 12 mortos e 125 feridos na China

(ANSA) – Dois terremotos na província de Sichuan, no sudoeste da China, deixaram ao menos 12 mortos e 125 pessoas feridas.

Os tremores de terra, com magnitude de 5.2 e 5.8 graus na escala Richter, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), e de 6 graus segundo as autoridades chinesas, ocorreram por volta das 22h55 locais de segunda-feira (17).

Vários edifícios e estradas ficaram danificados com os abalos, que também foram sentido em outras cidades da região, como Chengdu.

Em 2008, um terremoto de 8 graus em Sichuan provocou a morte de 90 mil pessoas. Seu epicentro estava a apenas 40 km dos tremores registrados ontem.

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Mundo

China e Rússia se unem contra guerra comercial dos EUA

Os presidentes da Rússia e China, Vladimir Putin e Xi Jinping, lançaram uma contraofensiva em resposta à guerra comercial entre os Estados Unidos e o país asiático. A reunião dos líderes, que se realizou em Moscou, buscou fortalecer a cooperação entre os países, que assinaram diversos acordos comerciais.

“Propomos resistir à imposição de restrições infundadas ao acesso aos mercados de produtos de tecnologias da informação com a desculpa de garantia de segurança nacional, assim como à exportação de produtos de alta tecnologia”, diz uma declaração assinada ontem (5) pelos dois presidentes no Kremlin, na qual Rússia e China se comprometem a ampliar a cooperação estratégica e desenvolver novas parceiras.

O documento também ressalta os planos de “se opor à ditadura política e à chantagem na cooperação comercial e econômica internacional, e condenar a aspiração de alguns países de se acharem no direito de decidir os parâmetros de cooperação entre outros países”.

Acusados de promoverem censura nas redes, Putin e Xi também prometeram “garantir o funcionamento pacífico e seguro da internet sobre a base da participação em igualdade de condições de todos os países em tal processo”.

Putin e Xi ressaltaram que “nos últimos anos” as relações entre Rússia e China atingiram níveis “sem precedentes” na história e citaram como exemplo as trocas comerciais, que já superaram US$ 108 bilhões.

A China é um dos principais alvos dos Estados Unidos numa guerra comercial. Recentemente, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou sobretaxar praticamente quase todos os bens chineses importados pelos EUA. Em resposta, Pequim alertou sobre a possível falta de terras raras, matéria-prima fundamental para a indústria de alta tecnologia, smartphones e automóveis. Os americanos importam da China 80% das terras raras que utilizam.

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Trump rompe trégua e anuncia novas tarifas contra China

(ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (5) que aumentará de 10% para 25% a taxa de importação sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses a partir da próxima sexta-feira (10).

A medida chega após mais uma rodada de negociações entre os dois países em Pequim para encerrar a guerra comercial iniciada por Trump em 2018. Desde o ano passado, a China paga uma sobretaxa alfandegária de 25% sobre US$ 50 bilhões em produtos de alta tecnologia e de 10% sobre US$ 200 bilhões em outros itens.

“Os 10% subirão para 25% na sexta-feira. US$ 325 bilhões em produtos adicionais enviados pela China permanecem sem taxas, mas em breve terão uma tarifa de 25%”, disse o presidente no Twitter.

Segundo Trump, as negociações com o país asiático estão avançando “muito lentamente”. “Eles estão tentando renegociar. Não!”, acrescentou. Pequim já impõe uma sobretaxa recíproca de 10% contra US$ 110 bilhões em produtos americanos e pode anunciar uma nova retaliação.

Os dois países estavam em trégua na guerra comercial desde 1º de dezembro, mas não conseguiram chegar a um acordo para encerrar a disputa tarifária. O objetivo de Trump é diminuir o déficit comercial com a China, que fechou 2018 em US$ 419 bilhões.

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Com 55 km de extensão, China inaugura maior ponte marítima do mundo

(ANSA) – O presidente da China, Xi Jinping, inaugurou nesta terça-feira (23) a ponte marítima Hong Kong-Zhuhai-Macau (HZMB, na sigla em inglês), que, com 55 quilômetros de extensão, é a maior do mundo em mar aberto.

A estrutura conecta Hong Kong, Macau e a cidade de Zhuhai, no sul do país, em uma obra que também inclui ilhas artificiais e um túnel subaquático. A construção da ponte custou cerca de US$ 20 bilhões.

“Ela proporcionará aos moradores desses lugares maior troca econômica e comercial, além de melhorar a competitividade do Delta do Rio das Pérolas”, disse na cerimônia de inauguração o vice primeiro-ministro chinês, Han Zheng.

A viagem entre Zhuhai e Hong Kong, por exemplo, que levava três horas de carro, foi reduzida para apenas 30 minutos.

Para erguer a ponte, foram utilizadas mais de 420 mil toneladas de aço, cerca de 60 vezes mais do que a quantidade usada para construir a Torre Eiffel, em Paris, na França. A obra também envolveu mais de 14 mil trabalhadores e 100 navios.

A complexa construção começou em 2009 e estava planejada para ser concluída em 2016, mas registrou diversos atrasos no cronograma. A obra também é alvo de polêmicas devido aos altos custos e à morte de 18 trabalhadores em serviço.

Engenheiros garantiram que a ponte consegue resistir a terremotos de até oito graus na escala Richter, além de ter sido projetada para durar pelo menos 120 anos.

Confira o vídeo com imagens da maior ponte do mundo

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Dono do Alibaba desiste de criar 1 milhão de empregos nos EUA

(ANSA) – A gigante do e-commerce, Alibaba, anunciou nesta quinta-feira (20) que abandonou os planos de criar um milhão de empregos nos Estados Unidos após as novas taxas aplicadas pelo país às importações chinesas.

“O comércio não é uma arma e não deve ser usado para começar uma guerra, mas deve ser fator chave para a paz”, disse Jack Ma, cofundador do grupo e homem mais rico da China. Após encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, antes que ele assumisse o cargo, em janeiro de 2017, o empresário havia prometido a criação das vagas, que foi comemorada por Trump na ocasião, quando afirmou que ele e Ma “fariam grandes coisas”.

“A premissa era a de relações comerciais amigáveis entre os dois países, mas ela não existe mais e nossa promessa não pode ser mantida”, disse o bilionário. “Mesmo assim, vamos continuar trabalhando duro para promover o desenvolvimento saudável do comércio China-EUA, acrescentou.

Na última segunda-feira (17), os Estados Unidos anunciaram taxas de 10% sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas, medida que foi respondida do outro lado com tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos norte-americanos. Washington ainda promete aplicar novos impostos a US$ 267 bilhões em transações comerciais com o gigante asiático. No último dia 8, Ma anunciou que vai se aposentar no final deste mês para seguir trabalhando em obras filantrópicas.

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