Destaques, RN

CERNE apresenta potencial energético do RN aos investidores chineses

Dando continuidade à visita da comitiva chinesa liderada pela Cônsul Geral da China em Recife, Yan Yuqing, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, recebeu o grupo nesta quarta-feira (10) para um encontro com lideranças e empresários dos principais setores econômicos do estado.

Representantes do primeiro escalão do Governo do Estado e algumas instituições convidadas, entre elas o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), puderam apresentar aos investidores chineses um panorama das potencialidades e as oportunidades de negócio existentes nas diversas regiões do Estado.

O presidente do CERNE, Darlan Santos, ressaltou as potencialidades em energia renovável e citou alguns dos principais projetos desenvolvidos ou apoiados pela entidade. Ele traçou o cenário atual do setor eólico no estado, que produz 30% de toda a energia eólica do país, tendo mais de 150 projetos em operação.

O RN detém a maior concentração de aerogeradores no país, com 1.500 máquinas, e investimento superior a R$ 15 bilhões. “Já estamos estudando a potencialidade do estado na exploração offshore (com equipamentos instalados no mar), e agregar também a exploração da energia solar, que complementa a energia eólica”, adiantou.

Darlan apresentou ainda à delegação chinesa, como uma proposta de investimento, um sistema de dessalinização operado com energia solar para a região do semiárido potiguar e um projeto de desenvolvimento de um veículo popular elétrico.

A comitiva do governo da China desembarcou em solo potiguar na última terça-feira, 9, para tratar de possíveis investimentos nas áreas de energia, mineral, agrícola, ferrovias e turismo. A Cônsul Geral, Yan Yuqing, chefia a delegação composta por 30 integrantes.

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Encontro reúne fornecedores e empresas de energia eólica em João Câmara

Com o objetivo de reunir fornecedores e empresas para obter informações sobre a cadeia de prestação de serviços em energias renováveis no Rio grande do Norte, o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) realizam, no dia 10 de abril, uma reunião de trabalho no município de João Câmara para definir ações que promovam o fortalecimento da cadeia de serviços, em especial na área de energia eólica.

Dos 150 parques eólicos em operação comercial no Estado, 85 deles estão instalados na Região do Mato Grande. Isso significa uma fatia de 56% das usinas de todo o RN.

O destaque vai para o municipio de João Câmara, que detém o maior número de empreendimentos com 29 parques instalados e que, juntos, somam 732, 36 MW de potência instalada.

O encontro deve contar também com a participação de representantes do Governo do Estado e da Prefeitura de João Câmara. Além de mapear a cadeia de serviços, a ocasião servirá como oportunidade para que o CERNE possa apresentar seu portfólio de ações aos que ainda não o conhecem, mostrar o trabalho da Rede Renováveis e buscar oportunidades de capacitação que possam ser desenvolvidas pelo IFRN e CERNE.

As inscrições podem ser feitas pelo link (veja aqui) e mais informações podem ser obtidas pelo telefone (84) 2010-0340 ou email [email protected].

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Rio Grande do Norte atinge a marca histórica de 4GW em energia eólica

O Estado do Rio Grande do Norte atingiu, nesta quinta-feira (14), um novo recorde energético: 4 GW em potência instalada a partir de parques eólicos. A expressiva marca foi alcançada com a entrada em operação comercial dos parques eólicos São Miguel I e São Miguel III, cada um com 21 MW em potência instalada. Os dois parques são de propriedade da COPEL (Companhia Paranaense de Energia) e estão localizados no município de São Bento do Norte, no litoral potiguar.

Com a entrada em operação dos novos empreendimentos, o RN passa a ter exatos 4.019 GW, a partir de 151 parques eólicos.

A geração de energia por fonte eólica já representa 86% de toda a potência instalada do estado potiguar. A matriz, formada também por termelétricas e fontes fotovoltaicas soma, atualmente, 4,65GW.

Segundo o Diretor Setorial de Energia Eólica do CERNE, Darlan Santos, esse marco é motivo de comemoração não apenas pelo feito, mas também pela reafirmação do estado e da sua vocação para geração de energia eólica. “O Rio Grande do Norte tem aumentado sua capacidade instalada de maneira quase ininterrupta, sendo acompanhado por investimentos importantes nesse período”, explica.

A nova conquista mantêm o estado como líder absoluto em três quesitos: maior capacidade eólica instalada no Brasil, maior geração de energia por fonte eólica do país e a maior matriz eólica nacional

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Rio Grande do Norte lidera leilão de energia eólica e arremata R$ 3,5 bi em investimentos

O Rio Grande do Norte liderou a contratação de projetos para produção de energia eólica no 28º leilão de Energia Nova A-6 de 2018 realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Do total de 48 novos projetos inscritos no certame, 27 foram arrematados no estado. Eles totalizam mais 743 MW de capacidade instalada e as usinas deverão começar a operar em 2024.

Os projetos vendidos irão assegurar cerca de R$ 3,5 bilhões em investimentos no estado nos próximos 6 anos. “Desse montante, cerca de R$1,5 bilhão deverá ser injetado diretamente nas regiões produtoras”, disse o Presidente do Centro de Estratégias em recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates.

A maior parte dos projetos estão na região do Mato Grande, onde se encontram a maior parte das usinas instaladas no estado e com melhores infraestruturas. O projeto com maior fator de capacidade (67,5%) será instalado no município de Riachuelo. A usina Ventos de Santa Martina, desenvolvido pela empresa Casa dos Ventos, terá turbinas da fabricante global Vestas.

Foto: Portal N10/Assessoria Voltalia

Os estados com os empreendimentos contratados foram o Rio Grande do Norte (27 usinas), a Bahia (21 usinas), o Paraná (5 usinas), São Paulo (2 usinas), Minas Gerais (2 usinas), além de Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Maranhão com uma usina em cada estado.

O leilão movimentou, ao todo, R$ 23,6 bilhões em contratos. O preço médio ao final das negociações foi de R$ 140,87 por MWh, com deságio de 46,89% em relação aos preços-tetos estabelecidos, representando uma economia de R$ 20,9 bilhões para os consumidores de energia.

Ao final das negociações, foram contratados 62 empreendimentos de geração, sendo 11 hidrelétricas, 48 usinas eólicas, 2 usinas térmicas movidas a biomassa e uma térmica a gás natural, o que soma 835 MW médios de energia contratada.

Capacitação e oportunidades de emprego

A indústria de energia eólica deve gerar mais de 200 mil empregos no Brasil até 2026. Além de garantir luz acesa, os ventos também representam renda às famílias de muitos estados. Em 2016, o número de empregos diretos no setor passava de 150 mil.

A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) estima que para cada novo megawatt instalado, 15 empregos diretos e indiretos sejam criados. A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) estima que até 2026 a cadeia eólica possa gerar aproximadamente 200 mil novos empregos diretos e indiretos.

Um estudo da ABDI mapeou 52 profissões/ocupações distribuídas nos cinco grupos de atividades que compõem a cadeia de energia eólica: construção e montagem (10 diferentes profissões); desenvolvimento de projetos (11 profissões); ensino e pesquisa (6 profissões); manufatura (15 profissões); operação e manutenção do parque eólico (9 profissões). Para cada fase é preciso uma ampla gama de profissionais.

Diante desse cenário, o mercado de energia exige profissionais capacitados e qualificados para atender satisfatoriamente a demanda das empresas.

Leilões de energia: como funciona

Os leilões são a principal forma de contratação de energia no Brasil. Por meio desse mecanismo, concessionárias, permissionárias e autorizadas de serviço público garantem o atendimento de seu mercado no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Quem realiza os leilões de energia elétrica é a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), por delegação da Aneel.

O critério de menor tarifa é utilizado para definir os vencedores do certame, visando a eficiência na contratação de energia.

O leilão de energia nova, realizado na semana passada, tem como finalidade atender ao aumento de carga das distribuidoras. Neste caso são vendidas e contratadas energia de usinas que ainda serão construídas.

Eólicas no RN (atualizado com os resultados do Leilão de A-6)

– 138 parques eólicos em operação comercial, somando 3,72 GW em potência instalada.
– 15 parques eólicos em construção, somando 366,10 MW em potência instalada.
– 45 parques eólicos contratados, somando 1,187 GW em potência instalada.

Ranking dos maiores produtores eólicos do Brasil

1° Rio Grande do Norte (3,7GW)
2° Bahia (2,5GW)
3° Ceará (1,9GW)
4 ° Rio Grande do Sul (1,8GW)

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Destaques, RN

De forma inédita, Petrobras vai gerar energia eólica no mar do RN

Ainda inédita no Brasil, a geração de energia eólica no mar começa a dar seus primeiros passos no País pelas mãos da Petrobras. “O negócio promete ser tão bem sucedido quanto a geração eólica em terra”, disse o diretor de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão da estatal, Nelson Silva. De acordo com ele, a licitação para a instalação de uma planta-piloto da empresa no Rio Grande do Norte será feita ainda este ano – restando apenas o licenciamento do projeto no Ibama para iniciar o processo.

A ideia é instalar torres de geração eólica, ou aerogeradores no jargão do setor, ao lado de plataformas em campos rasos do Nordeste, região brasileira com maior potencial para gerar energia a partir do vento. “A vantagem no offshore (no mar) é que se espera um fator de capacidade maior do que em terra”, explicou Silva a repórter Denise Luna do Estadão. A previsão é que a planta-piloto comece a funcionar em 2022.

O fator de capacidade do Brasil, índice que mede o grau de aproveitamento dos aerogeradores para produzir energia eólica, é um dos maiores do mundo. A vantagem da geração no mar, dizem especialistas, é que os aerogeradores, ou turbinas eólicas, podem ter capacidade maior do que os instalados em terra.

Pelo vento

Petrobras vai gerar energia eólica no mar do RN

O Brasil começou a gerar energia eólica em 2005 – pouco menos do que 30 megawatts (MW). Em 2009, quando ocorreu o primeiro leilão do governo incluindo a oferta de empreendimentos eólicos, o Brasil gerava 600 MW. Hoje, essa geração ultrapassa os 13 mil MW e, somente com os leilões já realizados, deve atingir 17,8 mil MW em 2023. Atualmente, a geração eólica abastece 10% da população brasileira, ou 22 milhões de pessoas, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

“A média da capacidade dos aerogeradores do Brasil em terra gira em torno de 2 megawatts, mas no mar já tem máquina operando com 8 megawatts”, informa o presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, um dos primeiros defensores da inclusão da energia eólica como fonte de geração de energia no Brasil. Esta semana, ele promove no Rio Grande do Norte o 10º Fórum Nacional Eólico, onde o tema será discutido, precedendo a maior feira do setor, a Brazil Windpower, que terá pela primeira vez um painel dedicado apenas à geração eólica offshore, com participação da Petrobras.

Segundo o Ibama, a Petrobras entrou com o pedido de licença ambiental para a planta-piloto de geração eólica offshore em maio e o órgão já emitiu o Termo de Referência para que a empresa elabore o Relatório Ambiental Simplificado (RAS) para obter autorização. Pelo fato de já ter um equipamento no campo (plataforma), o Ibama já possui estudo ambiental do local, informou o órgão.

Se o projeto se mostrar economicamente viável, a expectativa do diretor da Petrobras é de que seja a primeira de uma série de unidades que irão comercializar energia elétrica no mercado brasileiro a partir da geração eólica no mar. Para acelerar os investimentos, a estatal busca a parceria de empresas com experiência no segmento, como a francesa Total e a norueguesa Equinor.

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