Negócios

Setor eólico nacional é discutido em encontro político-econômico no RN

Nos dias 14, 15 e 16 de agosto, Natal sediará a 11ª edição do Fórum Nacional Eólico, na Escola do Governo do Rio Grande do Norte. O evento, que reúne anualmente mais de mil participantes, foi palco da assinatura do documento de compromisso, a Carta dos Ventos, que iniciou a grande arrancada do setor eólico brasileiro, consolidando uma convergência de objetivos e definição de atribuições de cada agente.

Participam do Fórum Nacional Eólico altas hierarquias do governo, líderes dos setores de geração e transmissão, integrantes da cadeia de fornecimento e especialistas do setor de energias renováveis.

A edição 2019 tem o objetivo de tratar do mercado de energia, incluindo regulação, projeção de investimentos, gestão socioambiental e financiamento, além de oferecer oportunidades de negócio e debater sobre eólica offshore e mercado livre. Os três dias terão sessões com palestras realizadas por importantes nomes do governo, do setor de energia e da área socioambiental, como Jaime Callado, Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio Grande do Norte; Jean Paul Prates, Senador da República (PT-RN); Jorge Antônio Bagdêve de Oliveira, Superintendente do Banco do Nordeste no Rio Grande do Norte; Amaury Rainho Neto, Diretor de Ativos da Voltalia; Leonlene de Sousa Aguiar, Diretor Geral do IDEMA e Fábio Origuela de Lira, Arqueólogo e Sócio Diretor da Meandros Ambiental.

Segundo o Diretor-Presidente do CERNE, Darlan Santos, o Fórum Nacional Eólico será um espaço para que empresários e gestores públicos possam “aprimorar o ambiente operacional e regulatório, além de buscar alternativas para atração de investimentos e novos negócios para o setor, tanto a nível nacional como regional”, disse.

Mais de dois terços das operações do setor eólico nacional estão concentradas na região nordeste do Brasil. O Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Piauí e Pernambuco lideram o ranking de empreendimentos instalados e continuam atraindo novos investimentos graças à natureza pródiga, mas também em razão das ações dos governos federal, estaduais e municipais.

O Fórum Nacional Eólico é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a empresa VIEX Américas. A programação completa, lista de palestrantes e informações sobre a inscrição, gratuita, podem ser encontradas no site do evento, www.cartadosventos.com.br.

Read More...

Destaques, RN

CERNE apresenta potencial energético do RN aos investidores chineses

Dando continuidade à visita da comitiva chinesa liderada pela Cônsul Geral da China em Recife, Yan Yuqing, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, recebeu o grupo nesta quarta-feira (10) para um encontro com lideranças e empresários dos principais setores econômicos do estado.

Representantes do primeiro escalão do Governo do Estado e algumas instituições convidadas, entre elas o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), puderam apresentar aos investidores chineses um panorama das potencialidades e as oportunidades de negócio existentes nas diversas regiões do Estado.

O presidente do CERNE, Darlan Santos, ressaltou as potencialidades em energia renovável e citou alguns dos principais projetos desenvolvidos ou apoiados pela entidade. Ele traçou o cenário atual do setor eólico no estado, que produz 30% de toda a energia eólica do país, tendo mais de 150 projetos em operação.

O RN detém a maior concentração de aerogeradores no país, com 1.500 máquinas, e investimento superior a R$ 15 bilhões. “Já estamos estudando a potencialidade do estado na exploração offshore (com equipamentos instalados no mar), e agregar também a exploração da energia solar, que complementa a energia eólica”, adiantou.

Darlan apresentou ainda à delegação chinesa, como uma proposta de investimento, um sistema de dessalinização operado com energia solar para a região do semiárido potiguar e um projeto de desenvolvimento de um veículo popular elétrico.

A comitiva do governo da China desembarcou em solo potiguar na última terça-feira, 9, para tratar de possíveis investimentos nas áreas de energia, mineral, agrícola, ferrovias e turismo. A Cônsul Geral, Yan Yuqing, chefia a delegação composta por 30 integrantes.

Read More...

Destaques, RN

Encontro reúne fornecedores e empresas de energia eólica em João Câmara

Com o objetivo de reunir fornecedores e empresas para obter informações sobre a cadeia de prestação de serviços em energias renováveis no Rio grande do Norte, o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) realizam, no dia 10 de abril, uma reunião de trabalho no município de João Câmara para definir ações que promovam o fortalecimento da cadeia de serviços, em especial na área de energia eólica.

Dos 150 parques eólicos em operação comercial no Estado, 85 deles estão instalados na Região do Mato Grande. Isso significa uma fatia de 56% das usinas de todo o RN.

O destaque vai para o municipio de João Câmara, que detém o maior número de empreendimentos com 29 parques instalados e que, juntos, somam 732, 36 MW de potência instalada.

O encontro deve contar também com a participação de representantes do Governo do Estado e da Prefeitura de João Câmara. Além de mapear a cadeia de serviços, a ocasião servirá como oportunidade para que o CERNE possa apresentar seu portfólio de ações aos que ainda não o conhecem, mostrar o trabalho da Rede Renováveis e buscar oportunidades de capacitação que possam ser desenvolvidas pelo IFRN e CERNE.

As inscrições podem ser feitas pelo link (veja aqui) e mais informações podem ser obtidas pelo telefone (84) 2010-0340 ou email contato@cerne.org.br.

Read More...

Destaques, RN

Rio Grande do Norte atinge a marca histórica de 4GW em energia eólica

O Estado do Rio Grande do Norte atingiu, nesta quinta-feira (14), um novo recorde energético: 4 GW em potência instalada a partir de parques eólicos. A expressiva marca foi alcançada com a entrada em operação comercial dos parques eólicos São Miguel I e São Miguel III, cada um com 21 MW em potência instalada. Os dois parques são de propriedade da COPEL (Companhia Paranaense de Energia) e estão localizados no município de São Bento do Norte, no litoral potiguar.

Com a entrada em operação dos novos empreendimentos, o RN passa a ter exatos 4.019 GW, a partir de 151 parques eólicos.

A geração de energia por fonte eólica já representa 86% de toda a potência instalada do estado potiguar. A matriz, formada também por termelétricas e fontes fotovoltaicas soma, atualmente, 4,65GW.

Segundo o Diretor Setorial de Energia Eólica do CERNE, Darlan Santos, esse marco é motivo de comemoração não apenas pelo feito, mas também pela reafirmação do estado e da sua vocação para geração de energia eólica. “O Rio Grande do Norte tem aumentado sua capacidade instalada de maneira quase ininterrupta, sendo acompanhado por investimentos importantes nesse período”, explica.

A nova conquista mantêm o estado como líder absoluto em três quesitos: maior capacidade eólica instalada no Brasil, maior geração de energia por fonte eólica do país e a maior matriz eólica nacional

Read More...

Destaques, RN

Rio Grande do Norte lidera leilão de energia eólica e arremata R$ 3,5 bi em investimentos

O Rio Grande do Norte liderou a contratação de projetos para produção de energia eólica no 28º leilão de Energia Nova A-6 de 2018 realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Do total de 48 novos projetos inscritos no certame, 27 foram arrematados no estado. Eles totalizam mais 743 MW de capacidade instalada e as usinas deverão começar a operar em 2024.

Os projetos vendidos irão assegurar cerca de R$ 3,5 bilhões em investimentos no estado nos próximos 6 anos. “Desse montante, cerca de R$1,5 bilhão deverá ser injetado diretamente nas regiões produtoras”, disse o Presidente do Centro de Estratégias em recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates.

A maior parte dos projetos estão na região do Mato Grande, onde se encontram a maior parte das usinas instaladas no estado e com melhores infraestruturas. O projeto com maior fator de capacidade (67,5%) será instalado no município de Riachuelo. A usina Ventos de Santa Martina, desenvolvido pela empresa Casa dos Ventos, terá turbinas da fabricante global Vestas.

Foto: Portal N10/Assessoria Voltalia

Os estados com os empreendimentos contratados foram o Rio Grande do Norte (27 usinas), a Bahia (21 usinas), o Paraná (5 usinas), São Paulo (2 usinas), Minas Gerais (2 usinas), além de Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Maranhão com uma usina em cada estado.

O leilão movimentou, ao todo, R$ 23,6 bilhões em contratos. O preço médio ao final das negociações foi de R$ 140,87 por MWh, com deságio de 46,89% em relação aos preços-tetos estabelecidos, representando uma economia de R$ 20,9 bilhões para os consumidores de energia.

Ao final das negociações, foram contratados 62 empreendimentos de geração, sendo 11 hidrelétricas, 48 usinas eólicas, 2 usinas térmicas movidas a biomassa e uma térmica a gás natural, o que soma 835 MW médios de energia contratada.

Capacitação e oportunidades de emprego

A indústria de energia eólica deve gerar mais de 200 mil empregos no Brasil até 2026. Além de garantir luz acesa, os ventos também representam renda às famílias de muitos estados. Em 2016, o número de empregos diretos no setor passava de 150 mil.

A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) estima que para cada novo megawatt instalado, 15 empregos diretos e indiretos sejam criados. A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) estima que até 2026 a cadeia eólica possa gerar aproximadamente 200 mil novos empregos diretos e indiretos.

Um estudo da ABDI mapeou 52 profissões/ocupações distribuídas nos cinco grupos de atividades que compõem a cadeia de energia eólica: construção e montagem (10 diferentes profissões); desenvolvimento de projetos (11 profissões); ensino e pesquisa (6 profissões); manufatura (15 profissões); operação e manutenção do parque eólico (9 profissões). Para cada fase é preciso uma ampla gama de profissionais.

Diante desse cenário, o mercado de energia exige profissionais capacitados e qualificados para atender satisfatoriamente a demanda das empresas.

Leilões de energia: como funciona

Os leilões são a principal forma de contratação de energia no Brasil. Por meio desse mecanismo, concessionárias, permissionárias e autorizadas de serviço público garantem o atendimento de seu mercado no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Quem realiza os leilões de energia elétrica é a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), por delegação da Aneel.

O critério de menor tarifa é utilizado para definir os vencedores do certame, visando a eficiência na contratação de energia.

O leilão de energia nova, realizado na semana passada, tem como finalidade atender ao aumento de carga das distribuidoras. Neste caso são vendidas e contratadas energia de usinas que ainda serão construídas.

Eólicas no RN (atualizado com os resultados do Leilão de A-6)

– 138 parques eólicos em operação comercial, somando 3,72 GW em potência instalada.
– 15 parques eólicos em construção, somando 366,10 MW em potência instalada.
– 45 parques eólicos contratados, somando 1,187 GW em potência instalada.

Ranking dos maiores produtores eólicos do Brasil

1° Rio Grande do Norte (3,7GW)
2° Bahia (2,5GW)
3° Ceará (1,9GW)
4 ° Rio Grande do Sul (1,8GW)

Read More...