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Mergulhador descobre morte do pai após missão na Tailândia

O médico e mergulhador australiano que desempenhou um papel crucial no resgate dos 12 jovens e seu treinador de uma caverna na Tailândia descobriu, ao sair da gruta de Tham Luang, que seu pai havia morrido.

Richard Harris, anestesista de 53 anos, se uniu à missão de socorro após um pedido de mergulhadores britânicos empenhados na operação, cancelando assim as suas férias já programadas.

Em Tham Luang, teve a tarefa de decidir a ordem de saída dos 12 adolescentes e do treinador, com base em uma avaliação de suas condições de saúde.

No entanto, ao finalmente sair da caverna – ele foi um dos últimos -, Harris descobriu que seu pai tinha morrido na Austrália enquanto ele estava na missão. Segundo um colega da clínica em que o médico trabalha, o genitor não estava doente no momento da partida do filho. A causa do falecimento não foi informada.

Harris é admirado entre mergulhadores por causa de suas explorações em grutas da Austrália e da Nova Zelândia. Em 2011, apesar do luto, resgatou o corpo de uma companheira de imersão que falecera por falta de oxigênio em uma exploração, carregando o corpo até a superfície por oito quilômetros. (ANSA)

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Resgate em caverna na Tailândia é concluído com sucesso

Na Tailândia, a operação de resgate da equipe de futebol juvenil que ficou presa em uma caverna inundada no norte do país, finalmente terminou. Iniciada em 8 de julho, a missão durou três dias e culminou com o resgate dos 12 jogadores de futebol e seu treinador, conforme relatado pela Força Especial da Marinha da Tailândia em sua página no Facebook.

Embora inicialmente tenha sido avaliado que o grupo preso poderia permanecer na caverna por quatro meses, os esforços das equipes de resgate permitiram que a missão fosse concluída com sucesso em três dias.

Na primeira operação, onde quatro crianças foram resgatadas, dez equipes participaram da operação. Cada um dos menores foi acompanhado por dois mergulhadores, enquanto dois outros socorristas estavam na reserva. A operação durou aproximadamente dez horas. O caminho da caverna até a saída – que tem 3,2 quilômetros e é cheio de água barrenta e passagens estreitas – foi realizado pelos mergulhadores mais rápido do que o planejado.

Mergulhador morre durante resgate de adolescentes em caverna na Tailândia

No segundo dia da operação, quatro meninos também foram resgatados. Uma equipe de 18 mergulhadores tailandeses e internacionais, apoiados por pelo menos 80 outros socorristas, conseguiu completar a missão duas horas mais rápido do que a operação de domingo. Todas as crianças resgatadas foram levadas de helicóptero para um hospital local.

O chefe das operações de resgate, Narongsak Osatanakorn, disse na segunda-feira que não pôde garantir que as últimas cinco pessoas presas fossem evacuadas no dia seguinte da missão. Apesar das dúvidas, as últimas quatro crianças e seu treinador foram resgatados nesta terça-feira, 10 de julho.

Durante os três dias da operação, o médico australiano Richard Harris permaneceu na caverna com as crianças. No início de cada missão, o médico ia até a caverna com os mergulhadores e socorristas para dar aprovação médica antes que cada criança fosse evacuada. E ele continuou com a equipe até que cada missão fosse completada.

Como as crianças chegaram à caverna?

O time de futebol local, formado por crianças de 11 a 16 anos, perdeu-se na caverna Tamham Luang Nang Non em 23 de junho. O treinador do grupo, de 25 anos, organizou uma viagem às cavernas para as crianças, que é um local de interesse turístico.

As cavernas têm um comprimento de cerca de 5 km e o grupo ficou preso longe da entrada devido à inundação repentina causada por fortes chuvas.

Os funcionários do parque nacional encontraram uma motocicleta e 11 bicicletas, além de mochilas, chuteiras e outros equipamentos esportivos pertencentes ao clube de futebol local na noite daquele sábado perto da entrada da caverna. Equipes de resgate com o equipamento necessário chegaram ao local na manhã seguinte.

Por que as crianças não saíram imediatamente?

GRUPO PRESO TAILÂNDIA

Devido ao estado enfraquecido das crianças e as condições adversas da estrada para a saída das cavernas, elas não puderam ser removidas imediatamente.

Em vez disso, as equipes de resgate lhes forneceram alimentos e remédios, enquanto as autoridades criaram um plano de resgate mais seguro e drenaram a água para evitar que ela se elevasse.

O risco apresentado pelo caminho da caverna foi confirmado pela morte trágica do socorrista Thai Kunan Saman, 38 anos, que morreu depois de cair inconsciente durante a volta do mergulho da caverna, onde ele carregava tanques de oxigênio.

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Mergulhador morre durante resgate de adolescentes em caverna na Tailândia

Um mergulhador tailandês que atuava na operação de resgate dos 12 meninos e do treinador de futebol presos em uma caverna morreu por falta de oxigênio dentro da gruta. O mergulhador, de 38 anos, perdeu a consciência ao tentar fazer um trajeto de 1,7km para a saída da caverna de Tham Luang, informou hoje (6) o porta-voz da operação. Neste trecho, cada mergulhador geralmente usa três cilindros de oxigênio.

Saman Kunan é um ex-fuzileiro da Marinha que atuava na equipe de segurança do aeroporto de Bangkok. Ele tinha se juntado voluntariamente à equipe de resgate na caverna e contribuía com a operação levando cilindros de oxigênio às vítimas.

A caverna também registrou nas últimas horas um nível de oxigênio de 8%, bem abaixo da média normal de 21%, o que tem preocupado os especialistas. A redução se deve ao aumento no número de socorristas e mergulhadores no local, que estão trabalhando sem interrupção para instalar um túnel de quase 5km para transportar oxigênio à área da caverna onde os meninos e o treinador estão presos desde o dia 23 de junho.

Atualmente, a central de comando local avalia duas possibilidades para resgatar o grupo: mergulhar pelas passagens inundadas da caverna (os 13 já estão recebendo instruções para práticas de mergulho) ou encontrar um buraco na caverna por onde eles possam ser removidos de helicóptero. O grupo foi encontrado na noite de segunda-feira (12/06), em uma área de terra firme da caverna, a uma distância de 4km da entrada. Eles se refugiaram no local para se protegerem das chuvas torrenciais, mas a água bloqueou a passagem. (ANSA)

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Equipes correm contra o tempo para tirar jovens de caverna na Tailândia

A Tailândia faz uma corrida contra o tempo para resgatar o time de futebol juvenil, incluindo 12 adolescentes e um treinador de 25 anos, que está preso há mais de 10 dias na caverna de Tham Luang.

O grupo está a quatro quilômetros da saída do complexo de grutas, uma famosa atração turística entre os tailandeses, mas parte do percurso está totalmente submersa por causa das chuvas.

Os jovens estão recebendo aulas de natação e mergulho dos socorristas, mas a meteorologia prevê temporais a partir de sábado (7), tornando inúteis os esforços dos últimos dias para drenar a água.

Tentar tirá-los agora seria perigoso, já que muitos estão frágeis para enfrentar um extenuante percurso de seis a oito horas. Se o nível da água voltar a subir, o resgate do time de futebol pode ficar impossibilitado por semanas – ou até meses.

Os socorristas, no entanto, seguem trabalhando sem pausa, com um olho no céu e outro nas grutas. “Se o volume de água aumentar com a chuva, deveremos calcular quanto tempo teremos, quantas horas, quantos dias. Tentaremos voltar à situação na qual nos encontrávamos no começo”, disse o governador da província de Chiang Rai, Narongsak Osatanakorn.

Os jovens estão em bom estado de saúde, mas com condição física fragilizada por causa do longo período na caverna. Eles já receberam alimentos e remédios, além de apoio psicológico.

Planificar sua saída é uma odisseia logística: entre a entrada da caverna e o local onde o grupo está bloqueado desde 23 de junho, são necessárias seis horas para chegar e outras tantas para voltar. Com adolescentes nas costas e a necessidade de fazê-los descansar, o tempo de resgate aumentaria.

As equipes de socorro também consideram a hipótese de crises de pânico que poderiam colocar em risco a vida tanto dos adolescentes quanto dos mergulhadores. Uma melhora significativa foi alcançada no primeiro quilômetro e meio da gruta, já transitável a pé, porém a parte mais profunda, de dois quilômetros, possui túneis tortuosos e ao menos uma caverna submersa por água e lama.

Da base de abastecimento mais próxima dos jovens até o local onde eles estão, apenas mergulhadores de elite conseguem completar o trajeto. Uma das hipóteses é transportá-los em um traje totalmente fechado, com capacete e um respirador conectado a tanques de oxigênio levados pelos socorristas, que já estão instalando um cabo-guia na gruta.

O caminho mais seguro, no entanto, continua sendo um que não exija imersões completas. Drenar totalmente a água em pouco tempo é impossível. A caverna está encravada dentro de uma montanha, e estima-se que o grupo esteja 800 metros abaixo da superfície. (ANSA)

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