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Papa sugere vender bens da Igreja para ajudar os pobres

(ANSA) – O papa Francisco afirmou nesta quinta-feira (29) que o valioso patrimônio cultural da Igreja Católica deve estar “a serviço dos pobres” e que sua eventual venda não pode ser vista com “escândalo”.

As declarações estão em uma mensagem aos participantes de um congresso sobre a gestão dos bens culturais eclesiásticos e a cessão de lugares de culto, realizado pelo Pontifício Conselho para a Cultura e pela Conferência Episcopal Italiana (CEI).

“Os bens culturais são voltados às atividades de caridade desenvolvidas pela comunidade eclesiástica. O dever de tutela e conservação dos bens da Igreja, e em particular dos bens culturais, não tem um valor absoluto, mas em caso de necessidade eles devem servir ao bem maior do ser humano e especialmente estar a serviço dos pobres”, disse o Papa.

Segundo Francisco, a constatação de que muitas igrejas “não são mais necessárias por falta de fiéis ou padres ou por mudanças na distribuição da população nas cidades e zonas rurais deve ser vista como um sinal dos tempos que nos convida a uma reflexão e nos impõe uma adaptação”.

Na mensagem, Jorge Bergoglio ressaltou que a cessão de bens da Igreja “não deve ser a primeira e única solução”, mas também não pode ser feita sob “escândalo dos fiéis”.

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‘Sede de poder e vaidade sujam a Igreja’, acusa Papa

(ANSA) – O papa Francisco disse nesta terça-feira (17) que a inveja, o ciúmes e a briga pelo poder sujam a Igreja Católica, ao discursar durante a missa diária na Casa de Santa Marta, no Vaticano. Citando trechos do Evangelho, o Pontífice admitiu que o problema social de “falar mal uns dos outros” atinge também a Igreja Católica e que este fato não é novidade, sendo constatado desde a época dos apóstolos.

“Quem é o maior? Quem comanda? As ambições. Em cada comunidade, em cada paróquia ou instituição, sempre existe essa vontade de crescer, de subir, de ter poder”, afirmou Francisco. De acordo com o Papa, a “vaidade” e a “vontade de ter poder” fazem as pessoas não economizarem métodos para conquistar o que desejam. “Quando vem essa vontade mundana de poder, e não de servir, mas de ser servido, não se economizam métodos: fofocas, sujeira com as outras pessoas”.

“A inveja e o ciúmes constroem esta estrada e destroem tudo. Todos nós sabemos disso. Essas coisas acontecem todos os dias em todas as instituições da Igreja: nas paróquias, nos colégios, nos arcebispados.. em tudo”, confessou Francisco. “Aconteceu com os apóstolos, com a mão de João. É uma história que acontece todos os dias na Igreja e em todas as comunidades”.

“Quando os grandes santos diziam se sentir pecadores, era porque tinham entendido este espírito mundano, de riqueza, de vaidade e orgulho. Nenhum de nós pode dizer que é santo e puro'”. Desde que assumiu a liderança da Igreja Católica, em março de 2013, o Papa faz críticas às divergências internas no Vaticano.

Em maio daquele ano, Francisco disse que as fofocas destroem a Igreja. “Quantas fofocas na Igreja! Quanto falamos, nós, os cristãos! A fofoca nos faz mal, fere um ao outro… É como querer diminuir o outro: ao invés de crescer, faço com que o outro fique menor e eu me sinto maior”, rebateu.

Em novembro de 2014, o tema voltou à cena novamente. “Quantas vezes, nas nossas instituições, na Igreja, nas paróquias, por exemplo, nos colégios, encontramos isso, não? A rivalidade, o fazer-se ver, a vanglória. Vê-se que são dois carunchos que comem a consistência da Igreja, tornam-na frágil”, afirmou na ocasião.

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Papa visita sinagoga e chama judeus de ‘irmãos mais velhos’

(ANSA) – Em sua primeira visita à Sinagoga de Roma, realizada na tarde deste domingo (17), o papa Francisco declarou que os judeus são os “irmãos e irmãs” mais velhos dos cristãos, usando uma expressão cunhada por João Paulo II durante sua ida ao templo, há 30 anos.

O Pontífice argentino foi recebido no local por uma multidão de romanos e turistas, que aproveitaram para eternizar o histórico momento em fotos e vídeos. Em seu discurso, Jorge Bergoglio arriscou inclusive algumas expressões em hebraico, como “todá rabá” (muito obrigado) e “shalom alechem”, cumprimento que significa “a paz sobre vós”.

“Vocês são os nossos irmãos e as nossas irmãs mais velhos na fé. Todos pertencemos a uma única família, a família de Deus, o qual nos acompanha e nos protege como seu povo”, afirmou Francisco, que também aproveitou a ocasião para condenar todas as formas de “antissemitismo e de injúria, discriminação e perseguição” que derivam do preconceito.

“Conflitos, guerras, violências e injustiças abrem feridas profundas na humanidade e nos chamam a reforçar o empenho pela paz e pela justiça. A violência do homem contra o homem contradiz qualquer religião digna deste nome, principalmente as três grandes religiões monoteístas”, acrescentou o Papa, fazendo referência ao cristianismo, islamismo e judaísmo e recebendo aplausos do público.

O Pontífice ainda lembrou do Holocausto e disse que o passado deve servir de aprendizado para o presente e o futuro. “Em 16 de outubro de 1943, mais de mil homens, mulheres e crianças da comunidade judaica de Roma foram deportados para Auschwitz. Seu sofrimento, suas angústias e suas lágrimas não devem nunca ser esquecidos”, acrescentou.

Bergoglio é apenas o terceiro Papa a visitar a sinagoga da capital italiana, seguindo os exemplos de João Paulo II e Bento XVI. Sua ida ao templo ocorreu um dia depois de a Abadia da Dormição, na cidade velha de Jerusalém, em Israel, ter sido pichada com frases anticristãs escritas em hebraico e uma espada ensanguentada.

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“Batalha final”: Vídeo do EI mostra tanques avançando contra Coliseu

(ANSA) – Em um novo vídeo de propaganda divulgado na web, o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) ameaça mais uma vez conquistar Roma, capital da Itália e do catolicismo.

Nas imagens, três tanques de guerra avançam contra o Coliseu, monumento mais famoso da “cidade eterna”. Em seguida, aparecem três pontos de destaque do município: o Altar da Pátria, a praça Navona (onde fica a Embaixada do Brasil) e a praça São Pedro, já no Vaticano. Além disso, o vídeo fala que Roma é a “batalha final antes do dia do juízo”.

Em novembro passado, logo após os atentados de Paris, que mataram 130 pessoas, o EI já havia prometido hastear sua bandeira negra na sede da Igreja Católica e ameaçado derramar sangue cristão.

Esses vídeos e os ataques na capital francesa fizeram a polícia italiana elevar o alerta contra o terrorismo, principalmente por conta do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, megaevento que deve levar milhões de peregrinos a Roma e ao Vaticano até 20 de novembro de 2016.

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