Destaques, RN

Juiz Federal do RN permite que mulher compre Cannabis para tratamento de câncer de mama

O Juiz Federal Walter Nunes da Silva Júnior, titular da 2ª Vara no Rio Grande do Norte, determinou a expedição de um “salvo conduto” para compra, importação, transporte e armazenamento da Cannabis, inclusive de sementes da planta da maconha. O magistrado atendeu a pedido de habeas corpus feito por uma mulher que deseja fazer o cultivo caseiro da Cannabis para tratamento de câncer de mama.

Foram colocados nos autos estudos científicos e reportagens mostrando o uso do produto para fins terapêuticos. Foram anexados ainda laudos médicos da paciente diagnosticada com câncer de mama. Inclusive há no processo uma declaração do Diretor do Instituto do Cérebro da UFRN, Sidarta Ribeiro, mostrando os benefícios da Cannabis para o câncer.

“Tem sido recorrente não apenas no Brasil como em diversos países, a exemplo dos Estados Unidos, os médicos receitarem para os seus pacientes o tratamento à base da extração do óleo da planta de Cannabis. Esse é um dado que chama a atenção. Note-se que o tratamento essencialmente repressor dado à questão em nosso país por inspiração da política antidrogas norte americana, é hoje seriamente questionada e revista até pelos EUA no seu âmbito interno, tanto que vários Estados americanos já legalizaram o uso da Cannabis para fins medicinais, especialmente para pacientes com parkinson, câncer, glaucoma, epilepsia e até insônia ou dores nas costas”, escreveu o juiz Walter Nunes.

O magistrado foi mais além na sua análise: “Se não é crime o uso recreativo, muito menos pode ser considerado o uso terapêutico, especialmente quando corresponde a tratamento que é reconhecido cientificamente pela sua eficiência. Tanto o é que a própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ANVISA permite a sua importação, porém, não da matéria prima ou semente, mas apenas de medicamentos ou produtos com o respectivo princípio ativo”.

Ele lembrou que apesar da ANVISA ter retirado a Cannabis Sativa da sua lista de drogas proibidas, quando utilizada para fins medicinais, a agência não permite a produção do óleo essencial no Brasil, nem muito menos a importação da matéria prima.

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Ciência, Destaques

Cientistas do RN pesquisam alternativas terapêuticas para tratar o câncer por via oral

Em parceria com uma Universidade francesa, cientistas potiguares estão pesquisando o desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento de câncer por via oral utilizando o óleo da copaíba (árvore nativa da Amazônia) em associação com o paclitaxel (fármaco usado no tratamento dos tumores).

Os resultados foram publicados no artigo científico internacional “Mucoadhesive paclitaxel-loaded chitosan-poly (isobutyl cyanoacrylate) core-shell nanocapsules containing copaiba oil designed for oral drug delivery” de autoria do Prof. Dr. Francisco Humberto Xavier Júnior, do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UnP (PPGB-UnP) em parceria com a Université de Paris Sud, Institut Galien Paris-Sud (clique aqui para acessar a publicação).

Este artigo representa um trabalho multicêntrico entre universidades brasileiras – a Universidade Potiguar e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – e a instituição francesa. Nesta parceria, nanocápsulas mucoadesivas contendo óleo de copaíba e paclitaxel foram desenvolvidas. O projeto visa produzir um sistema inovador capaz de fazer a entrega seletiva de fármacos a células cancerígenas, assim reduzindo os efeitos tóxicos e aumentando a eficácia terapêutica dos medicamentos.

Novas terapias

A motivação desta pesquisa encontra-se no interesse crescente para uso de medicamentos anticancerígenos por via oral, os quais, na atualidade, ainda são administrados essencialmente pela via parenteral. “No entanto, o desafio para a produção de uma terapia farmacológica efetiva e confortável ao paciente, é limitada por problemas relacionados às propriedades físico-químicas do fármaco, fatores fisiológicos e as formas farmacêuticas que reduzem a biodisponibilidade oral do medicamento”, explica o Prof. Humberto Xavier.

“O objetivo deste trabalho foi desenvolver um sistema nanotecnológico bioadesivo, tipo um “cavalo de troia”, que seria dado de ‘presente’ para células cancerígenas. Assim, após se fixar na superfície das células tumorais, o nanossistema começa a liberar o fármaco e óleo terapêutico, que facilita a maior absorção do medicamento pelas células-alvos. Assim, é possível driblar a maquinaria de resistência das células cancerígenas, que não reconhecem os agentes antineoplásicos que se encontram encapsulados e ‘protegidos’ do reconhecimento celular. O resultado disso tudo, é que o fármaco é finalmente capturado pelas células cancerígenas culminando na redução do tumor”, complementa.

Produtos

Ele detalha que, embora trate-se de um estudo preliminar, os resultados são encorajadores para obtenção de um produto clínico a base de nanocápsulas bioadesivas para administração oral de paclitaxel. Ainda, neste novo tratamento para câncer, um possível efeito anticancerígeno sinérgico com os componentes terapeuticamente ativos encontrados no óleo de copaíba poderia ser esperado.

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Saúde

Câncer em idosos pode ter relação com maus hábitos ao longo da vida

O câncer é uma doença de causa desconhecida, porém, há fatores que podem colaborar para o seu desenvolvimento. No caso dos idosos, os tumores são majoritariamente originados por maus hábitos e estilos de vida inadequados ao longo dos anos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), quem tem mais de 65 anos é 11 vezes mais propenso a desenvolver uma doença cancerígena do que pessoas com idade inferior.

De acordo com a Dra. Aline Thomaz, geriatra da Rede de Hospitais São Camilo de SP, com o avanço da idade e após ter vivido por décadas no sedentarismo, alimentação não saudável – principalmente rica em carne vermelha – e práticas como fumo e bebidas alcoólicas, aumentam as chances do surgimento do câncer. “O tumor de pele não melanoma é um dos mais frequentes e tem como principal causa os vários anos de exposição ao sol. Também nesta faixa etária, ainda são comuns os cânceres de próstata, mama, intestino, pulmão, estômago e leucemia”, conta.

Os principais sintomas que podem direcionar a suspeita de câncer na terceira idade são: o emagrecimento inexplicado, falta de apetite, alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação), perda de sangue pelas fezes, cansaço excessivo, palidez ou pele amarelada. “Estes sinais devem ser avaliados com exames pelo médico a fim de descartar esta possibilidade”, explica a especialista.

Importância do check-up

Quando há um câncer em evolução no organismo, quanto mais rápido for diagnosticado, maior será a probabilidade de um tratamento eficaz. Para isso, a geriatra do Hospital São Camilo recomenda visitas médicas regulares para o monitoramento contínuo de doenças crônicas como a hipertensão, diabetes, osteoporose, entre outras. “Nelas, podem ser solicitados exames simples como hemograma que detecta a leucemia, por exemplo. Após os 60 anos é importante fazer pelo menos uma avaliação anual caso não tenha nenhuma doença crônica, se o idoso for portador de pelo menos uma doença crônica, esta frequência já deve ser em cerca de seis meses”, reforça a Dra. Aline.

Tratamento multidisciplinar

A especialista conta que é preciso estabelecer estratégias precisas para o tratamento do câncer no idoso com o objetivo de priorizar pela qualidade de vida a partir do trabalho em conjunto da equipe multidisciplinar, são eles: geriatra, oncologista, cirurgião, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, nutricionista, odontólogo, assistente social e farmacêutico clínico. “No caso de idosos, pode fazer muita diferença para um resultado mais eficaz, com recuperação rápida e reduzindo complicações clínicas. A ausência de qualquer um destes profissionais pode gerar lacunas e ter um impacto negativo, por exemplo: a do fisioterapeuta tende a aumentar muito o risco de complicações pulmonares ou tromboses na radioterapia e quimioterapia, já a falta do fonoaudiólogo pode aumentar o risco de broncoaspiração, situação extremamente grave em qualquer caso”, detalha a Dra. Aline.

Além disso, estudos já comprovaram que a forma como a pessoa recebe a informação do diagnóstico de câncer fará enorme diferença em sua aderência ao tratamento. A médica explica que o acolhimento é fundamental, uma vez que em casos avançados, os cuidados paliativos podem ser a única alternativa. “Ouvir e compartilhar as diretrizes do tratamento de forma sóbria, humana, sem falsas esperanças, mas traçando um plano de cuidados em conjunto com a família são medidas que proporcionam bem-estar e devem acontecer durante todo o tempo, cuidando também do estado emocional”, finaliza a geriatra.

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Dicas de Saúde, Saúde

Tumor de testículo: o câncer que acomete adolescentes e adultos jovens

Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) e da Sociedade Brasileira de Urologia revelam que o câncer de testículo é a neoplasia mais comum em homens entre 20 e 40 anos e corresponde a 5% do total de casos de câncer nos homens brasileiros.

A Sociedade Europeia de Urologia e a Associação Americana do Câncer revelam que a incidência do tumor de testículo vem aumentando nas últimas décadas, especialmente nos países industrializados e estima-se que atualmente ocorra até 10 novos casos/ano a cada 100.000 homens e para o ano de 2019 haverá aproximadamente 71.000 novos casos e 9.500 mortes no mundo.

Os testículos tem por função a produção da testosterona (hormônio masculino) e formação dos espermatozoides e estão localizados no escroto, bolsa sob a base do pênis.

Mais de 95% dos cânceres de testículos tem seu início nas células germinativas, responsáveis por produzir os espermas. As neoplasias mais frequentes de origem germinativa são os Seminomas e Não Seminomas.

Uma das principais características do câncer de testículo é o modo de crescimento rápido do tumor com alto poder de disseminação a distância (metástase), porém quando diagnosticado precocemente a chances de cura são elevadas.

Fatores de risco que aumentam a probabilidade de neoplasia testicular são conhecidos e destacamos a criptorquidia (presença do testículo fora do escroto), antecedentes pessoais ou familiar de câncer testicular, Síndrome de Klinefelter e o carcinoma in situ testicular.

Na maioria das vezes, o primeiro sintoma de câncer testicular é a simples identificação de um nódulo indolor, endurecido e de crescimento rápido, que leva o paciente a procurar um urologista.

O tumor testicular, em fases iniciais, pode simular outras doenças do escroto que causem dor e aumento de volume como a inflamação do testículo (orquite) ou do epidídimo (epididimite), além de hidrocele (líquido no escroto), varizes (varicoccele), cistos, hematomas e até hérnias.

Um sinal raro do câncer de testículo é o crescimento da mama (ginecomastia) que pode estar acompanhado de dor (mastalgia). Isso acontece porque certos tipos de tumores de linhagem germinativa secretam altos níveis de um hormônio chamado gonadotrofina coriônica humana (HCG), que estimula o desenvolvimento das mamas.

Em casos de doença avançada o paciente pode apresentar emagrecimento, dor em vários locais do corpo ou desconforto respiratório devido ao comprometimento tumoral de outros órgãos.

O câncer de testículo pode e deve ser encontrado em um estágio inicial. O ideal é a realização do auto exame digital dos testículos e a melhor hora para a realização do exame é durante ou após um banho, quando o escroto está relaxado.

O Urologista, faz o diagnóstico desta neoplasia a partir da identificação dos sinais e sintomas relatados pelo paciente, somado a um exame físico que identifica um nódulo no testículo, além da análise de exames laboratoriais (alfafetoproteina, gonatrofina coriônica humana e a desidrogenase láctica) que nem sempre estão alterados e de um ultrassom, método de imagem mais indicado no rastreamento tumoral.

O tratamento multidisciplinar pode ser necessário, mas a cirurgia constitui o primeiro passo no tratamento que em muitas vezes pode curar o paciente. A cirurgia ocorre por uma incisão na região inguinal (verrilha), conhecida como orquiectomia radical (retirada de testículo, epidídimo e cordão espermático). Não se abre o escroto, e o lado da bolsa em que se extraiu o testículo fica vazio, possibilitando a implantação de uma prótese testicular.

Tratamento complementares como Radioterapia, Quimioterapia e cirurgias completares, poderão ser indicados, depois da análise do tipo de célula cancerígena encontrada, da extensão tumoral e da presença ou não de metástase que será avaliado por tomografia computadorizada.

Diante da possibilidade de tratamento complementar é importante orientar o paciente para preservar sêmen (espermatozoides) visando fertilidade futura.

Em suspeita de um tumor de testículo, procure um Urologista imediatamente. Esta atitude pode ser o diferencial na cura.


*Artigo especial escrito pelo Dr. Marco Aurélio Lipay – que é Doutor em Cirurgia (Urologia) pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), Titular em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia, Membro Correspondente da Associação Americana e Latino Americano de Urologia e Autor do Livro “Genética Oncológica Aplicada a Urologia”

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Ciência

Vírus geneticamente modificado combate câncer de próstata

Peter Moon  |  Agência FAPESP – Pesquisadores do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) conseguiram manipular geneticamente um tipo de vírus que, uma vez injetado em camundongos com câncer de próstata, destruiu células tumorais.

O vírus também deixou as células tumorais ainda mais sensíveis ao tratamento com quimioterapia, chegando a eliminar os tumores completamente.

Os resultados foram obtidos pela equipe de Bryan Eric Strauss, diretor do Laboratório de Vetores Virais no Centro de Investigação Translacional em Oncologia (CTO) do Icesp, e publicados na revista Gene Therapy, do grupo Nature.

O trabalho contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), no âmbito do Projeto Temático “Terapia gênica do câncer: alinhamento estratégico para estudos translacionais”, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Sanofi-Aventis.

“No combate ao câncer de próstata, empregamos em camundongos uma combinação de terapia gênica e quimioterapia”, disse Strauss. “Escolhemos a via que consideramos com mais potencial de funcionar como supressor de tumores.”

Strauss se refere a um gene conhecido como p53, que controla aspectos importantes da morte celular e existe tanto em humanos como em roedores. Em laboratório, o gene foi inserido no código genético de um vírus (da família Adenovírus). O vírus modificado foi, por sua vez, injetado diretamente nos tumores em camundongos.

“Primeiramente, implantamos células de câncer de próstata humano e esperamos o tumor crescer. Quando isso ocorreu, injetamos o vírus diretamente na massa do tumor, procedimento repetido várias vezes. Em duas dessas ocasiões, aplicamos também a droga cabazitaxel, usada comumente em quimioterapia, por via sistêmica. Depois disso, observamos os camundongos para verificar se ocorreria ou não o desenvolvimento dos tumores”, disse Strauss.

O experimento fez uso de diversos grupos de camundongos, todos inoculados com células de tumor de próstata. Para verificar a efetividade da terapia gênica, um grupo de animais recebeu um vírus irrelevante – grupo de controle.

Um segundo grupo recebeu apenas vírus que codificavam o gene p53. Um terceiro grupo recebeu somente a droga cabazitaxel e, no último, correspondente a um quarto dos animais, foi injetada uma combinação da droga com o vírus.

Quando as células tumorais foram infectadas pelo vírus modificado, esse penetrou o núcleo da célula – que é onde os genes agem –, comandando a morte celular. O gene p53 foi especialmente eficaz em induzir morte em câncer de próstata.

“Os tratamentos individuais com p53 ou com cabazitaxel tiveram um efeito intermediário em termos de controlar o crescimento do tumor. Mas o resultado marcante foi a combinação, que inibiu o tumor totalmente”, disse Strauss.

Os experimentos comprovaram que o vírus modificado, ao infectar as células tumorais, induz a morte dessas células.

“A associação da droga com a terapia gênica resultou no controle total de crescimento do tumor. Ou seja, o que se viu foi um efeito aditivo ou até sinérgico. Também pode-se pensar que o vírus com o gene p53 deixou a célula tumoral mais sensível para a ação do quimioterápico”, disse Strauss.

O pesquisador ressalta que ainda não é possível simplesmente injetar o vírus na corrente sanguínea. “Para essa terapia surtir efeito, precisamos injetar o vírus diretamente nas células tumorais”, disse.

Ele lembra que os tumores podem ser controlados usando somente drogas de quimioterapia, mas que a dosagem necessária costuma ser elevada, resultando em efeitos colaterais. Um deles é a queda de glóbulos brancos na circulação. Essa queda é um dos limites para a aplicação desse tipo de quimioterapia, uma vez que prejudica o sistema imune do paciente.

“Em nosso estudo, aplicamos bem menos drogas usadas em quimioterapia. A dose foi subterapêutica, ou seja, não suficiente para controlar o tumor, mas fizemos isso para tentar evitar a leucopenia, que é a redução no número de glóbulos brancos”, disse Strauss.

O bioquímico e biólogo molecular californiano de 52 anos vive em São Paulo desde 1998, tendo já trabalhado três anos no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo e 10 anos no Instituto do Coração (InCor), antes de ingressar no Icesp, em 2011. “Foi durante esse tempo que todos os vetores virais que utilizamos foram desenvolvidos. Trata-se de uma tecnologia totalmente brasileira”, disse.

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(Foto: Universidade de Nova Gales do Sul)

Sistema imune

Destruir as células tumorais com p53 não garante que todas as células cancerosas serão eliminadas, incluindo as metástases. Para melhorar a abordagem, pesquisadores contam com a ativação da resposta imune.

Strauss conta que, se a combinação p53 mais cabazitaxel não for suficiente para ativar o sistema imune, pode ser considerado o uso de um segundo gene aliado ao tratamento com p53.

No caso, foi escolhido o interferon beta, chave para a boa função do sistema imune. Interferon é uma proteína produzida por leucócitos e fibroblastos para interferir na replicação de fungos, vírus, bactérias e células de tumores e estimular a atividade de defesa de outras células.

“Tanto o p53 como o interferon beta podem induzir morte nas células tumorais e a união dos dois faz que a morte das células alerte o sistema imune. É a morte imunogênica”, disse Strauss.

Trabalhos anteriores do grupo servem como base para a ideia. Quando a combinação de genes ARF (parceiro funcional de p53) e interferon beta foi inserida no núcleo da célula tumoral, o sistema imunológico dos roedores deixou de reconhecer as células tumorais como pertencentes ao organismo dos camundongos, passando a identificá-las como se fossem agentes externos que devem ser combatidos.

“Quando isso ocorre, o sistema imune dos camundongos passa a combater as células tumorais tanto no local do tratamento como em tumores distantes desse local”, disse Strauss.

“Nosso objetivo agora é melhorar essas abordagens. Estamos fazendo ensaios para determinar se merecem avançar para a fase de testes clínicos com pacientes humanos”, disse.

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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