Destaques, Economia

Governo quer ampliar faixas de financiamento do ‘Minha Casa Minha Vida’

O governo federal deve apresentar mudanças no programa Minha Casa Minha Vida na semana que vem, segundo informou o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. Entre as alterações está a ampliação das atuais quatro faixas de financiamento e a troca de nome do programa habitacional, criado em 2009 no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“É um novo governo, um novo programa, ele está sendo reformulado. Então, não apenas mudar o nome por mudar. É uma nova visão”, disse o ministro após participar da cerimônia de lançamento da Política Nacional de Desenvolvimento Regional, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Pelo Minha Casa Minha Vida, famílias com renda mensal de até R$ 1.800 estão contempladas pela faixa 1, que tem zero de juros, financiamento de até 120 meses, com prestações mensais que variam de R$ 80,00 a R$ 270,00, conforme a renda bruta familiar. A faixa 1,5 contempla famílias com renda bruta mensal entre R$ 1.800 até R$ 2.600, com taxa de juros de 5% ao ano, prazo de até 30 anos para pagar e subsídios que podem chegar a R$ 47,5 mil. A faixa 2 compreende famílias com renda até R$ 4 mil, com taxas de juros que variam de 6% a 7% e subsídios de até R$ 29 mil. Já a faixa 3 atende famílias com renda máxima de R$ 7.000.

“A nossa proposta é um maior número de faixas, maior número de categorias para atender as diferentes demandas”, justificou o ministro. Ele disse ainda que o programa, após 10 anos de execução, apresenta uma série de problemas que precisam ser corrigidos pelo governo, como comercialização irregular de lotes, invasão dos lotes por facções criminosas, conflitos sociais nos condomínios, problema de violência doméstica. “São questões que o governo não pode aceitar. A gente não pode ver uma situação dessa e não fazer nada”.

Os detalhes do novo programa de habitação popular do governo federal serão apresentados pelo ministro durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, na próxima terça-feira (4).

Read More...

Brasil

Cortes em estatais podem desligar mais de 21 mil funcionários

Sete empresas estatais federais tiveram as propostas de programas de desligamento voluntário (PDV) aprovadas pelo Ministério da Economia. Segundo a Secretaria de Coordenação e Governança das Estatais, os programas devem resultar no desligamento de mais de 21 mil empregados e proporcionar economia de R$ 2,3 bilhões por ano.

O Ministério da Economia só nomeou quatro das sete empresas com propostas de PDV: Correios, Petrobras, Infraero e Embrapa. Essas companhias já tinham anunciado que pretendiam reduzir o quadro este ano. A pasta não informou as outras três estatais, alegando questões estratégicas, porque caberá a cada empresa decidir se anuncia o PDV.

A secretaria informou que a expectativa é que os programas aprovados sejam finalizados ainda este ano. Os programas de desligamento voluntário, explicou o órgão, visam à redução de custos, com aumento da produtividade das empresas estatais.

De acordo com a secretaria, além dos sete planos aprovados, o governo estuda a adoção de mais quatro programas de empresas distintas ainda para este ano.

Números e mais detalhes

Se a expectativa de mais de 21 mil cortes em 2019 se concretizar, o quadro de funcionários nas estatais irá recuar para o menor patamar em ao menos 10 anos, segundo o levantamento.

O número total de funcionários empregados em estatais federais caiu de 554.834 no final de 2014, para 494.912 no final de 2018, o que representa uma queda de 11%.

No ano passado, houve uma redução de 13.434 pessoas no quadro das estatais por meio deste mecanismo na Caixa Econômica Federal (2.728), Correios (2.648) e Banco do Brasil (2.195).

Hoje, a estatal com o maior número de funcionários é os Correios, com 105 mil trabalhadores. Seguido por Banco do Brasil com 101 mil, Caixa com 84,9 mil e Petrobras com 62 mil.

Read More...

Destaques, Economia

“Classe média tem de pagar juros maiores”, diz presidente da Caixa

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, indicou nesta segunda-feira (7) que deverá reajustar com base no cobrado pelo mercado os juros destinados aos trabalhadores de classe média que optam pelo financiamento habitacional. Porém, os juros mais baixos serão mantidos para quem tem renda inferior.

Segundo o presidente da Caixa, os juros menores estarão garantidos nas operações do programa Minha Casa Minha Vida, que subsidia imóveis para a população de baixa renda. Há quatro faixas de renda no programa que incluem famílias que têm rendimentos que variam de R$ 1.800 a R$ 7.000.

“[O valor dos] juros de Minha Casa Minha Vida é para quem é pobre. Para quem é classe média tem de pagar juros maiores… ou vai buscar no Santander, Bradesco, Itaú”, afirmou o novo presidente da instituição. “A Caixa vai respeitar acima de tudo o mercado: lei da oferta e da demanda.”

O presidente da Caixa também argumentou que as mudanças na instituição têm o objetivo de pagar a dívidas, daí o plano de venda de subsidiárias, entre elas a Caixa Seguridade.

Read More...

Destaques, Plantão Policial

Banco do Brasil e Caixa Econômica são alvos de invasão e explosões em Natal

Mais um ataque a banco foi registrado em Natal. Na madrugada desta segunda-feira (19), bandidos invadiram a agência do Banco do Brasil da Ribeira, na zona Leste de Natal. Segundo a Polícia Militar, os criminosos violaram um dos caixas de autoatendimento.

Segundo a PM do RN, os bandidos usaram um maçarico para violar dois caixas, mas só conseguiram ter acesso ao dinheiro de um deles. A agência do BB na Ribeira fica a 400 metros do 1º Batalhão da Polícia Militar.

Na fuga, os suspeitos deixaram parte do material utilizado para arrombar o caixa para trás. Esta foi a segunda ação, em pouco mais de 24 horas, contra unidades bancárias da capital.

Explosão em Natal

Já a madrugada do domingo (18) foi de terror para moradores do bairro de Cidade Alta, na zona Leste de Natal. Bandidos explodiram caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal em uma galeria de lojas na Avenida Deodoro da Fonseca.

Segundo relatos de moradores da região, a ação aconteceu por volta das 3 horas. As duas explosões destruíram os caixas e ainda lojas vizinhas ao terminal bancário. No entanto, não há confirmação se o dinheiro foi roubado.

Durante a ação, os bandidos ainda teriam fechado o trânsito na avenida e roubado um veículo que passava pelo local. A polícia realizou buscas, mas ninguém foi preso.

Read More...

Destaques, Economia

Caixa suspende contratação de novas unidades do “Minha Casa Minha Vida”

A Caixa Econômica Federal suspendeu a contratação de novas unidades do programa Minha Casa Minha Vida da faixa 1,5 por falta de “recursos para o programa”. Nessa faixa, segundo o banco, se enquadram famílias com renda de até R$ 2.600,00 por mês, onde o governo arca com uma parcela de até R$ 47,5 mil do valor do imóvel. É esse dinheiro, destinado ao pagamento do subsídio, que acabou.

A intenção da Caixa Econômica é retomar os financiamentos em 2019, quando o programa vai receber um novo aporte. O banco ressaltou que, no total, o programa Minha Casa Minha Vida recebeu este ano R$ 57,4 bilhões. Até o momento, informa a instituição, foram contratados 4,7 milhões de unidades habitacionais.

O fim do dinheiro para o programa não chega a surpreender. O governo vinha desde o início de 2018 enfrentando dificuldades para reforçar o orçamento do programa. E contava com medidas cujo efeito no caixa ficaram aquém do estimado pela área econômica, como a reoneração da folha. Diante das dificuldades, a decisão foi de priorizar os financiamentos na faixa 1,5, já que na faixa 1 os subsídios são maiores e, portanto, é maior a necessidade de recursos orçamentários.

Na faixa 1,5, os financiamentos são concedidos pelo prazo de 30 anos, a juros de 5%. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) financia 90% do valor do imóvel, e o Tesouro banca os 10% restantes. Na faixa 1, a parcela bancada pelo governo é bem maior. O mutuário não paga juros. A prestação é de no máximo R$ 270,00 por mês e o financiamento dura dez anos.

Read More...