Brasil, Destaques

Centrais sindicais cogitam greve geral contra reforma da Previdência

A primeira reunião das seis maiores centrais sindicais do país, após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), vai começar com um chamado a greve geral.

O presidente da Força, Miguel Torres, defende a articulação de uma grande paralisação, a ser iniciada assim que o governo apresentar sua proposta de reforma da Previdência, o que deve acontecer no início de fevereiro. Torres diz ver indícios de que as mudanças serão feitas de forma a poupar determinadas categorias, em especial os militares.

“Por enquanto está claro que será uma reforma para manter privilégios e prejudicar os mais pobres. Não tem condições de o trabalhador pagar o pato de novo”, disse Torres em contato com a Folha de S.Paulo.

O dirigente sindical questiona a distinção que vem sendo aventada aos militares. Os sinais, afirma Torres, são de que os integrantes das Forças Armadas continuarão “se aposentando mais cedo e com salários mais altos”.

Aguardemos os próximos capítulos…

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Mundo

Por que Cesare Battisti não passou pelo Brasil antes da extradição?

Itália preferiu buscá-lo diretamente na Bolívia

(ANSA) – Muito se cogitou sobre a possibilidade do italiano Cesare Battisti passar pelo Brasil antes de ser extraditado no domingo (13). O governo de Jair Bolsonaro chegou a enviar um avião da Polícia Federal para buscar Battisti na Bolívia e até anunciou que o italiano faria uma escala no Brasil antes de ser enviado à Itália.

No entanto, o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, anunciou no fim da tarde que as autoridades buscariam Battisti diretamente em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em uma decisão que pegou de surpresa o Brasil e a imprensa internacional. Em entrevista exclusiva à ANSA, o embaixador italiano em La Paz, Placido Vigo, explicou que foi uma decisão estratégica. “A ida direta da Bolívia para Itália, sem passar pelo Brasil, permitiu que o governo italiano não ficasse restrito à pena de 30 anos de prisão que Brasília tinha solicitado no acordo de extradição”.

Os dois países, na época da autorização da extradição e na formulação do acordo, tiveram de acertar diferenças no sistema penal. Como a pena máxima no Brasil é de 30 anos, a Itália teria que aceitar esse limite em Battisti, que, por sua vez tinha sido sentenciado à condenação perpétua.

“Além disso, a extradição via Bolívia evitou um risco de uma outra detenção de Battisti no Brasil, que poderia requerer um novo pedido de extradição”, contou o embaixador italiano. A Bolívia, por sua vez, aplicou uma ordem de “expulsão obrigatória” a Battisti, negociada com o ministro das Relações Exteriores Diego Pary.

O governo de Evo Morales aplicou a Lei 370 de Migração, a qual dispõe sobre saída obrigatória por sua condição ilegal. Battisti entrou na Bolívia ilegalmente via Brasil, onde residia desde 2004.

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Brasil

Bolsonaro desiste de instalar bases militares americanas no Brasil

A ideia não foi bem recebida por uma ala nacionalista da cúpula das Forças Armadas

(ANSA) – O presidente Jair Bolsonaro pode ter voltado atrás em mais uma de suas ideias que geraram repercussão negativa: a de instalar bases americanas no território brasileiro.

De acordo com o jornal “Folha de S.Paulo”, Bolsonaro teria avisado a cúpula das Forças Armadas de que não haverá nenhuma base militar dos EUA no Brasil durante seu mandato.

O presidente tinha cogitado a possibilidade de instalar uma base no país durante uma entrevista na semana passada, diante de sua tentativa de se aproximar diplomaticamente do governo de Donald Trump.

A ideia foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e elogiada pelo secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, que esteve na posse de Bolsonaro, em Brasília, no dia 1º de janeiro.

A ideia, porém, não foi bem recebida por uma ala nacionalista da cúpula das Forças Armadas, além de contrariar princípios de soberania estabelecidos pela Política Nacional de Defesa e pela Estratégia Nacional de Defesa.

Atualmente, os EUA mantêm mais de 800 bases em cerca de 80 países, mas nenhuma na América do Sul. A Colômbia chegou a sediar uma base na época em que recebia apoio norte-americano para combater o grupo guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). 

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Mundo

Trump parabeniza discurso de Bolsonaro: “Os EUA estão com você!”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou o Twitter para elogiar o discurso feito pelo presidente Jair Bolsonaro em sua posse. Na publicação, o norte-americano parabenizou Bolsonaro e ressaltou: “Os EUA estão com você!”.

Jair Bolsonaro tomou posse nesta terça-feira (1º) e disse que somente com “um verdadeiro pacto nacional entre a sociedade e os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário” será possível vencer os desafios da recuperação econômica.

Alguns minutos depois da publicação, Bolsonaro respondeu à mensagem de Trump. “Caro senhor presidente Donald Trump, eu realmente aprecio suas palavras de encorajamento. Juntos, sob a proteção de Deus, iremos trazer prosperidade e progresso ao nosso povo!”, escreveu, em inglês.

Donald Trump já havia telefonado para Bolsonaro depois que o capitão reformado foi eleito, em 28 de outubro. Além disso, no dia 29 de novembro, Jair Bolsonaro recebeu no Brasil o Conselheiro de Segurança dos Estados Unidos, John Bolton.

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Destaques, Política

Em fala ao público, Bolsonaro diz que “brasileiro pode sonhar com vida melhor”

“A eleição deu voz a quem não era ouvido”. A frase de Jair Bolsonaro dita durante seu segundo discurso como presidente da República marcou a cerimônia de posse nesta terça-feira (1º), em Brasília.

Após receber a faixa presidencial das mãos de Michel Temer, o novo presidente da República disse que se colocou “diante de toda a nação, que neste dia começou a se libertar do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto”.

Interrompido algumas vezes por aplausos do público ou por gritos de “mito” e “o capitão voltou”, Bolsonaro fez questão de ressaltar que vai colocar em prática “o projeto que a maioria do povo brasileiro democraticamente escolheu”.

“Temos o grande desafio de enfrentar os efeitos da crise econômica, do desemprego recorde, da ideologização das nossas crianças, do desvirtuamento dos direitos humanos e da desconstrução da família. Vamos propor e implementar as reformas necessárias, vamos ampliar infraestruturas, desburocratizar, simplificar. Também é urgente acabar com a ideologia que defende bandido e criminaliza policiais.”

Segundo Bolsonaro, sua eleição veio com “a campanha mais barata da história”. O militar reformado também fez questão de lembrar que conseguiu “montar um governo sem conchavos ou acertos políticos”, formando “um time de ministros técnicos e capazes de transformar o Brasil.”

A cerimônia também contou com um momento íntimo do presidente e sua esposa, Michelle Bolsonaro. Durante seu inesperado discurso em libras, a primeira-dama quebrou o protocolo e beijou Jair Bolsonaro em duas oportunidades.

O novo presidente da República também falou sobre combate à corrupção, privilégios e vantagens indevidas. Mais uma vez, prometeu simplificar o sistema político e financeiro do país.

“O brasileiro pode e deve sonhar com uma vida melhor. Com melhores condições para usufruir do fruto de seu trabalho pela meritocracia. E ao governo, cabe ser honesto e eficiente, apoiando e pavimentando o caminho que nos levar a um futuro melhor, em vez de criar pedágios e barreiras.”

Ao final do discurso, ao lado de seu vice, general Hamilton Mourão, Bolsonaro disse que a bandeira do Brasil “só será vermelha se for preciso sangue para mantê-la verde e amarela”.

Mais cedo, já empossado como presidente, Bolsonaro afirmou que “nada aconteceria sem o esforço e o engajamento de cada um dos brasileiros.” Ele participou de sessão solene na sede do Legislativo Federal ao lado dos presidentes do Senado, da Câmara e do Supremo Tribunal Federal.

Em rápido discurso, o novo presidente também falou do compromisso de resgatar a legitimidade do Congresso e fez um apelo aos parlamentares para que o ajudassem “na missão de restaurar e reerguer nossa pátria”.

Segundo estimativa do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, 115 mil pessoas acompanharam a cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes na tarde desta terça-feira. Inicialmente, o Planalto falava em um público de 250 mil a 500 mil pessoas.

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