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Celulares usados por Bolsonaro foram alvo de hackers, diz Ministério

(ANSA) – Aparelhos de celular usados pelo presidente Jair Bolsonaro foram alvos dos supostos hackers presos na última terça-feira pela Polícia Federal, informou hoje (25) o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública foi, por questão de segurança nacional, informado pela Polícia Federal de que aparelhos celulares utilizados pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, foram alvos de ataques pelo grupo de hackers preso na última terça-feira (23). Por questão de segurança nacional, o fato foi devidamente comunicado ao Presidente da República”, disse um comunicado oficial.

A PF prendeu quatro suspeitos no âmbito da Operação Spoofing, que investiga as invasões de hackers a celulares de vários membros do governo, como o ministro Sergio Moro e procuradores da Lava Jato.

A polícia acredita que mil aparelhos de celular de pessoas que atuam no governo, nos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), podem ter sido atacados pelo grupo.

Os detidos são três homens e uma mulher. Gustavo Henrique Elias Santos, de 28 anos, é DJ e foi preso por receptação e falsificação de documentos. Em 2015, ele já tinha sido condenado a seis anos e seis meses de prisão em regime semiaberto por porte ilegal de arma. Ele mora em Araraquara e foi detido com sua mulher, Suelen Priscila de Oliveira, que não tinha passagem pela polícia.

Outro detido é Walter Delgatti Neto, de 30 anos, conhecido como “Vermelho”. Ele tinha sido preso em 2015 por falsidade ideológica e, em 2017, por tráfico de drogas e falsificação de documentos. Delgatti Neto já foi condenado por usar o cartão de crédito de outra pessoa, tráfico, estelionato e falsificação. Ele foi preso em Ribeirão Preto na terça-feira. Outro suspeito detido é Danilo Cristiano Marques, também de Araraquara. Ele já teve condenação por roubo e é amigo de Delgatti Neto.

Os quatro prestaram depoimento ontem (24). A defesa deles diz acreditar que nenhum tem relação com os supostos crimes investigados pela PF.

Já o juiz federal Vallisney de Oliveira, que autorizou as prisões, viu indícios de que os 4 se uniram para invadir o celular do ministro Sérgio Moro e outras autoridades.

Segundo o juiz, um relatório da PF diz que dois investigados – o casal Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Priscila de Oliveira – movimentou mais de R$ 627 mil entre março e junho deste ano. O site “The Intercept Brasil”, do jornalista Glenn Greenwald, tem publicado desde o dia 9 de junho mensagens trocadas entre Moro e procuradores da Lava Jato. O site afirma que recebeu o conteúdo de uma fonte anônima. A polícia tenta descobrir se as invasões dos celulares teve algum mandante e se o grupo recebeu dinheiro pelas informações.

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