RN

AL/RN cria projeto de apoio a crianças com microcefalia e autismo

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte irá lançar o projeto “Quebrando Mitos” para garantir direitos e apoio às famílias que fazem parte da parcela da população portadora de patologias, síndromes e transtornos do neurodesenvolvimento. A primeira ação vai acontecer na próxima segunda-feira (7), quando profissionais da saúde e da educação receberão capacitação sobre microcefalia e outras doenças.

“Atualmente o Rio Grande do Norte enfrenta um crescimento de casos de microcefalia, já encarados como epidemia diante do frequente aumento de diagnósticos. Outro fator relevante que estimulou o lançamento do programa é o autismo, que hoje pode ser diagnosticado precocemente e assim possível de minimizar os danos no desenvolvimento. Por isso, é importante poder discutir aos olhos da legislação, onde as pessoas devem ser amparadas pelo Estado”, disse o presidente da Assembleia, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

O projeto tem previsão para acontecer durante dois anos e vai beneficiar crianças de 0 a 48 meses. A ação será levada para municípios do Rio Grande do Norte, contemplando assim as famílias que não podem deslocar-se aos grandes centros. “Há uma dificuldade de acesso a profissionais qualificados que visem um indivíduo integralizado na sociedade”, disse Helga Torquato, psicóloga e uma das coordenadoras do projeto.

No primeiro momento, a legislação americana, que é exemplo no que diz respeito aos direitos a portadores de deficiência, será analisada e poderá servir de base para a construção da legislação local. Na próxima segunda-feira (7), palestrantes de renome nacional ministrarão o Seminário para os profissionais envolvidos na ação, das 8h30 às 13h, no auditório da sede do Poder Legislativo.

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Política

Lei vai determinar mapeamento da população autista em Natal

Mapear o quantitativo socioeconômico das pessoas com transtorno do espectro autista é uma medida necessária para o planejamento e execução de políticas públicas para melhorar o atendimento. Essa foi a conclusão da audiência pública, realizada na manhã de hoje (17), através de uma propositura do vereador Raniere Barbosa (PDT), na Câmara Municipal de Natal. Raniere vai apresentar projeto de lei para que esse mapeamento seja realizado e para tanto, reuniu vereadores, pais, especialistas e representantes de entidades ligadas ao assunto a fim de debater o assunto.

“Queremos extrair a opinião de pessoas que conheçam a causa e venham a contribuir e aperfeiçoar o projeto de lei e, num segundo momento, provocarmos o poder público para que identifique no diagnóstico todos os perfis para melhorar as políticas públicas para este público”, explicou Raniere. Segundo diz, o levantamento deverá ser feito com o envolvimento das secretarias de educação, saúde e assistência social. O projeto deverá ser apresentado em plenário nos próximos dias e vai tramitar nas comissões técnicas antes de ser votado em plenário.

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social. Em todo o mundo, cerca de 70 milhões de pessoas de todas as classes sociais e etnias são afetadas pelo autismo. No Brasil, estima-se a existência de dois milhões de portadores do espectro. Os dados são divergentes e não existem dados locais. A presidente da Associação de Pais e Amigos dos Autistas do RN (APAARN), Cristina Villani, destacou a importância de um levantamento. “Já atendemos a 60 e há uma lista de espera com 200. Com o censo vamos conseguir quantificar a demanda e as políticas públicas necessárias”, diz. A entidade funciona com doações, convênios e ajuda dos pais. O município destina um profissional e paga o aluguel do prédio da APAARN.

O coordenador do Fórum do Altismo, Victor Holanda e o representante da Frente Nacional de Defesa do Autista, Ronaldo Cruz, destacaram o crescimento do número de pessoas com autismo e a falta de políticas públicas para atender a essa população. “Esse censo vai proporcionar um planejamento porque o número de pessoas com autismo já chega a soma de pessoas com câncer, aids e diabetes. Através de uma lei como a proposta, é que se começa a execução de políticas voltadas a pessoa com autismo”, disse Ronaldo Cruz. Para Victor Holanda é preciso se discutir o assunto em fórum aberto para que todos os envolvidos participem do debate e encontrem pontos de convergência. A Câmara Municipal lançou no mês passado lançou a Frente Parlamentar de Conscientização do Autismo. A iniciativa é do vereador Júlio Protásio (PDT) com objetivo de manter um debate permanente pela modernização dos serviços e busca dos direitos da pessoa autista.

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Saúde

Antidepressivos durante a gravidez aumentam risco de autismo em 87%, diz estudo

O uso de antidepressivos durante a gravidez aumenta em 87% o risco de autismo para a criança, mostra estudo canadense publicado hoje (14) nos Estados Unidos, no Journal of the American Medical Association, Pediatrics.

As conclusões do trabalho são importantes, já que de 6% a 10% das mulheres recebem a prescrição de antidepressivos, destacam os pesquisadores que analisaram os dados médicos de 145.456 grávidas na província de Quebec.

“As diversas causas do autismo continuam a ser pesquisadas, mas os trabalhos demonstram que a genética e o ambiente podem ser fatores de risco”, explica a professora Anick Bérard, da Universidade de Montreal e do Centro Hospitalar Universitário Sainte-Justine, principal autora do estudo.

“A nossa investigação permite observar que tomar antidepressivos, sobretudo os que atuam sobre a serotonina (um neurotransformador), durante o segundo ou o terceiro trimestre da gravidez, quase duplica o risco de autismo no bebê”, acrescentou.

Bérard e sua equipe acompanharam 145.456 crianças desde a gestação até os 10 anos.

Da Agência Lusa

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Ciência

Samsung cria aplicativo “Look at Me” para ajudar crianças com autismo

A Samsung Electronics Co. Ltd. está usando tecnologia para melhorar a vida das pessoas com autismo. A empresa criou o aplicativo “Look At Me” para desenvolver as habilidades de comunicação de crianças autistas, aprofundando as relações com aqueles ao seu redor.

Alguns estudos mostraram que jovens autistas gostam de interagir com dispositivos inteligentes e, pensando nisso, a Samsung, em parceria com médicos e professores da Seoul National University e da Yonsei University, desenvolveu o aplicativo “Look At Me”, conduzindo testes clínicos conjuntos com 20 crianças por 8 semanas.

Por meio de smartphones e tablets com funções de câmera, crianças podem aprender a interpretar o humor de uma pessoa, lembrar rostos e tirar fotos delas mesmas, exibindo uma gama de emoções e diferentes poses. Sete missões divertidas e interativas mantêm as crianças engajadas, enquanto um sistema de pontos, recompensas e efeitos visuais e sonoros as incentivam a fazer o seu melhor. Cada missão dura de 15 a 20 minutos para ser completada.

Com este app, cerca de 60% das crianças mostraram melhorias na capacidade de estabelecer contato visual com os outros e mais capacidade de reconhecer o estado de espírito dos que as rodeiam.

O “Look At Me” foi desenvolvido em colaboração com o professor Hee-Jeong Yoo da Seoul National University Bundag Hospital e os professores Kyong-Mee Chung e Sang-Chul Chong do Departamento de Tecnologia da Yonsei University. O aplicativo pode ser baixado na Google Play e é otimizado em aparelhos da Samsung, incluindo Galaxy S5, Galaxy S4, Galaxy S3, Galaxy Note 4, Galaxy Note 3, Galaxy Note 2, Galaxy Zoom 2, Galaxy Zoom e Galaxy Tab S.

Há mais de 60 milhões de autistas em todo o mundo e este tipo de app pode vir a ajudar eles a se comunicarem melhor e receberem melhores tratamentos em hospitais do mundo todo. Veja o vídeo abaixo, com uma explicação detalhada do projeto:

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Ciência

Extrato de brócolis pode reduzir os sintomas do autismo

A substância química chamada sulforafano derivada de brotos de brócolis pode ajudar a melhorar os sintomas em algumas pessoas com autismo, sugere um novo estudo publicado segunda-feira (13) na revista National Academy of Sciences.

Segundo o portal ‘LiveScience’, o estudo analisou 40 homens e meninos com autismo, que estavam entre as idades de 13 e 27, durante o período de 18 semanas.  26 dos participantes receberam entre 9 e 27 miligramas de sulforafano por dia (dependendo do seu peso), enquanto os 14 participantes restantes receberam uma placebo.

Imagem: Creativa Images / Shutterstock.com

Imagem: Creativa Images / Shutterstock.com

“Acreditamos que isso pode ser uma evidência preliminar para o primeiro tratamento para o autismo, que melhora os sintomas, aparentemente corrigindo alguns dos problemas celulares subjacentes”, disse o autor do estudo Dr. Paul Talalay, professor de farmacologia e ciências moleculares da Universidade Johns Hopkins em Baltimore.

No final do estudo, a pontuação média dos participantes que receberam o sulforafano diminuiu de 34% sobre uma escala e 17% na outra escala. Esses participantes apresentaram melhoras no comportamento, tais como a redução do número de crises de irritabilidade, diminuição dos movimentos repetitivos e menos problemas com a comunicação e motivação. Aqueles que tomaram o placebo, experimentaram, o que os pesquisadores chamaram de “mudança mínima”, ou uma mudança de menos de 3,3% em suas pontuações nas escalas.

Os parentes das pessoas que participaram do estudo disseram que os participantes estavam mais calmos e socialmente mais interativos do que antes do início dos testes, enquanto a equipe de pesquisadores disse que os sintomas autistas dos indivíduos eram “muito ou melhorou muito” nas escalas utilizadas no estudo.

“Isso não significa uma ‘cura’, mas o sulforafano pode melhorar os sintomas do autismo”, disse o Dr. Andrew Zimmerman, professor de neurologia pediátrica na UMass Memorial Medical Center em Worcester, Massachusetts.

“Mas é importante notar que as melhorias não afetam a todos – cerca de um terço não apresentou melhora – e o estudo deve ser repetido em um grupo maior de adultos e em crianças, algo que estamos esperando para organizar em breve”, finalizou Zimmerman .

As pontuações do autismo dos pacientes que tomaram o extrato voltou aos seus valores originais após os pacientes pararem de tomar o composto. Seria muito difícil conseguir os níveis de sulforafano utilizado no estudo apenas pela ingestão de grandes quantidades de brócolos. Isso é verdade, por duas razões principais: em primeiro lugar, os níveis de precursores sulforafano, que são os compostos que são convertidos em sulforafano, são altamente variáveis ​​em diferentes variedades de brócolis. A segunda é que as pessoas têm diferentes níveis de capacidade de converter esses precursores em sulforafano ativo.

Cerca de metade dos participantes que tomaram o sulforafano mostraram melhorias significativas em suas interações sociais, comportamentos aberrantes e comunicação verbal. No grupo placebo, nenhum dos participantes apresentou melhorias em termos de interações sociais e comunicação verbal, e apenas 9% apresentaram melhora em comportamentos aberrantes.

Como isso funciona?

As causas do autismo não são claras, mas os pesquisadores observaram algumas alterações bioquímicas que são muitas vezes presente nas células de pessoas com autismo, disseram os investigadores. Por exemplo, as pessoas com autismo têm frequentemente níveis elevados de estresse oxidativo , que é um desequilíbrio nas células que podem levar a problemas como inflamação e danos ao DNA.

Pesquisas anteriores já haviam mostrado que o sulforafano pode ajudar a melhorar a defesa do organismo contra o estresse oxidativo. O composto pode também fortalecer o que é chamado de ” resposta de choque térmico “, que é uma cascata de eventos que protege as células do estresse causado por altas temperaturas. A resposta ao choque de calor ocorre, por exemplo, quando uma pessoa tem uma febre.

Curiosamente, cerca de metade dos pais de crianças autistas relatam que os sintomas do autismo de seus filhos fica melhor quando as crianças têm febre.

Frazier disse que o estudo era promissor, mas acrescentou que ele precisa ser refeito de forma mais rigorosa. “Estudos futuros devem utilizar medidas mais objetivas para avaliar o potencial efeito do sulforafano em sintomas de autismo, em vez de avaliações subjetivas dos pais”, concluiu.

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