Destaques, Natal

Parque da Cidade será ponto de visualização do eclipse solar na segunda-feira

Na próxima segunda-feira (21), os olhos do mundo inteiro se voltarão para os Estados Unidos, quando a sombra da Lua atravessará o país da costa do Pacífico ao Atlântico, em apenas 90 minutos: haverá um grande eclipse total do Sol. A última vez que aconteceu algo assim foi em 1979. Por isso, este vem sendo chamado de “o grande eclipse norte-americano“. Nenhum outro país estará em condições de ver a totalidade do eclipse. Mesmo assim, outros lugares das Américas poderão testemunhar um eclipse parcial. É o caso das regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Em Natal, a partir das 16h20 até o pôr do Sol, o fenômeno chegará aos 36% do Sol encoberto pela Lua – uma das maiores taxas em todo Brasil. E o Parque da Cidade é um dos lugares da capital potiguar com vista privilegiada para o poente.

Os astrônomos amadores da Associação Norte-Riograndense de Astronomia vão se reunir no Parque da Cidade, num evento promovido pelo site Astronomia no Zênite (www.zenite.nu), com o apoio da ONG internacional “The Planetary Society” (planetary.org) e vão instalar um telescópio especialmente adaptado, no pátio de eventos, que irá projetar a imagem do Sol para observação coletiva. Óculos e dispositivos com proteção também estarão disponíveis.

“Será uma ótima oportunidade para fotógrafos, cinegrafistas e o público em geral para testemunhar este que, provavelmente, será o eclipse mais comentado de toda História”, diz o organizador, José Roberto Vasconcelos. “É importante lembrar que as pessoas não devem olhar diretamente para o Sol, seja a olho nu ou com qualquer instrumento, pois há risco de danos permanentes à visão”, alerta o professor José Roberto Costa, idealizador do projeto. “Venham ao Parque nesta segunda a partir das 16h que estaremos com os equipamentos adequados e seguros”, complementou.

O evento é gratuito e será organizado pela equipe do Projeto “Astronomia no Parque”, que uma tarde de sábado por mês convida o público ao Parque da Cidade para falar sobre a Ciência dos astros.

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Universo

Maior Superlua em quase 70 anos acontece na próxima segunda (14)

(ANSA) – Na noite da próxima segunda-feira, dia 14, o céu ficará mais iluminado graças a uma Superlua, que será a maior e mais visível em 68 anos. Um fenômeno como esse já aconteceu nos meses anteriores, como em 16 de outubro, e também ocorrerá mais tarde neste ano, no dia 14 de dezembro, por exemplo.

No entanto, nesta segunda, a Lua estará o mais próximo da Terra desde 1948. Além disso, uma Superlua tão intensa como essa só aparecerá de novo em 2034. O corpo celeste estará a “apenas” 48,2 mil quilômetros de distância do nosso planeta, o que fará com que seu tamanho fique bem maior do que de costume por algumas horas. O fenômeno da Superlua acontece quando a fase cheia da Lua coincide com os pontos mais próximos da Terra de sua órbita.

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Educação

Brasileiros ganham medalha de ouro em olimpíada internacional de astronomia

Um grupo de estudantes brasileiros ficou em primeiro lugar no quadro geral de medalhas da oitava edição da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), que ocorreu entre os dias 2 e 8 de outubro, na cidade de Córdoba, na Argentina. Para o Brasil, duas medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze. Ao todo, 41 estudantes de nove países participaram do evento.

O professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), João Canalle, que liderou a delegação brasileira no evento, disse que os estudantes participaram de provas teóricas e práticas de astronomia e astronáutica.

Em uma delas, os conhecimentos dos alunos foram testados em um planetário. “Ele aponta para vários objetos solicitados pelo examinador, ou seja, onde está tal estrela, tal constelação, um planeta”, explicou.

Durante as provas, os estudantes também tiveram que mostrar que sabem usar os equipamentos de observação, como telescópios. “É uma olimpíada que demanda conhecimentos teóricos de física, matemática, astronomia e elementos de astronáutica, mas também a parte prática é muito importante”, disse Canalle.

Os estudantes da equipe brasileira foram selecionados durante a etapa nacional da olimpíada, que é um requisito para os países ter representantes na competição internacional.

“É uma forma de induzir a criação de olimpíadas nacionais. É uma forma de você difundir, popularizar, a astronomia e a astronáutica. É o que fazemos no Brasil há 19 anos. Somos o país que tem a mais longa experiência, tradição em olimpíadas de conhecimento de astronáutica.”

Experiência

Mateus Siqueira foi um dos brasileiros na competição latino-americana. Aos 16 anos, o estudante está no terceiro ano do ensino médio em Mogi das Cruzes (SP) e foi o ganhador de uma das medalhas de ouro da equipe.

O interesse de Mateus pelo tema veio das conversas com o pai. “Ele é engenheiro mecânico, mas gosta bastante da área e sempre falou bastante comigo sobre isso desde criança”, contou.

No ano passado, Mateus foi chamado para participar das seletivas nacionais e chegou à OLAA. Para ele, a experiência de participar do evento foi além dos conhecimentos testados durante as provas.

“Teve bastante intercâmbio cultural. São nove países. A gente aprendeu espanhol, economia. No geral, a parte de integração foi muito legal, então a gente teve bastante oportunidade de conhecer as pessoas de outros países.”

Além do intercâmbio cultural e da medalha que trouxe na mala, a participação de Mateus na OLAA teve outro resultado importante: vai influenciar sua escolha profissional.

“Estou pensando em cursar engenharia espacial. A olimpíada me ajudou até a decidir qual a carreira vou seguir.”

Em 2017, a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica será realizada no Chile. Para se inscrever na etapa brasileira, as escolas interessadas devem acessar o site da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Os estudantes devem estar cursando o ensino fundamental ou médio em escolas públicas ou particulares de qualquer estado.

Com informações da Agência Brasil

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Universo

Astrônomos detectam sinais de estrelas destruídas por buracos negros

Eles são um dos objetos mais densos em nosso universo, proporcionando a cola gravitacional que mantém as galáxias inteiras juntas. Mas os buracos negros supermassivos são também monstros famintos, capazes de consumir estrelas que se aproximem deles.

Astrônomos detectaram recentemente novos sinais dos ecos de estrelas que estão sendo dilaceradas por estes enormes buracos negros. Os astrônomos chamam esses eventos destrutivos de ‘interrupção de maré estelar’. Eles criam chamas que iluminam o ambiente com enormes quantidades de energia.

De acordo com o jornal Daily Mail, os dados do Wide-field Infrared Survey Explorer, da Nasa, agora revelam como a poeira ao redor pode absorver energia dessas explosões e retransmiti-las como ecos. Isso permitiu aos cientistas medir a energia emitida por tais eventos com muito mais precisão do que nunca.

As descobertas podem ajudar os astrônomos a ganhar novos insights sobre o tamanho dos buracos negros supermassivos e como eles moldam seus arredores. Dr. Sjoert van Velze, astrônomo da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, que foi o principal autor de um novo estudo que encontrou três desses eventos, disse: “Esta é a primeira vez que temos visto claramente os ecos de luz infravermelha de vários eventos de interrupção das marés estelares”.

Seu estudo, que é publicado no Astrophysical Journal, olhou para cinco possíveis eventos de interrupção das marés e foi capaz de ver o efeito eco de luz em três deles. Um estudo separado, liderado pelo Dr. Ning Jiang, da Universidade de Ciência e Tecnologia na China, também encontrou uma quarto eco de luz potencial.

As descobertas podem ajudar os astrônomos a fazer novas estimativas da poeira que circunda buracos negros supermassivos no centro das galáxias distantes. Isto pode dar informações cruciais sobre o tamanho do buraco negro e os processos que se dirigem ao centro de uma galáxia.

buraco-negro

Quando estrelas são puxadas para buracos negros supermassivos elas são esticadas e alongadas em um processo chamado spaghettification. As luzes produzidas quando as estrelas são destruídas são feitos de radiação ultravioleta de alta energia e raios-X, que destroem a poeira nas imediações em torno de um buraco negro.

A poeira que sobrevive as explosões criam um disco em forma de “concha” em torno de buracos negros. Esta concha é aquecida por chamas, mas, em seguida, libera esta energia como radiação infravermelha. “O buraco negro tem destruído tudo entre si e esta concha de poeira”, disse o Dr. van Velzen.

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Notícias

Observatório Nacional lança software de astronomia gratuito

Desenvolvido pelo Observatório Nacional, instituto de pesquisa vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o “Astro – Um conjunto de ferramentas de Astronomia” oferece à sociedade a oportunidade de conhecer os fenômenos astronômicos, desde a previsão das marés oceânicas a informações geofísicas, de movimentação do sol e da lua.

O software pode ser acessado por qualquer pessoa. A linguagem é simples e direta, facilitando a compreensão do público. “É um pacote de ferramentas que visa atender a sociedade em geral, e não só os astrônomos, estudantes ou pesquisadores. É visualmente interessante. Apresentamos os dados em 3D. O Astro é um pacote de aplicativos. Em cada um tem uma descrição dos fenômenos, numa linguagem simples, objetiva e acessível a crianças e adultos”, explica o pesquisador Carlos Veiga, chefe da Divisão de Atividades Educacionais do Observatório Nacional.

O software foi criado por Veiga e equipe em 1987 e, recentemente, foi totalmente remodelado para servir à comunidade científica e também à população. Este ano, ganhou o registro do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

“O Astro visa oferecer uma série de conceitos e fenômenos que queremos mostrar para a sociedade. Possui atrativos como nascer e ocaso do sol, as fases da lua, previsão de eclipses lunar e solar. Uma série de fenômenos que acontece no cotidiano da população que nós estamos disponibilizando”, acrescenta.

Utilidade pública

Com o Astro, o Observatório Nacional volta a fazer as previsões das marés oceânicas para o porto do Rio de Janeiro, atividade que exerceu no início do século 20. De 1912 a 1964, era utilizada uma máquina de fabricação inglesa para executar este trabalho, depois atribuído à Marinha do Brasil. Agora, será com auxílio de tecnologia de ponta que o ON retoma atividade não só no Rio, mas em outros 55 portos do Brasil.

“Em cooperação com a Marinha do Brasil, estamos prevendo marés através do software. O Astro fornece informações sobre a variação dos oceanos, nível dos portos, entre outras. Esse serviço acaba por orientar o atracamento das embarcações”, diz o pesquisador.

O software utiliza ferramentas de Astronomia e Geofísica e compila os dados oceanográficos das tábuas de marés publicadas pela Marinha. A aplicação simula eventos astronômicos associados ao fenômeno das marés, como a perturbação da lua e do sol sobre a Terra.

“Na questão da geofísica, tem uma importância econômica desse campo do conhecimento em processos estratégicos de prospecção mineral, inclusive. Desde o posicionamento de antenas, telefonia, interesses militares, ou seja, a influência desse campo na qualidade da transmissão. Por exemplo, a cada 11 anos, temos uma atividade mais forte do sol, e isso acaba influenciando nas telecomunicações”, afirma.

O Astro pode ser acessado por meio de computadores e smartphones que possuam navegadores capacitados a executar a tecnologia WebGL.

“Acho que é legal a gente devolver a sociedade o que ela nos dá. A sociedade aposta na ciência, e a gente tem que entregar resultados e serviços. Com o Astro, trazemos o cotidiano para dentro da ciência, e a ciência para o cotidiano da população”, diz.

Para acessar o Astro, acesse o link.

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