Mundo

Bolsonaro e Paulo Guedes cogitam “moeda comum” com Argentina

(ANSA) – O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes discutiram a criação de uma moeda única para Brasil e Argentina, a qual pode se chamar “peso real“. O tema veio à tona na tarde de ontem (6), em um encontro em Buenos Aires entre Bolsonaro, Guedes e empresários.

A ideia, porém, foi proposta pelo ministro da Economia da Argentina, Nicolás Dujovne. Segundo Guedes, no futuro, é possível que haja cerca de apenas cinco moedas no mundo, e a do Mercosul facilitaria a integração regional.

Desde a criação do Mercosul, em 1991, os países do bloco cogitam a possibilidade de estabelecer uma moeda comum, mas, até agora, nada tinha sido feito para avançar com o projeto. Neste momento, no entanto, a ideia está sendo analisada apenas por Brasil e Argentina, sem envolvimento do Paraguai e do Uruguai, outros membros do bloco. Após a reunião em Buenos Aires com Bolsonaro e Guedes, porém, o Banco Central publicou um comunicado negando que a moeda única esteja sendo estudada.

“O Banco Central do Brasil não tem projetos ou estudos em andamento para uma união monetária com a Argentina. Há tão somente, como é natural na relação entre parceiros, diálogos sobre estabilidade macroeconômica, bem como debates acerca de redução de riscos e vulnerabilidades e fortalecimento institucional”, diz a nota.

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Mundo

Argentina fecha novo acordo com FMI no valor de US$57 bi

(ANSA) – O governo da Argentina anunciou nesta quarta-feira (26) um complemento ao acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê o adiantamento de US$ 7,1 bilhões do empréstimo firmado por Mauricio Macri no meio do ano, que soma US$ 50 bilhões.

O decisão foi revelada pela diretora geral do FMI, Christine Lagarde, e pelo ministro da Economia argentino, Nicolas Dujovne, e ainda inclui uma injeção de US$19 bilhões deste montante até meados de 2019.

Segundo Lagarde, o novo acordo, o maior já assinado pelo FMI, está sujeito à votação do conselho executivo. No entanto, ressaltou seu desejo de ajudar a Argentina “nos desafios pela frente”.

“Eu acho que a sua implementação será fundamental para restaurar a confiança no governo de reforma econômica ambiciosa”, acrescentou.

O novo acordo é uma tentativa de amenizar a crise econômica no país, que, em 2018, teve desvalorização de 100% do peso argentino, além de apresentar a maior taxa de juros do mundo (60%), uma inflação que já chega aos 40% e ter aumento da pobreza e do desemprego.

O governo do presidente Mauricio Macri ainda enfrenta uma recessão econômica e um mal-estar social que teve seu ápice na última terça-feira (25), quando uma greve geral foi realizada por duas centrais sindicais do país, a Confederação Geral do Trabalho (CGT) e a Central de Trabalhadores da Argentina (CTA).

Foram paralisados serviços como transportes, voos nacionais e internacionais, escolas, comércios, bancos e o funcionalismo público. Os hospitais só atenderam a emergências. O país tem vivido uma forte turbulência, principalmente depois da renúncia do presidente do Banco Central argentino, Luis Caputo, um homem de confiança de Macri que teve sérias divergências com Dujovne.

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Destaques, Economia

Situação envolvendo Turquia e Argentina serve como alerta para o Brasil

A aversão ao risco segue impactando os mercados emergentes. Após a crise cambial da Turquia, agora é a vez da Argentina. Na última semana, o dólar rompeu a marca de 42 pesos argentinos. Como medida de contenção, o Banco Central Argentino elevou a taxa básica de juros para 60%.

No momento, a inflação da Argentina ultrapassa 30% e as contas públicas são alvo de críticas por parte de analistas. Estima-se que a dívida pública chegue a 70% do PIB. Nesta condição caótica, o governo buscou auxílio do Fundo Monetário Internacional (FMI) e acertou pacote de auxílio sem precedentes na história: U$50 bilhões.

De acordo com o CEO da WM Manhattan, Pedro Henrique Rabelo, o anúncio da elevação da taxa de juros na semana passada gerou críticas por não ser precedida de coletiva de imprensa para conscientizar o mercado acerca das novas medidas.

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Mauricio Macri (Foto: taringa.net)

Por isso, nesta segunda-feira (3/9), o presidente Maurício Macri e o ministro da fazenda Nicolás Dujovne apresentaram em público o plano de combate a crise. Pedro Henrique Rabelo explica que a crise, de acordo com o presidente, veio a partir do aumento da taxa de juros dos EUA e das incertezas geradas pela guerra comercial entre EUA e China.

“O plano de Macri envolve a instituição de impostos de 4 pesos por dólar sobre a exportação de produtos primários. Para o restante dos produtos e serviços, será cobrado imposto de 3 pesos por dólar. Do lado fiscal, o Dujovne anunciou que será cortada metade dos ministérios a fim de zerar o déficit fiscal no ano de 2019. Quando da negociação com o FMI, havia sido estipulada uma meta de déficit fiscal de 1,3% do PIB em 2019”, explica Pedro.

Impactos da crise argentina no Brasil

Pedro Henrique Rabelo alerta que a redução da atividade econômica na Argentina traz reflexos diretos para o Brasil. “Dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior e Serviços mostram que de janeiro a junho de 2018 o Brasil exportou em torno de US$10 bilhões para a Argentina, o que representou uma alta de 2% em relação a 2017. Em julho, no entanto, foram exportados produtos e serviços que equivalem a US$1,15 bilhões, representando uma queda de 24% com o mesmo período de 2017”.

A situação envolvendo Turquia e Argentina serve como alerta para o Brasil. Com uma queda nas projeções de crescimento mundial após os atritos entre EUA e China, o investidor está mais seletivo quanto a investimentos em países emergentes. Os exportadores, por exemplo, relatam que clientes argentinos já suspenderam pedidos, indicando queda nas exportações.

“Com o período eleitoral se aproximando, torna-se necessário que o cidadão cobre dos candidatos uma postura mais clara quanto às contas públicas para que, em 2019, consigamos manter o crescimento retomado em 2017. Até o momento, o que tem mantido o real em uma situação menos ruim perante o dólar são as reservas cambias que superam os US$300 bilhões. Mas elas não segurarão sozinhas a percepção sobre a economia do país, caso seja eleito um candidato avesso às reformas estruturais que o país tanto precisa”, finaliza.

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Copa do Mundo

Messi afirma que Argentina ‘pode vencer qualquer um’ na Copa

(ANSA) – Às vésperas da Copa do Mundo, o craque Lionel Messi afirmou, em entrevista ao jornal catalão “Mundo Deportivo”, que a Argentina “pode vencer qualquer um” na competição.

Messi foi o herói da classificação da “Albiceleste” para a Copa, após ter marcado três gols na partida decisiva contra o Equador nas Eliminatórias sul-americanas, e relembrou os momentos ruins enfrentados pelo futebol do país.

“Devemos ser realistas. Tivemos uma classificação complicada, o treinador mudou, o presidente da federação também mudou. Houve muitos problemas, e nos esforçamos para nos classificar. Agora temos de pensar em ir de partida em partida”, reforçou Messi.

O atacante de 30 anos também lamentou as finais que perdeu com a seleção argentina, na Copa de 2014, no Brasil, e nas últimas duas edições da Copa América. No entanto, Messi afirmou que se “enche de orgulho” em ver “tantas pessoas ao redor do mundo, mesmo sem serem argentinas”, que torcem para ele ser campeão.

O atacante ainda elogiou a qualidade das seleções que disputarão a competição, destacando os atacantes Neymar e Philippe Coutinho.

Campeã das Copas de 1978 e 1986, a Argentina buscará seu tricampeonato mundial em 2018. Liderada por Messi, a “Albiceleste” está no grupo D, ao lado de Nigéria, Islândia e Croácia.

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Destaques, Mundo

Trump escolhe Argentina e nega adesão do Brasil na OCDE

(ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (17) que não escolheu o Brasil para entrar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O republicano deu preferência para a adesão da Argentina na organização internacional, devido ao “respaldo eleitoral” de seu presidente, Maurício Macri, nas reformas que está realizando no país. Além disso, segundo Trump, entrar na OCDE não seria a realidade do Brasil.

“Faltaria no Brasil consenso claro sobre as reformas, especialmente por meio de respaldo eleitoral – algo que pôde ser verificado na Argentina nas últimas eleições presidenciais e legislativas”, escreveu a entidade.

Apesar do Brasil ter sua entrada negada na organização considerada “o clube dos países desenvolvidos”, a secretaria da entidade aprovava a adesão do país. Porém, o voto de Trump teve peso na decisão final.

Fundada em abril de 1948, a OCDE possui 35 países membros. Antes da Argentina, a única nação sul-americana que estava na entidade era o Chile.

ERRATA:OCDE não fez comentários sobre adesão do Brasil

Ao contrário do informado no artigo “Trump escolhe Argentina e nega adesão do Brasil na OCDE”, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) não se pronunciou sobre o caso nem sobre as reformas do governo brasileiro.

No texto da ANSA, a sentença “Faltaria no Brasil consenso claro sobre as reformas, especialmente por meio de respaldo eleitoral – algo que pôde ser verificado na Argentina nas últimas eleições presidenciais e legislativas” é atribuída equivocadamente à OCDE, no entanto está em documentos diplomáticos obtidos com exclusividade pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

“A OCDE não fez absolutamente nenhuma declaração desse tipo. Não temos comentários sobre as discussões em andamento entre os países-membros sobre os vários candidatos à adesão”, diz a entidade. Além disso, ao contrário do que está dito na primeira versão, o governo de Donald Trump não “confirmou” que não escolheu o Brasil para entrar na OCDE.

A suposta preferência da Casa Branca pela Argentina está em documentos confidenciais obtidos pelo “Estadão”, não se trata de um posicionamento público do governo norte-americano. Em contato com a ANSA, a Casa Civil reconheceu que os EUA estão “preocupados com a concentração de esforços da OCDE na análise da acessão de seis países ao mesmo tempo, razão pela qual entendem que seria necessário organizar um fluxo de análise”.

“Neste caso, a Argentina poderia ter precedência por ter solicitado ingresso antes e por ter tido apoio direto do presidente Donald Trump em conversa com o presidente Mauricio Macri. Esta informação, no entanto, não reflete uma posição conclusiva do governo norte-americano ou da OCDE, uma vez que o assunto está sendo debatido nas reuniões mensais da Organização”, diz comunicado da Casa Civil.

Além disso, a pasta afirma que o “governo brasileiro deu início a várias reuniões com países da OCDE e com órgãos do governo dos EUA no intuito de iniciar o processo”. “Cada órgão americano transmite um conjunto de informações, mas nenhuma seria impeditiva do ingresso do Brasil”, diz o comunicado.

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