Brasil, Destaques

Show de Natal do Vaticano arrecadará fundos para Amazônia

(ANSA) – O concerto de Natal do Vaticano em 2019, marcado para o dia 14 de dezembro, arrecadará fundos em prol da Amazônia, que é tema do Sínodo dos Bispos neste mês de outubro.

O evento é promovido pela Congregação para a Educação Católica e pela Fundação Scholas Occurrentes, rede criada pelo papa Francisco e que reúne colégios patrocinados pela Igreja. O objetivo será angariar recursos para duas ações específicas.

Uma delas busca preservar a tradição e a cultura da população indígena em Lauaret, zona situada no noroeste da Amazônia brasileira, perto da fronteira com a Colômbia, em um lugar de difícil acesso na floresta.

O local tem condições sociais e sanitárias precárias e sofre com o aumento do comércio clandestino de álcool e da violência, sobretudo entre menores de idade.

A outra ação prevê atividades de reflorestamento envolvendo os estudantes dos 450 mil centros de ensino ligados à Fundação Scholas Occurrentes, incentivando a convivência harmoniosa com a natureza e entre os seres humanos.

O concerto de Natal terá nomes como Lionel Richie, Susan Boyle e Elisa. Os ingressos para a apresentação custam a partir de 66 euros (cerca de R$ 300) e podem ser adquiridos online (www.concertodinatale.it), e também haverá um número (45530) para doações via SMS entre 2 de novembro e 31 de dezembro.

Todo o dinheiro arrecadado será revertido para as organizações responsáveis pelas duas ações ambientais. A ecologia é uma das bandeiras do pontificado de Francisco, que já dedicou até uma encíclica a esse tema, a “Louvado seja”.

Além disso, foi sua a decisão de convocar um Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, que acontece até 27 de outubro, no Vaticano.

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Brasil

Acordo permitirá destinação de R$ 2,6 bilhões para educação e Amazônia

O advogado-geral da União, André Mendonça, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e o procurador-geral da Fazenda Nacional, José Levi, assinaram acordo para destinar R$ 2,6 bilhões do fundo da Petrobras para a educação e a Amazônia.

O acordo agora será submetido à aprovação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator de ação que discute a destinação da verba na Corte. Pelos termos do documento assinado, serão R$ 1,6 bilhão para a educação e R$ 1 bilhão para o combate ao desmatamento e às queimadas na Amazônia, incluindo o repasse de R$ 430 milhões para ações em conjunto com estados da região.

O uso da verba será fiscalizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Caberá à União elaborar para a Petrobras relatório sobre os recursos recebidos e sua efetiva aplicação.

“A partir deste consenso, vai ser possível dar a esses valores uma destinação justa, correta e que atende ao interesse público”, comemorou o advogado-geral, enaltecendo o esforço feito pelo ministro Alexandre de Moraes e pelas partes envolvidas para que um acordo fosse celebrado.

“É um momento importante, em que finalmente recursos serão destinados a ações de interesse público em áreas importantes para promover a cidadania no Brasil e a defesa da Amazônia, patrimônio brasileiro que também é muito importante. O acordo permite que a verba seja imediatamente disponibilizada para o governo federal”, completou Raquel Dodge.

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Mundo

Brasil rejeita ajuda financeira do G7 para Amazônia

(ANSA) – O governo brasileiro disse que rejeitará a ajuda financeira de US$ 20 milhões oferecida pelos países do G7 para conter as queimadas na Amazônia. O Palácio do Planalto confirmou a decisão.

O aporte tinha sido anunciado ontem (26), no último dia da cúpula do G7, em Biarritz, pelo anfitrião do evento, o presidente Emmanuel Macron, com quem Jair Bolsonaro tem trocado farpas em público.

A maior parte da verba oferecida pelo G7, grupo que reúne os sete países mais industrializados do mundo, serviria para enviar aviões para combater os focos de incêndio na Amazônia. Fontes de dentro do governo Bolsonaro disseram que a oferta foi considerada uma tentativa de Macron de se capitalizar politicamente em cima do tema.

Apesar da questão do meio ambiente e dos incêndios na Amazônia ter sido um dos principais assuntos do G7, a declaração final do encontro foi enxuta e não abordou o tema. O governo brasileiro acredita que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descrente em relação ao aquecimento global e aliado de Bolsonaro, foi fundamental para evitar que Macron conseguisse aprovar uma declaração mais incisiva sobre a Amazônia.

Macron adotou desde a semana passada uma postura forte contra as queimadas florestais. O presidente francês chegou a publicar uma mensagem no Twitter na qual dizia que “nossa casa” estava em chamas. A postagem desagradou ao governo brasileiro, principalmente a cúpula militar, que alegou um risco de violação de soberania.

Além disso, como Macron ameaçou se opor ao acordo de livre-comércio entre União Europeia (UE) e Mercosul; o governo Bolsonaro acusou o francês de oportunismo político.

Nos últimos dias, Bolsonaro e Macron trocaram acusações e críticas em público, elevando a tensão diplomática entre Brasil e França. No mês passado, o presidente brasileiro também cancelou uma reunião com o chanceler francês, Jean-Yves Le Drian.

Apesar da recusa à oferta do G7, Bolsonaro aceitou apoio de Israel para conter as chamas na Amazônia.

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Mundo

Cristiano Ronaldo faz apelo pela preservação da Amazônia

(ANSA) – O craque português Cristiano Ronaldo usou seu perfil no Instagram nesta quinta-feira (22) para fazer uma campanha pela preservação da Amazônia, que tem sofrido com o crescente número de queimadas em 2019. “A floresta amazônica produz mais de 20% do oxigênio do mundo e está queimando nas últimas semanas. É nossa responsabilidade ajudar a salvar o nosso planeta”, escreveu o jogador em sua conta na rede social.

Além do atacante da Juventus, o sérvio Novak Djokovic, o britânico Lewis Hamilton e os jogadores da NBA Kyle Kuzma, Luka Doncic e Paul Gasol, também estão entre os atletas que lançaram uma campanha para a preservação da floresta brasileira. Os astros utilizaram a hashtag #PrayforAmazonas (#RezePelaAmazônia, em tradução livre).

A campanha foi lançada após dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelarem que, desde 1º de janeiro, o Brasil registrou uma alta de 83% no número de focos de incêndio em comparação com o mesmo período de 2018.

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Mundo

Noruega suspende repasse para proteção da Amazônia

(ANSA) – O ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Ola Elvestuen, anunciou nesta quinta-feira (15) a suspensão dos repasses de 300 milhões de coroas norueguesas, o equivalente a R$134 milhões, destinados ao Fundo Amazônia.

A informação foi revelada pelo jornal norueguês “”Dagens Næringsliv” (DV), especializado em negócios, que afirma que a decisão foi tomada porque o governo local estaria insatisfeito com as novas diretrizes dos comitês do fundo – reserva de capital estrangeiro gerida pelo BNDES destinada à preservação e combate ao desmatamento.

De acordo com a publicação, tanto o país quanto a Alemanha, que também anunciou a suspensão do repasse nos últimos dias, são contrárias as novas mudanças que estão sendo debatidas em Brasília. “O Brasil rompeu o acordo com a Noruega e a Alemanha desde o fechamento da diretoria do Fundo Amazônia e do Comitê Técnico. Eles não podem fazer isso sem acordo” com esses dois países, afirmou Elvestuen ao jornal.

Desde 2008, data em que foi criado, o fundo já recebeu R$3,3 bilhões em doações até hoje. Ao todo, R$3,18 bilhões, cerca de 93% da quantia total, foram repassados somente pela Noruega. Na reportagem, o ministro ainda indicou que, nos últimos meses, os números relacionados ao desmatamento da Amazônia sofreram uma multiplicação em comparação com o mesmo período de 2018. Segundo Elvestuen, isso pode demonstrar que o governo de Jair Bolsonaro “não quer mais parar” com a devastação da maior floresta do mundo.

“Isso é muito sério para toda a luta pelo clima. A Amazônia é o pulmão do mundo e todos nós dependemos inteiramente da proteção da floresta tropical. Não há cenários para atingir as metas climáticas sem a Amazônia”, acrescentou.

Nos últimos dias, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, fez críticas contra a forma como os recursos do Fundo Amazônia são geridos. Ele propôs usar parte do valor para indenizar ruralistas que tiveram suas terras desapropriadas em unidades de conservação, medida rejeitada pelos europeus. Até o momento, o governo brasileiro não se pronunciou sobre o bloqueio norueguês. Ontem (14), no entanto, o presidente Jair Bolsonaro chegou a falar sobre a decisão alemã ressaltando que a chanceler Angela Merkel deve “pegar a grana” bloqueada e reflorestar a Alemanha.

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