Saúde

Pesquisadores japoneses descobrem proteína inibidora do HIV em seres humanos

Um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Infecções do Japão descobriu que uma proteína encontrada em seres humanos tem efeitos inibidores sobre o vírus HIV, informou nesta quarta-feira (25) a emissora pública de televisão NHK.

As células nas quais se encontra esse tipo de proteína – denominada March8 – não infectam as células sãs, segundo as conclusões do grupo de pesquisa.

Kenzo Tokunaga, um dos cientistas, espera que seja desenvolvido um medicamento que ajude o corpo humano a produzir essa proteína com a qual podem ser tratados pacientes com o HIV.

Essa descoberta poderia beneficiar os 36,9 milhões de portadores do vírus em todo o mundo, a grande maioria na África, de acordo com dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV.

Nessa terça-feira em Genebra, as Nações Unidas anunciaram que pretendem duplicar o número de tratamentos antirretrovirais de pessoas infectadas com o vírus da aids até 2020. Atualmente, pouco menos da metade das pessoas que vivem com o HIV tem acesso a esse tipo de tratamento. O dia 1º de dezembro é o Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Agência Brasil

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Ciência

Estudo revolucionário abre caminho para erradicar o vírus HIV

Um novo estudo realizado por um grupo de cientistas da Universidade de Oxford (Reino Unido) e da Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália) abre caminho para entender o fenômeno que ocorre quando o vírus da imunodeficiência humana (HIV) permanece indetectável, em alguns pacientes, por meses e até mesmo anos após a interrupção da terapia antirretroviral (ART, sigla em inglês). A pesquisa pode ajudar a entender processos no corpo após a interrupção do tratamento, o que é crucial para a erradicação do HIV.

Em geral, nas pessoas que interrompem a ART o  vírus  pode ser detectado de novo na corrente sanguínea numa questão de dias, mas esta regra não é comum a todos os pacientes. O estudo identificou que existem certos marcadores nas células do sistema imunológico que parecem prever quem pode interromper a terapia e ficar bem.

Vírus HIV atacando a célula (Foto: Universidade de Nova Gales do Sul)

Vírus HIV atacando a célula (Foto: Universidade de Nova Gales do Sul)

Para o estudo, os pesquisadores compararam as células T, que são parte do  sistema imunológico  do corpo humano, em 154 pacientes da Europa, Brasil e Austrália, que interromperam sua terapia antirretroviral após um período de entre 12 e 48 semanas desde o início, e desenvolveram uma lista de 18 biomarcadores imunológicos. Após estudos, os cientistas descobriram que três deles, o PD-1, Tim-3 e LAG-3 têm a propriedade de prever quando o vírus retornará novamente.

Agora os pesquisadores estão considerando manipular células imunitárias com os marcadores mencionados para ajudar a encontrar maneiras de controlar o HIV após a terapia anti-retroviral e, consequentemente,  erradicar  o vírus.

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Saúde

Pílula do dia seguinte antiaids começa a ser distribuída

O uso unificado da “pílula do dia seguinte” para aids começa a valer a partir desta quinta-feira (23). Com a publicação no Diário Oficial da União do novo protocolo de diretrizes terapêuticas, todas as pessoas que tiverem enfrentado uma situação de risco para o vírus HIV passam a ter acesso aos medicamentos antiaids em qualquer serviço especializado.

A profilaxia pós-exposição, como o tratamento é chamado, é indicado para todos que tiveram risco de contato com o vírus causador da aids. Isso pode acontecer tanto num acidente ocupacional, como médicos ou enfermeiros que tiveram contato com sangue de paciente, quanto com vítimas de violência sexual ou pessoas que tiveram relação sexual desprotegida. Para ter eficácia, no entanto, o tratamento, feito ao longo de 28 dias, tem de ter início no máximo até 72 horas após a exposição ao vírus. O ideal é que o ele seja iniciado nas primeiras duas horas após a exposição.

O objetivo da nova estratégia é facilitar o acesso e, principalmente, evitar a recusa de alguns serviços de fornecer a terapia, eficaz para prevenção da doença. “Antes da mudança, havia o entendimento incorreto de que um serviço especializado poderia atender apenas a um grupo determinado”, afirmou o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.

Com isso, serviços que prestam atendimentos a vítimas de violência, por exemplo, alegavam que só poderiam fornecer remédios às mulheres ali atendidas. “A maior parte das recusas ocorria para pessoas que recorriam ao serviços depois de manter relações sexuais desprotegidas”, completou Mesquita.

O Ministério da Saúde não tem estimativa de qual será o impacto da mudança. Para facilitar o acesso aos serviços, o Ministério vai lançar um aplicativo em dezembro com orientações sobre os postos mais próximos de distribuição. Além de centros de serviços especializados em DST-Aids, em algumas cidades antirretrovirais são fornecidos também em unidades de emergência. “Nos casos de serviços 24 horas, a distribuição de medicamentos não é feita para 28 dias. Os serviços dão o suficiente para três ou quatro dias de terapia e pedem que o paciente retorne, num segundo momento, para pegar o restante.”

A terapia começou a ser ofertada no Sistema Único de Saúde nos anos 90, inicialmente para profissionais de saúde que tiveram contato com materiais contaminados ou sob risco de contaminação. Em 1998, a terapia foi estendida para vítimas de violência sexual e, em 2011, passou a ser ofertada também a todos os que tiveram uma relação sexual desprotegida.

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Mundo

“Matem os gays, é o caminho para um mundo livre de AIDS”, diz pastor americano

No seu recente sermão de domingo, o pastor de uma igreja dos EUA ganhou dezenas de milhares de visitas no YouTube: ele declarou que matar gay é o caminho para um mundo livre de AIDS. Steven Anderson, pastor da Igreja Batista Palavra Fiel, de Tempe, Arizona, também anunciou que os homossexuais não são permitidos na igreja e nunca serão, informa o site USA Today.

No vídeo com o sermão anti-homossexualidade, Anderson cita uma passagem da Bíblia dizendo que é a “cura para a AIDS”: “Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse com mulher, ambos terão praticado abominação; certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles.” Ele acrescenta: “E isso, meu amigo, é a cura para a AIDS estava bem ali na Bíblia o tempo todo”.

A mensagem do pastor se resume a matar os gays como uma forma de autoridade divina para livrar o mundo de AIDS. “Porque se matarem os homossexuais, como Deus recomenda, isto tudo não aumentaria desenfreadamente”, disse Anderson.

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Saúde

Portadores de HIV/Aids serão beneficiados com medicamentos mais inovadores

O Sistema Único de Saúde distribuirá aos portadores de HIV dois novos tipos de medicamentos. De acordo com o Ministério da Saúde, na semana atual começa a ser distribuído o Ritonavir 100 miligramas (mg) termoestável. O comprimido inovador reúne dois princípios ativos denominados “dois em um”, e estará disponível nos postos de saúde em dezembro.

Segundo informa Fábio Mesquita, diretor  do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, o Ritonavir faz parte do coquetel de medicamentos desde 1997, mas ele dependia de armazenamento em geladeira, pois precisava de uma temperatura de 2 Graus centigrados  (C) a 8C° para a conservação.

“Era bem mais complexo”, tinha sempre uma contrariedade na distribuição do medicamento em todo o brasil, pois era preciso estar mantendo a temperatura e ter geladeira em todos os serviços provedores de antirretrovirais. Cerca de 60 mil pessoas deverão ser beneficiadas com a nova versão do medicamento, segundo informa Fábio Mesquita.

O “dois em um” é uma associação do tenofovir 300 mg com a lamivudiva 300 mg em um único comprimido. Esclarece Mesquita que os pacientes que se medicavam precisavam tomar 3 comprimidos, dois de Lamivudina e um de Tenofovir, agora ele é um só. O “dois em um” será concedido apenas para os pacientes que não tem indicação clinica do “três em um” que, além da composição do dois em um, conta com o Efavirez 600 mg. O “dois em um” é fabricado no Brasil pela Farmaguinhos / Fiocruz e beneficiará cerca de 75 mil pacientes.

Para Mesquita os novos medicamentos vão facilitar a vida dos pacientes e melhorar a adesão ao tratamento.

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