Ciência

Estudo encontra novo tipo do vírus HIV pela 1ª vez em 20 anos

(ANSA) – Pela primeira vez em 20 anos, cientistas norte-americanos descobriram um novo subtipo do vírus HIV, causador da Aids, que pode ajudar na criação de novas formas de tratamento para os portadores, além de prevenir futuros surtos da doença. O novo subtipo pertence ao grupo “M” do HIV, e é tido como a versão mais comum da doença em todo o mundo. Ele foi encontrado durante um estudo realizado por pesquisadores da farmacêutica Abbott e publicada na revista Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes.

De acordo com os dados, o subtipo “L” foi coletado de três amostras, duas analisadas entre os anos de 1983 e 1990 e outra em 2001, mas que não possuíam vírus suficientes para ser encontrados usando as técnicas da época. Na ocasião, dois indivíduos da República Democrática do Congo foram identificados como portadores do vírus. “Essa descoberta nos lembra que, para poder erradicar a pandemia, devemos continuar a ser mais espertos que esse vírus que está constantemente mudando, usando as tecnologias mais recentes para monitorar sua evolução”, explicou Mary Rodgers, responsável por dirigir o Programa Global de Vigilância Viral. “Identificar novos vírus como esse é como procurar uma agulha em um palheiro. Ao avançar nossas técnicas e usar a nova geração de tecnologia de sequenciamento, puxamos essa agulha com um ímã”, acrescentou a cientista.

Os autores do estudo ainda ressaltam que, desde o início da pandemia, 75 milhões de pessoas foram infectadas e 37,9 milhões vivem com o vírus hoje. O diretor do Instituto Nacional Americano de Alergia e Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, por sua vez, explicou à imprensa que, embora a descoberta seja importante, ela não é motivo de preocupação para a população.

“Os tratamentos atuais são eficazes contra esta e todas as outras cepas. Essa descoberta pode nos dar indicações úteis, no entanto, sobre como o vírus evolui”, finalizou.

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Destaques, Parnamirim

Parnamirim oferece serviço gratuito e especializado em HIV/Aids

A Secretaria Municipal de Saúde de Parnamirim (SESAD) oferece o Serviço de Assistência Especializada (SAE) aos portadores do vírus HIV. O serviço possui atualmente, 740 pacientes cadastrados e conta com uma equipe multiprofissional, realizando cerca de 50 atendimentos por semana de forma ética e sigilosa.

O trabalho multidisciplinar do SAE dispõe de médicos infectologistas, enfermeiros, farmacêutico, psicólogo, assistente social e nutricionista. Os pacientes podem receber a medicação gratuita mensalmente. O chamado “coquetel” é formado por inibidores de transcriptase reversa. Além disso, o centro de referência realiza testes rápidos para detecção de HIV, sífilis e hepatites B e C e disponibiliza, ainda, às Unidades Básicas de Saúde (UBS), material para a realização dos testes rápidos.

Paralelamente, o SAE realiza atividades de conscientização na prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) em diversas instituições. No mês de julho, foi fechada uma ação na Base Aérea de Parnamirim, onde foi ministrada uma palestra, alertando sobre a importância dos cuidados na prevenção das Hepatites B e C. As atividades também se estenderam para o projeto GerAções, que na sua primeira edição contou com 150 testes rápidos.

A enfermeira e coordenadora do SAE, Izabel Alves, alerta para a importância do diagnóstico precoce. “As pessoas com HIV iniciarão no SAE o tratamento precocemente e, com isso, reduzirão a carga viral e, consequentemente não será transmitido o vírus. Ou seja, a pessoa que vive com HIV vai diminuir a cadeia de transmissão”, disse.

O SAE possui demanda aberta. Qualquer pessoa pode procurar o ambulatório, desde que apresente um encaminhamento médico ou algum exame que comprove a indicação da doença. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h. O Centro de Referência fica localizado na Rua Brigadeiro Pessoa Ramos, 31, no bairro da Cohabinal.

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Ciência, Destaques

Pesquisador chinês alega ter “criado” bebês resistentes ao HIV

(ANSA) – Um pesquisador chinês revelou nesta segunda-feira (26) que ajudou a criar bebês resistentes ao vírus do HIV. Os gêmeos teriam nascido no mês passado, com o DNA modificado graças a uma nova técnica de engenharia genética chamada Crispr, um “potente instrumento” que reescreve o código genético.

Um cientista americano, que alega ter colaborado com o trabalho do pesquisador He Jiuankui, contou que foi utilizada uma técnica de edição genética vetada nos Estados Unidos. As mudanças genéticas são o temor do mundo científico, porque arriscam causar danos a outros genes.

Caso essa descoberta seja comprovada, trata-se de um salto do ponto de vista científico. He Jiuankui disse que alterou os embriões de sete casais durante o tratamento de fertilidade, com somente uma gravidez resultada até o momento. O seu objetivo era atribuir a capacidade de resistir a possíveis infecções por HIV, vírus causador da Aids.

A pesquisa não foi publicada em periódicos independentes da área, e alguns cientistas denunciaram o experimento. Os resultados não foram confirmados por pesquisadores, mas somente declarados em uma conferência internacional sobre edição de genes pelo próprio He Jiuankui.

O experimento, que vem descrito em um documento da Universidade de Ciência e Tecnologia, da cidade chinesa de Shenzen, intervém no principal receptor no qual se liga o vírus HIV, o CCR5. A pesquisa foi noticiada pela revista do Instituto americano de Massachusetts, o MIT, onde se lê que fora conduzida com o consenso do Comitê Ético.

He Jiuankui disse que os pais envolvidos não quiseram ser identificados ou entrevistados, por isso, não se sabe onde eles moram ou onde o trabalho foi feito. O cientista informou apenas que os bebês gêmeos são duas meninas, batizadas de Lulu e Nana.

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Destaques, Natal

TRT reintegra trabalhador potiguar demitido por ter AIDS

A 10ª Vara do Trabalho de Natal condenou a Comercial Maranguape Ltda. a reintegrar um vendedor que foi demitido por ser portador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS).

Na reclamação, o trabalhador alegou que sua demissão ocorreu de forma discriminatória, após alguns afastamentos do trabalho, em função da necessidade de realização de exames, de internamento e de uso do auxílio doença.

O Comercial Maranguape – localizado no bairro Lagoa Azul / zona norte de Natal, negou ter conhecimento prévio da situação de saúde do empregado, não havendo, portanto, caráter discriminatório na demissão. A dispensa, segundo a empresa, ocorreu em virtude da “crise econômica pela qual passa o país”.

Durante a instrução do processo, o juiz Zéu Palmeira Sobrinho, titular da 10ª Vara do Trabalho, ouviu o depoimento de uma testemunha que trabalhou na empresa, no mesmo período em que o vendedor foi demitido.

“Todos os funcionários sabiam que o reclamante era portador de HIV”, revelou o empregado em seu depoimento. Além disso, segundo a testemunha, o responsável pela loja fez reunião com a equipe para falar da doença do funcionário que estava internado, e pediu “a colaboração para que alguns colegas de trabalho fossem dormir no hospital”.

Em outro depoimento colhido pelo juiz, o atual gerente da loja admitiu que, dois meses após a demissão do profissional, “um novo funcionário foi contratado para exercer as funções que o reclamante exercia”.

Assim, concluiu Zéu Palmeira, a “alegação de dificuldades financeiras em razão da situação econômica do país não deve prosperar”, bem como “a alegação de desconhecimento da doença”.

Ele condenou a Comercial Maranguape a reintegrar o trabalhador, com todos os direitos e vantagens a que fazia jus antes da dispensa, além de determinar o pagamento de uma indenização R$ 10 mil por danos morais causados pelo “notório abalo emocional” sofrido pelo trabalhador.

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Destaques, Natal

Você sabia? Natal oferece serviço especializado para pessoas com HIV

Apesar das ações de prevenção ao HIV/Aids se intensificarem durante o ‘Dezembro Vermelho‘, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mantém, durante todo o ano, um serviço voltado para pessoas soropositivas residentes de Natal.

O Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids e Hepatites Virais, funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, no Centro de Especialidades Integradas Leste II (CEI Leste II), no bairro do Alecrim.

O serviço tem o intuito de promover o atendimento às infecções de AIDS e Hepatites virais. Atualmente o serviço conta com cerca de 1.800 usuários cadastrados, os quais são atendidos por uma equipe multidisciplinar entre médicos, nutricionista, técnicos em enfermagem, psicólogos, farmacêuticos entre outros profissionais.

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Foto: Portal N10

Desde 2014, a SMS promove o treinamento de todos os técnicos atuantes nas unidades básicas para realização do teste rápido. “Os pacientes que apresentam resultados positivos nos exames, são encaminhados para o SAE. Tantos pacientes de unidades básicas de saúde, quanto de serviços particulares. Aqui eles são acolhidos, passam por novos exames e agendam consulta com um médico. Então passam a ser acompanhados pela equipe”, destacou Josimar Paiva, administrador do CEI Leste II.

Os usuários do serviço dispõem ainda de palestras promovidas por diversos grupos, consultas de enfermagem, orientação, distribuição da medicação e um programa de oferta de leite para aquelas mães infectadas que não podem amamentar seus filhos até os 6 meses de idade, mantendo-as em observação até 1 ano e 6 meses de idade para garantir que não haverá infecção.

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