Ciência, Destaques

Pesquisador chinês alega ter “criado” bebês resistentes ao HIV

(ANSA) – Um pesquisador chinês revelou nesta segunda-feira (26) que ajudou a criar bebês resistentes ao vírus do HIV. Os gêmeos teriam nascido no mês passado, com o DNA modificado graças a uma nova técnica de engenharia genética chamada Crispr, um “potente instrumento” que reescreve o código genético.

Um cientista americano, que alega ter colaborado com o trabalho do pesquisador He Jiuankui, contou que foi utilizada uma técnica de edição genética vetada nos Estados Unidos. As mudanças genéticas são o temor do mundo científico, porque arriscam causar danos a outros genes.

Caso essa descoberta seja comprovada, trata-se de um salto do ponto de vista científico. He Jiuankui disse que alterou os embriões de sete casais durante o tratamento de fertilidade, com somente uma gravidez resultada até o momento. O seu objetivo era atribuir a capacidade de resistir a possíveis infecções por HIV, vírus causador da Aids.

A pesquisa não foi publicada em periódicos independentes da área, e alguns cientistas denunciaram o experimento. Os resultados não foram confirmados por pesquisadores, mas somente declarados em uma conferência internacional sobre edição de genes pelo próprio He Jiuankui.

O experimento, que vem descrito em um documento da Universidade de Ciência e Tecnologia, da cidade chinesa de Shenzen, intervém no principal receptor no qual se liga o vírus HIV, o CCR5. A pesquisa foi noticiada pela revista do Instituto americano de Massachusetts, o MIT, onde se lê que fora conduzida com o consenso do Comitê Ético.

He Jiuankui disse que os pais envolvidos não quiseram ser identificados ou entrevistados, por isso, não se sabe onde eles moram ou onde o trabalho foi feito. O cientista informou apenas que os bebês gêmeos são duas meninas, batizadas de Lulu e Nana.

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Destaques, Natal

TRT reintegra trabalhador potiguar demitido por ter AIDS

A 10ª Vara do Trabalho de Natal condenou a Comercial Maranguape Ltda. a reintegrar um vendedor que foi demitido por ser portador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS).

Na reclamação, o trabalhador alegou que sua demissão ocorreu de forma discriminatória, após alguns afastamentos do trabalho, em função da necessidade de realização de exames, de internamento e de uso do auxílio doença.

O Comercial Maranguape – localizado no bairro Lagoa Azul / zona norte de Natal, negou ter conhecimento prévio da situação de saúde do empregado, não havendo, portanto, caráter discriminatório na demissão. A dispensa, segundo a empresa, ocorreu em virtude da “crise econômica pela qual passa o país”.

Durante a instrução do processo, o juiz Zéu Palmeira Sobrinho, titular da 10ª Vara do Trabalho, ouviu o depoimento de uma testemunha que trabalhou na empresa, no mesmo período em que o vendedor foi demitido.

“Todos os funcionários sabiam que o reclamante era portador de HIV”, revelou o empregado em seu depoimento. Além disso, segundo a testemunha, o responsável pela loja fez reunião com a equipe para falar da doença do funcionário que estava internado, e pediu “a colaboração para que alguns colegas de trabalho fossem dormir no hospital”.

Em outro depoimento colhido pelo juiz, o atual gerente da loja admitiu que, dois meses após a demissão do profissional, “um novo funcionário foi contratado para exercer as funções que o reclamante exercia”.

Assim, concluiu Zéu Palmeira, a “alegação de dificuldades financeiras em razão da situação econômica do país não deve prosperar”, bem como “a alegação de desconhecimento da doença”.

Ele condenou a Comercial Maranguape a reintegrar o trabalhador, com todos os direitos e vantagens a que fazia jus antes da dispensa, além de determinar o pagamento de uma indenização R$ 10 mil por danos morais causados pelo “notório abalo emocional” sofrido pelo trabalhador.

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Destaques, Natal

Você sabia? Natal oferece serviço especializado para pessoas com HIV

Apesar das ações de prevenção ao HIV/Aids se intensificarem durante o ‘Dezembro Vermelho‘, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mantém, durante todo o ano, um serviço voltado para pessoas soropositivas residentes de Natal.

O Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids e Hepatites Virais, funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, no Centro de Especialidades Integradas Leste II (CEI Leste II), no bairro do Alecrim.

O serviço tem o intuito de promover o atendimento às infecções de AIDS e Hepatites virais. Atualmente o serviço conta com cerca de 1.800 usuários cadastrados, os quais são atendidos por uma equipe multidisciplinar entre médicos, nutricionista, técnicos em enfermagem, psicólogos, farmacêuticos entre outros profissionais.

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Foto: Portal N10

Desde 2014, a SMS promove o treinamento de todos os técnicos atuantes nas unidades básicas para realização do teste rápido. “Os pacientes que apresentam resultados positivos nos exames, são encaminhados para o SAE. Tantos pacientes de unidades básicas de saúde, quanto de serviços particulares. Aqui eles são acolhidos, passam por novos exames e agendam consulta com um médico. Então passam a ser acompanhados pela equipe”, destacou Josimar Paiva, administrador do CEI Leste II.

Os usuários do serviço dispõem ainda de palestras promovidas por diversos grupos, consultas de enfermagem, orientação, distribuição da medicação e um programa de oferta de leite para aquelas mães infectadas que não podem amamentar seus filhos até os 6 meses de idade, mantendo-as em observação até 1 ano e 6 meses de idade para garantir que não haverá infecção.

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Saúde

Pesquisadores japoneses descobrem proteína inibidora do HIV em seres humanos

Um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Infecções do Japão descobriu que uma proteína encontrada em seres humanos tem efeitos inibidores sobre o vírus HIV, informou nesta quarta-feira (25) a emissora pública de televisão NHK.

As células nas quais se encontra esse tipo de proteína – denominada March8 – não infectam as células sãs, segundo as conclusões do grupo de pesquisa.

Kenzo Tokunaga, um dos cientistas, espera que seja desenvolvido um medicamento que ajude o corpo humano a produzir essa proteína com a qual podem ser tratados pacientes com o HIV.

Essa descoberta poderia beneficiar os 36,9 milhões de portadores do vírus em todo o mundo, a grande maioria na África, de acordo com dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV.

Nessa terça-feira em Genebra, as Nações Unidas anunciaram que pretendem duplicar o número de tratamentos antirretrovirais de pessoas infectadas com o vírus da aids até 2020. Atualmente, pouco menos da metade das pessoas que vivem com o HIV tem acesso a esse tipo de tratamento. O dia 1º de dezembro é o Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Agência Brasil

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Ciência

Estudo revolucionário abre caminho para erradicar o vírus HIV

Um novo estudo realizado por um grupo de cientistas da Universidade de Oxford (Reino Unido) e da Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália) abre caminho para entender o fenômeno que ocorre quando o vírus da imunodeficiência humana (HIV) permanece indetectável, em alguns pacientes, por meses e até mesmo anos após a interrupção da terapia antirretroviral (ART, sigla em inglês). A pesquisa pode ajudar a entender processos no corpo após a interrupção do tratamento, o que é crucial para a erradicação do HIV.

Em geral, nas pessoas que interrompem a ART o  vírus  pode ser detectado de novo na corrente sanguínea numa questão de dias, mas esta regra não é comum a todos os pacientes. O estudo identificou que existem certos marcadores nas células do sistema imunológico que parecem prever quem pode interromper a terapia e ficar bem.

Vírus HIV atacando a célula (Foto: Universidade de Nova Gales do Sul)

Vírus HIV atacando a célula (Foto: Universidade de Nova Gales do Sul)

Para o estudo, os pesquisadores compararam as células T, que são parte do  sistema imunológico  do corpo humano, em 154 pacientes da Europa, Brasil e Austrália, que interromperam sua terapia antirretroviral após um período de entre 12 e 48 semanas desde o início, e desenvolveram uma lista de 18 biomarcadores imunológicos. Após estudos, os cientistas descobriram que três deles, o PD-1, Tim-3 e LAG-3 têm a propriedade de prever quando o vírus retornará novamente.

Agora os pesquisadores estão considerando manipular células imunitárias com os marcadores mencionados para ajudar a encontrar maneiras de controlar o HIV após a terapia anti-retroviral e, consequentemente,  erradicar  o vírus.

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