Brasil, Destaques

Aécio Neves e José Agripino na mira de nova operação da Polícia Federal

A nova operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira (11) mira os senadores tucanos Aécio Neves, Antonio Anastasia e o senador potiguar José Agripino. A PF faz buscas em endereços deles com autorização do ministro Marco Aurélio Mello do STF.

A OPERAÇÃO ROSS tem como objetivo investigar o recebimento de vantagens indevidas da parte desses três senadores, além de três Deputados Federais, entre os anos de 2014 e 2017. As vantagens teriam sido solicitadas à JBS, que teria efetuado o pagamento, inclusive para fins da campanha presidencial de 2014.

A ação de hoje é um desdobramento da Operação Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017. Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam os R$ 100 milhões de reais. Suspeita-se que os valores eram recebidos através da simulação de serviços que não eram efetivamente prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias.

Aproximadamente 200 policiais federais dão cumprimento a 24 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, e realizam 48 intimações para oitivas. As medidas estão sendo cumpridas no Distrito Federal e nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Tocantins, e Amapá. São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

*O nome da operação faz referência a um explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo localizada na Antártida fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sob investigação.

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Destaques, Política

Rússia ajudou Aécio nas eleições de 2014, aponta pesquisa

(ANSA) – Pelo menos 24 perfis sociais associados à Rússia e ao leste europeu foram criados para atuar na campanha presidencial de 2014 a favor do então candidato pelo PSDB, Aécio Neves. A informação foi revelada por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e antecipada pela revista “Veja”. O grupo analisou sub-redes de perfis automatizados, conhecidos por robôs.De acordo com a pesquisa, os robôs foram programados para publicar 14.440 interações no Twitter favoráveis ao tucano utilizando 24 perfis, cerca de 600 publicações cada um.

Os especialistas afirmam que as contas foram criadas praticamente na mesma data, em 2 e 3 de agosto de 2013, e encerraram as atividades entre outubro e novembro de 2014. O período coincide com o primeiro e segundo turno das eleições, diz o texto da revista.

O pesquisador da FGV, Amaro Grassi, explicou que todos os indícios revelam que os perfis falsos eram programados por usuários na Rússia e no Leste Europeu, já que a análise vinculou prestadoras de serviço às campanhas dos candidatos e sites cujos conteúdos foram compartilhados.

Uma das preocupações é de que as eleições deste ano também sofram interferência externa, como teria ocorrido nas presidenciais dos Estados Unidos em 2016, na qual Donald Trump saiu vencedor.

Ainda segundo a publicação, após a revelação, a assessoria de Aécio afirmou que “não usou robôs nem autorizou que qualquer empresa ou pessoa o fizesse” e que, pelo contrário, foi vítima de robôs que atuaram pela campanha de sua adversária, a petista Dilma Rousseff.

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Destaques, Política

Aécio Neves vira réu por corrupção e obstrução de Justiça

A maioria dos membros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu há pouco pelo recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pelos crimes de corrupção e obstrução de Justiça. As acusações fazem parte de um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, do grupo J&F. Com a decisão, o senador se torna réu no processo.

A decisão foi tomada com base no voto do ministro Marco Aurélio, relator do caso. Para o ministro, o fato de o senador ter sido gravado por Joesley e citar que tentaria influi na nomeação de delegados da Polícia Federal mostra indício dos crimes que teriam sido praticados por ele.

Também são alvos da mesma denúncia e também se tornarão réus a irmã do senador Andrea Neves, o primo Frederico Pacheco e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), flagrado com dinheiro vivo. Todos foram acusados de corrupção passiva.

Os ministro do STF Rosa Weber e Marco Aurélio Mello durante julgamento do inquérito

Os ministro do STF, Rosa Weber e Marco Aurélio Mello, durante julgamento do inquérito (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Segundo a denúncia, apresentada há mais de 10 meses, Aécio pediu a Joesley Batista, em conversa gravada pela Polícia Federal (PF), R$ 2 milhões em propina, em troca de sua atuação política. O senador foi acusado pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot.

A obstrução ocorreu de “diversas formas”, segundo a PGR, como por meio de pressões sobre o governo e a Polícia Federal para escolher os delegados que conduziriam os inquéritos da Lava Jato e também de ações vinculadas à atividade parlamentar, a exemplo de interferência para a aprovação do Projeto de Lei de Abuso de Autoridade (PLS 85/2017) e da anistia para crime de caixa dois.

No início da sessão, o advogado Alberto Toron, que representa o senador Aécio Neves afirmou que o valor era fruto de um empréstimo e que o simples fato de ele possuir mandato no Senado não o impede de pedir dinheiro a empresários.

Decisão do STF

Por unanimidade, os cinco ministros da Primeira Turma do Supremo (Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber e Alexandre de Moraes) acolheram a denúncia de corrupção da Procuradoria Geral da República e, por 4 votos a 1, a de obstrução de Justiça – neste caso, o único voto contrário foi o de Alexandre de Moraes.

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Destaques, Política

STF decide nesta terça se aceita denúncia contra Aécio Neves

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta terça-feira (17) sobre o recebimento da denúncia contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, da JBS.

A sessão está marcada para as 14h. A Primeira Turma é composta pelos seguintes ministros: Marco Aurélio Mello (relator), Alexandre de Moraes (presidente), Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Rosa Weber.

Segundo a denúncia, Aécio solicitou a Joesley Batista, em conversa gravada pela Polícia Federal (PF), R$ 2 milhões em propina, em troca de sua atuação política. O senador foi acusado dos crimes de corrupção passiva e tentativa de obstruir a Justiça.

Mais denúncias

Também são alvos da mesma denúncia a irmã do senador, Andrea Neves, o primo dele, Frederico Pacheco, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), flagrado com dinheiro vivo. Todos foram acusados de corrupção passiva.

Em entrevista à imprensa na tarde dessa segunda (16), Aécio negou as acusações, criticou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e desacreditou as informações obtidas por meio da delação de Joesley Batista, um dos executivos da J&F.

Também na segunda-feira, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reiterou no STF o pedido de abertura de ação penal contra o senador Aécio Neves. Se o pedido for aceito, o senador se tornará réu do processo.

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STF marca julgamento de denúncia contra Aécio Neves

O julgamento sobre a denúncia contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), em um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, da JBS, foi marcado para a próxima terça-feira (17), pelo presidente da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes.

O ministro Marco Aurélio Mello, relator do caso, integra a Segunda Turma junto com Moraes, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.

De acordo com a denúncia, Aécio solicitou a Joesley Batista R$ 2 milhões em propina, em troca de atuação política. O senador, que foi acusado pelo crime de corrupção passiva e tentativa de obstruir a Justiça, alega que a quantia dizia respeito a um empréstimo pessoal, sem nenhuma contrapartida em favor do empresário.

A defesa alega que o parlamentar foi “vítima de uma situação forjada, arquitetada por criminosos confessos que, sob a orientação do então procurador Marcelo Miller, buscavam firmar um acordo de delação premiada fantástico”.

Por meio de nota, o advogado do senador, Alberto Toron, disse que “as provas revelam que o empréstimo pessoal feito a Aécio não envolvia dinheiro público ou qualquer contrapartida, como reconheceu a própria PGR. E que assim, “inexiste crime ou ilegalidade na conduta do senador”.

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