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Padres são condenados por abusar de crianças surdo-mudas na Argentina

(ANSA) – A justiça argentina condenou dois sacerdotes a penas de mais de 40 anos por cometerem abusos sexuais contra menores com deficiência auditiva, alunos do instituto Antonio Próvolo, na cidade de Mendoza.

Os padres Nicolás Corradi e Horacio Corbacho foram sentenciados a 42 e 45 anos de reclusão, respectivamente, pela Segunda Corte do Colegiado Criminal. Além deles, o jardineiro Armando Gómez também foi condenado a 18 anos de prisão.

As autoridades consideraram que houve agravantes ao determinar as penas, já que pelo menos 28 vítimas surdo-mudas eram menores de idade. A decisão foi tomada pelos juízes Carlos Diaz, Mauricio Juan e Anibal Crivelli e transmitida ao vivo pela internet.

Corradi, um italiano de 83 anos, e Corbacho, um argentino de 59, estão presos desde 2016, quando foram alvos das primeiras denúncias sobre os crimes sexuais realizados no instituto católico. Ao todo, mais de 20 ex-alunos registraram as queixas há três anos. Não é possível apelar das sentenças.

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Plantão Policial

Polícia Civil prende ex-padre por abuso sexual em Marcelino Vieira

Policiais civis da Delegacia Municipal de Marcelino Vieira, com o apoio de policiais militares, deram cumprimento, no último sábado (24), a um mandado de prisão preventiva contra Francisco Claudenes Alves Ciríaco, conhecido como Padre Claudenes, 41 anos.

Segundo as investigações, o suspeito teria praticado os crimes de estupro de vulnerável e de exploração sexual contra quatro adolescentes, no município de Tenente Ananias. A prisão aconteceu na cidade de Marcelino Vieira.

Claudenis esteve à frente da Paróquia de Marcelino Vieira entre os anos de 2009 e 2012, quando se afastou por questões políticas. Atualmente, exercia a função de padre da Igreja Veterocatólica do Brasil, com sede na cidade de Feira de Santana/BA, voltada à evangelização no nordeste do país.

Ele foi candidato ao cargo de vereador no município de Marcelino Vieira, pelo Partido da República (PR), nas eleições de 2016, mas não chegou a ser eleito.

Após ser ouvido na delegacia, Claudenis foi encaminhado para o Sistema Prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

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Destaques, Plantão Policial

Justiça do RN condena homem a 81 anos de prisão por abusar de três enteadas

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) conseguiu garantir na Justiça potiguar a condenação de um padrasto a 81 anos de prisão em regime fechado, denunciado por abusar sexualmente de três enteadas desde a infância delas. Ele já estava preso preventivamente desde o dia 21 de agosto de 2018, quando foi capturado por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), durante a operação Sempre Alerta. O processo é sigiloso e a decisão foi confirmada pela 3ª vara da comarca de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal.

As investigações do Gaeco demonstraram que a proximidade e a intimidade do réu com as meninas foi determinante para favorecer os abusos. Ele mantinha as vítimas sob ameaças, que as fizeram se calar por anos. Para a Justiça, as provas produzidas durante o processo demonstram a materialidade e a autoria dos crimes de estupro contra vulnerável contra as três enteadas do criminoso.

“A justiça foi feita, muito embora não haja nada que possa trazer de volta a infância das vítimas. Ele destruiu a infância das meninas, e talvez a vida toda”, declarou a promotora de Justiça Liv Severo.

Os depoimentos das vítimas demonstram que o réu adotava o mesmo modo de agir. No início da adolescência delas, por volta de 10 anos, o padastro passava a acariciá-las e, logo em seguida, praticava conjunção carnal, de forma frequente, aproximadamente uma vez por semana, se revezando entre as vítimas.

Os exames de DNA confirmaram que os filhos das vítimas são filhos do padrasto. Uma das crianças foi gerada quando a vítima ainda tinha 13 anos de idade. As outras duas crianças foram geradas quando as demais vítimas tinham 14 anos de idade. Os depoimentos prestados pelas vítimas, contudo, confirmaram que os abusos iniciaram-se muito antes.

Na decisão, a Justiça destaca que “não há por que duvidar da palavra das vítimas, uma vez que não mostram intenção deliberada de prejudicar o réu e, inclusive, mesmo depois de adultas, por vergonha, relutaram em falar sobre os abusos sofridos”.

Disque 127

O Disque Denúncia 127 é um canal direto do MPRN para denúncias de crimes em geral. O cidadão pode ligar gratuitamente para o número. A identidade da fonte será preservada.

Além do telefone, as denúncias também podem ser encaminhadas por WhatsApp para o número (84) 98863-4585 ou e-mail para disque.denuncia@mprn.mp.br. Os cidadãos podem encaminhar informações em geral que possam levar à prisão de criminosos, denunciar atos de corrupção e crimes de qualquer natureza. No WhatsApp, são aceitos textos, fotos, áudios e vídeos que possam comprovar as informações oferecidas.

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Destaques, Plantão Policial

Suspeito de abusar sexualmente de adolescente é preso em São Gonçalo

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do Ministério Público do Rio Grande do Norte, cumpriu na manhã desta terça-feira (31) mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão na cidade de São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Natal. O objetivo da ação foi reprimir a prática de abuso sexual e estupro de vulnerável.

Durante o cumprimento dos mandados, um homem de 27 anos suspeito de praticar reiterados abusos sexuais contra uma adolescente foi preso preventivamente. As investigações apontam ainda que desde os 12 anos de idade a menina era violentada e atualmente encontra-se gestante.

A ação contou também o apoio da Polícia Militar, por meio do 11º Batalhão, além do Conselho Tutelar da cidade, que cumpriu medida protetiva em favor da adolescente, em razão da situação de risco a que era exposta.

Disque 127

O Disque Denúncia 127 é um canal direto do MPRN para denúncias de crimes em geral. O cidadão pode ligar gratuitamente para o número. A identidade da fonte será preservada.

Além do telefone, as denúncias também podem ser encaminhadas por Whatsapp para o número (84) 98863-4585 ou e-mail para disque.denuncia@mprn.mp.br. Os cidadãos podem encaminhar informações em geral que possam levar à prisão de criminosos, denunciar atos de corrupção e crimes de qualquer natureza. No Whatsapp, são aceitos textos, fotos, áudios e vídeos que possam comprovar as informações oferecidas.

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Agenda Cultural

Projeto Direito ao Cinema discute o abuso sexual na infância

A sessão deste sábado (18) do projeto Direito ao Cinema apresenta o filme dinamarquês “A Caça” que discute o abuso sexual na infância e as consequências na vida de todos os envolvidos. A exibição, que acontece na Estácio Romualdo a partir das 9h, é aberta ao público e oferece certificado de quatro horas para alunos de outras instituições.

Dirigido por Thomas Vinterberg, o filme foi lançado em 2012 e conta a história de Lucas, que tem sua vida completamente arrasada quando ele é (injustamente) acusado de ter abusado de Klara, uma garotinha do jardim-de-infância, sob a alegação de ter-lhe mostrado sua genitália. A menina havia sido exposta a material pornográfico por seu irmão mais velho, o que embasa seu relato confuso envolvendo Lucas. O personagem principal passa a ser hostilizado pela maioria dos habitantes da cidade, como um predador sexual.

Todo este processo de linchamento público é apresentado de forma cuidadosa pelo diretor, tanto no sentido da tensão crescente mas também de justificar os atos dos lados envolvidos. A ideia é levantar questões como o repúdio a esse tipo de situações, mas também sobre a prévia condenação de alguém baseado em um único testemunho.

Segundo a professora Maria Fernanda Cardoso é importante levantar a discussão do abuso sexual e da tênue limiar entre a fantasia das crianças e a denúncia. “É preciso muito cuidado nesse tipo de situação, principalmente com a condenação prévia da população, antes mesmo de haver uma investigação, que termina em muitos casos com o linchamento moral”, afirma.

Para debater o filme, após a sessão haverá uma mesa redonda com o delegado da Polícia Civil, José Francisco Correia Junior, especialista em Segurança Pública e Cidadania e Luiz Felipe Pinheiro Neto, advogado e professor de Direito Penal na Estácio.

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