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Sem dinheiro, servidores da saúde vendem balas no sinal

Na manhã desta quarta-feira (20), servidores da saúde do Rio Grande do Norte, que estão em greve desde o dia 13 de novembro, realizaram um ato público em frente ao hospital Walfredo Gurgel.

Com os salários atrasados, os servidores foram às ruas chamar a atenção da população para o “descaso do governo Robinson Faria (PSD)”. Usando faixas e cartazes, eles denunciaram a situação e também aproveitavam o sinal fechado para vender balas e pedir doações aos motoristas. Confira o vídeo no final da matéria.

Walfredo Gurgel

Centro cirúrgico fechado e pelo menos 93 pacientes nos corredores, sem banho, sem troca de curativos e aplicação de remédios. Esse é o cenário do Walfredo Gurgel, a maior unidade de saúde Estado, que funcionava com apenas metade da equipe de técnicos de enfermagem na manhã desta quarta.

Segundo o Sindicato dos Servidores da Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde), pelo menos 40 funcionários faltaram ao trabalho por falta de condições de pagar uma passagem de ônibus. Os salários de novembro ainda não foram depositados e não há prazo para isso. O governo afirmou que paga os vencimentos de quem recebe até R$ 2 mil nesta quinta-feira (21), mas os representante da categoria alegaram que a maioria dos servidores da saúde não será contemplada nessa faixa salarial.

Luciana Paula Marinho, gerente do pronto-socorro Clóvis Sarinho, do Walfredo Gurgel, afirmou que os serviços como banho de pacientes, troca de curativos, aplicação de medicamentos ficou comprometida com a falta de servidores. Apenas as cirurgias de urgência e emergência são realizadas por uma equipe de plantão.

O governo afirmou que está se empenhando em pagar os salários de forma mais rápida possível. Já a Secretaria de Saúde afirmou que está acompanhando a situação das unidades.

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