Segundo turno frustra esquerda em SP, Porto Alegre e Vitória

Segundo turno frustra esquerda em SP, Porto Alegre e Vitória

Segundo turno frustra esquerda em SP, Porto Alegre e Vitória

Romário Nicácio novembro 29, 2020 Destaques

(ANSA) – O prefeito Bruno Covas (PSBD) foi reeleito neste domingo (29) para governar a cidade de São Paulo até 2024, em um segundo turno marcado pela derrocada da esquerda nas capitais mais cobiçadas.

Com 96,5% das urnas apuradas, o tucano aparece com 59,38% dos votos, contra 40,62% de Guilherme Boulos (PSOL), que se fortalece como alternativa ao PT no campo progressista, mas ainda sem conseguir penetrar no eleitorado de centro.

Com 40 anos de idade, Bruno Covas é neto do ex-governador Mário Covas e exerce o cargo de prefeito desde 2018, quando o também tucano João Doria deixou a Prefeitura para disputar o Palácio dos Bandeirantes.

Sua campanha no segundo turno buscou colar o rótulo de “radical” em Boulos, expoente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), enquanto tentava passar uma imagem de normalidade na pandemia na cidade, que tem tido aumento dos casos e das internações nas últimas semanas.

Derrotas da esquerda

Além de São Paulo, a esquerda sonhava com vitórias em Porto Alegre, com a ex-candidata a vice-presidente Manuela D’Ávila (PCdoB), Vitória, com João Coser (PT), e Belém, com Edmilson Rodrigues (PSOL), mas ganhou apenas na última.

Manuela foi derrotada por Sebastião Mello (MDB) por 54,6% a 45,4%, enquanto Coser perdeu para o delegado bolsonarista Pazolini (Republicanos) por 58,50% a 41,50%, contrariando as últimas pesquisas de opinião, que apontavam empate técnico entre os dois candidatos.

Em Recife, com a esquerda dividida, João Campos (PSB), filho do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, levou a melhor sobre sua prima Marília Arraes (PT) por 56,2% a 43,8% – o PSB também ganhou em Maceió, com JHC.

Ainda no campo da esquerda, o PDT, de Ciro Gomes, triunfou em Aracaju (Edvaldo Nogueira), Fortaleza (Sarto).

Rio de Janeiro

Nas grandes capitais, o resultado mais previsível era o do Rio de Janeiro, onde o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) se aproveitou da impopularidade do atual chefe municipal, Marcelo Crivella (Republicanos), para vencê-lo por 64,3% a 35,7%.

Crivella tinha o apoio da família Bolsonaro e apostou em uma enxurrada de notícias falsas na reta final da campanha – incluindo acusações de apoio à pedofilia – para reverter o favoritismo de Paes, mas sem sucesso.

Os outros vitoriosos nas capitais que tiveram segundo turno são Cícero Lucena (PP), em João Pessoa; Eduardo Braide (PODE), em São Luís; Dr. Pessoa (MDB), em Teresina; Maguito Vilela (MDB), em Goiânia; Emanuel Pinheiro (MDB), em Cuiabá; Hildon Chaves (PSDB), em Porto Velho; Arthur Henrique (MDB), em Boa Vista; e David Almeida (Avante), em Manaus.

A apuração em Rio Branco, no Acre, ainda não começou, enquanto Macapá, no Amapá, vai às urnas em dezembro devido ao recente apagão no estado.

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