Segundo ano da pandemia pode ser mais mortal que o primeiro, alerta OMS

Segundo ano da pandemia pode ser mais mortal que o primeiro, alerta OMS

Segundo ano da pandemia pode ser mais mortal que o primeiro, alerta OMS

Romário Nicácio maio 14, 2021 Coronavírus

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (14) que o segundo ano da pandemia do coronavírus pode trazer mais mortes que o primeiro.

“A Covid-19 já ceifou mais de 3,3 milhões de vidas e estamos caminhando para que o segundo ano da pandemia possa ser muito mais mortal do que o primeiro”, disse o diretor. De acordo com Tedros, “a única saída agora para salvar vidas e lares é uma combinação de vacinação e medidas de saúde pública em vez de usá-las separadamente”.

Além disso, a OMS fez um apelo para que os países ricos com mais vacinas reconsiderem os planos de vacinar crianças e, em vez disso, doar os imunizantes ao plano Covax para os países mais pobres.

Em alguns países de baixa e média renda, “o fornecimento de vacinas COVID-19 não tem sido suficiente para imunizar os profissionais de saúde e os hospitais estão sendo inundados com pessoas que precisam urgentemente de cuidados vitais”, disse o diretor-geral da OMS. “Atualmente, apenas 0,3% do fornecimento das vacinas covid-19 vai para países de baixa renda”, acrescentou.

Tedros também destacou que a situação na Índia continua muito preocupante. “A OMS está respondendo e despachou milhares de concentradores de oxigênio, tendas hospitalares móveis, máscaras e outros suprimentos médicos”, disse ele. Ele também comentou que Nepal, Sri Lanka, Vietnã, Camboja, Tailândia e Egito são outros países que atualmente enfrentam picos de casos e hospitalizações.

Alguns países das Américas ainda têm um número elevado de casos, e o continente registrou 40% de todas as mortes por coronavírus na semana passada, observou ele, acrescentando que também há picos preocupantes em vários países da África. O diretor-geral garantiu que a OMS continuará a prestar apoio de todas as maneiras possíveis.

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