‘Precisamos voltar a restringir’, diz secretário de Saúde do RN

‘Precisamos voltar a restringir’, diz secretário de Saúde do RN

‘Precisamos voltar a restringir’, diz secretário de Saúde do RN

Rafael Nicácio maio 21, 2021 Destaques

O governo do RN estuda a possibilidade de regionalizar medidas restritivas de combate à pandemia da Covid-19 no estado. A informação foi confirmada pelo secretário estadual de Saúde, Cipriano Maia, esta sexta-feira (21).

Em entrevista ao programa Bom Dia RN, da Inter TV Cabugi, Cipriano afirmou que a flexibilização do último decreto contribuiu para o aumento de casos no estado.

“Jamais a gente está pensando em flexibilizar novas medidas, porque a situação com a abertura das escolas e retomadas de outras atividades com certeza tem contribuído para esse aumento de casos. Então a gente precisa voltar a restringir”, disse.

“O quadro é extremamente crítico, os prefeitos inicialmente tinham pedido a flexibilização, só que os resultados estão se apresentando. Alguns até estão decretando novas medidas. Nós vamos apoiar essas medidas restritivas e estamos discutindo como construir essa possibilidade de regionalização dos decretos”, reforçou. O atual decreto em vigor no estado vale até a próxima quinta-feira (27 de maio).

Atualmente, o secretário reconhece que a situação mais críticas está no Oeste potiguar.

“Temos uma situação mais crítica nas regiões Oeste, Alto Oeste e Vale do Açu, onde temos uma fila acima de 30 leitos por dia, há alguns dias. Isso exige algumas medidas que podem ser regionalizadas de acordo com a situação de piora”, afirmou.

O secretário reforçou que março e abril tiveram a maior mortalidade desde o início da pandemia, e que maio já tem o maior número de casos registrados. “O mapa indica onde a situação está mais crítica, mas praticamente todo o estado está em amarelo. Não temos como manter um grande relaxamento, até porque as pessoas transitam entre as regiões”, ponderou

“Estamos com a capacidade de aumentar leitos e manter leitos cada vez mais limitada”. Cipriano ainda considerou que o aumento de casos e de demanda por internações também aumenta a ameaça aos estoques de insumos como o kit intubação – medicamentos e sedativos usados nos pacientes mais graves em UTIs. O estado tenta inclusive importar os materiais.

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