Policial que matou jovem negro nos EUA pede demissão

Policial que matou jovem negro nos EUA pede demissão

Policial que matou jovem negro nos EUA pede demissão

Romário Nicácio abril 13, 2021 Mundo

(ANSA) – A policial americana Kim Potter, autora do disparo que matou um jovem negro de 20 anos em Minneapolis, nos Estados Unidos, anunciou nesta terça-feira (13) sua demissão imediata do cargo, “no melhor interesse da comunidade”.

A agente veterana apresentou sua renúncia em uma breve carta ao prefeito de Brooklyn Center, Mike Elliott, e ao chefe da polícia local, Tim Gannon, que também se demitiu.

“Adorei cada minuto de ser uma policial e servir esta comunidade com o melhor de minha capacidade, mas acredito que é do melhor interesse da comunidade, do departamento e de meus colegas policiais se eu renunciar imediatamente”, escreveu Potter, segundo o jornal americano “The Washington Post”.

No último domingo (11), as autoridades americanas pararam o jovem Daunte Wright em uma blitz por estar usando purificadores de ar no espelho do seu veículo, o que é proibido por lei. Na ocasião, os policiais identificaram um mandado de prisão em nome de Wright, que tentou fugir. Ao entrar no automóvel, o norte-americano foi atingido por um tiro e não resistiu.

De acordo com a polícia de Minneapolis, Wright foi baleado acidentalmente por Potter, que durante a ação teria confundido sua arma não letal (taser) com o revólver.

O procurador da Comarca de Washington, Pete Orput, afirmou que espera concluir uma revisão “completa, porém rápida” de possíveis acusações criminais sobre o caso até esta quarta-feira (14).

Segundo a imprensa americana, Potter contratou para sua defesa o advogado Earl Gray, que está representando o ex-policial de Minneapolis Thomas Lane, acusado pela morte de George Floyd.

O caso envolvendo Wright ocorreu a cerca de 16 quilômetros do local da morte de Floyd, em 25 de maio de 2020, e que foi o estopim para grandes manifestações antirracismo por todo o país e mundo.

Hoje, inclusive, as famílias das duas vítimas apareceram juntas diante das câmeras de televisão. “Vamos lutar pela justiça, pela de George e pela de Daunte. Vamos apoiá-la”, afirmou o irmão de Floyd à mãe de Wright.

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