Policiais civis decidem paralisar atividades por 24 horas no RN

fevereiro 1, 2020 0 Por Rafael Nicácio
Policiais civis decidem paralisar atividades por 24 horas no RN

Os policiais civis e servidores da Segurança do Rio Grande do Norte se reuniram em Assembleia Geral, nessa sexta-feira (31), na sede do SINPOL-RN, e deliberaram por uma paralisação de 24 horas na próxima terça-feira, dia 4 de fevereiro, em protesto contra a reforma a Previdência.

A diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do Rio Grande do Norte (SINPOLRN) expôs para as categorias que existe uma articulação nacional, comandada pela Cobrapol, para conseguir emplacar emendas na PEC Paralela da reforma da Previdência federal, de forma a garantir alguns “ajustes que amenizem os prejuízos causados aos policiais civis e outros agentes da Segurança Pública”.

Dentro desse movimento nacional, haverá uma paralisação de policiais civis em todo o Brasil no dia 4 de fevereiro. Aliado a isso, servidores do Rio Grande do Norte também farão uma paralisação nos dias 3 e 4 por causa da reforma da Previdência estadual.

“A diretoria colocou em deliberação e a categoria decidiu participar da paralisação da terça-feira, 4, somando-se tanto ao movimento nacional quanto à luta estadual. Neste dia, os policiais civis e Servidores da Segurança devem se concentrar na sede do SINPOL-RN, a partir das 8h”.

Entre os itens de pauta da Assembleia Geral desta sexta, a diretoria apresentou detalhes sobre o andamento do projeto de reestruturação da carreira dos Agentes e Escrivães, bem como sobre a reforma da previdência estadual.

A diretoria informou que tem reivindicado junto ao Governo do Estado, em conjunto com representantes de outros sindicatos e associações da Segurança, a inclusão, na reforma estadual, das peculiaridades da atividade policial, tomando como referência a emenda 103 da Constituição Federal, publicada em novembro do ano passado.

“O Governo tem sentado conosco para discutir pontos como a questão da aposentadoria das mulheres, que na reforma federal foram as mais prejudicadas ao serem colocadas no mesmo patamar dos homens”.