Destaques, Política

PGR investiga se futuro ministro de Bolsonaro recebeu caixa 2 da JBS

Onyx Lorenzoni e bolsonaro
Foto: Tomaz Silva/Ag. Brasil

(ANSA) – Uma planilha recebida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por delatores da empresa JBS comprova que o futuro ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), teria recebido um segundo repasse de R$100 mil via caixa 2 em 2012.

A informação foi publicada nesta quarta-feira (14) no jornal “Folha de São Paulo” e afirma que além dos R$100 mil que Lorenzoni confirmou ter recebido para a campanha de 2014, a mesma quantia foi obtida em 2012. No ano passado, o congressista já havia revelado o recebimento do dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral. Ainda de acordo com a publicação, o pagamento a “Onyx-DEM” foi acertado no dia 30 de agosto de 2012, em meio às eleições municipais, e foi repassado em espécie. Na ocasião, o deputado não disputou cargos eletivos, mas era presidente do partido e apoiou diversos candidatos.

Segundo os advogados do grupo J&F, os documentos foram entregues para a PGR em maio de 2017 e estão em fase de apuração preliminar. Somente depois dessa análise que será decidido se ocorrerá a abertura de inquérito ou arquivamento do caso. Os repasses estão sendo investigados pela Procuradoria desde agosto, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

Em maio do ano passado, a PGR também recebeu do ex-diretor de Relações Institucionais da J&F Ricardo Saud um anexo de sua colaboração, no qual informa que Lorenzoni obteve R$ 200 mil por meio de caixa 2 em 2014. Somente depois dessa revelação, ele revelou que o dinheiro foi utilizado para quitar gastos eleitorais.

Hoje, em resposta à reportagem do jornal, Lorenzoni se declarou “combatente contra a corrupção” e afirmou que a notícia foi requentada. “Agora, se requenta uma informação do ano passado, dada por alguém que eu não sei quem é, se passo na rua não sei quem é, não conheço, nunca vi”, disse.

O futuro ministro ainda ressaltou que “é muito estranho que agora apareça de maneira muito posterior essa planilha”, principalmente porque em 2012, ele nem era candidato. “Eu não tenho nada a ver com essa história”.

O deputado também afirmou que a “Folha de São Paulo” quer um “terceiro turno das eleições”, além de dizer que não tem medo da publicação, do grupo J&F e de “ninguém”. Por fim, Lorenzoni reclamou de supostas tentativas de fragilização do futuro governo de Bolsonaro.

You Might Also Like

Deixe uma resposta

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.