Ricardo Lewandowski autoriza Lula a conceder entrevistas
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom

(ANSA) – A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (10) a 69ª fase da Operação Lava Jato, que investiga repasses suspeitos de mais de R$ 100 milhões do grupo Oi/Telemar para empresas de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A PF cumpriu 47 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. A operação é um desdobramento da 24ª fase da Lava Jato, denominada Aletheia, que teve Lula como alvo de condução coercitiva, em março de 2016.

O Ministério Público Federal (MPF) informou que o grupo Gamecorp/Gol, que tem o filho de Lula como um dos controladores, não tinha a mão de obra necessária para prestar os serviços contratados pela Oi/Telemar.

Ainda de acordo com o MPF, a investigação aponta que o repasse de R$ 132 milhões aconteceu entre 2004 e 2016, feito sem justificativa econômica “plausível”. Neste período, o grupo de telecomunicação teria sido beneficiado pelo governo federal, que na época era comandado pelo PT. A PF, por sua vez, diz que a quantia pode chegar a R$ 193 milhões.

A polícia também revelou que o esquema foi feito através de contratos de operadoras de telefonia, internet e TV por assinatura.

“A Gamecorp não possuía mão de obra, tampouco ativos necessários para a prestação desse serviço pelos quais ela teoricamente foi contratada. Constaram que a mão de obra foi praticamente toda terceirizada e que os ativos foram fornecidos pela própria empresa contratante, ou seja, os ativos foram fornecidos pelos próprios clientes”, explicou em entrevista à imprensa Roberson Henrique Pozzobon, procurador da MPF.

Pozzobon também afirmou que a PF está apurando se o dinheiro utilizado para comprar os sítios Santa Bárbara e Santa Denise, em Atibaia (SP), poderia ter partido da Oi/Telecom.

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