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Para ministro, “arma em casa” oferece o mesmo risco que um liquidificador

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Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Em conversa com jornalistas na tarde desta terça-feira (15), o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, comparou a posse de uma arma em casa à posse de um liquidificador para defender o decreto assinado mais cedo pelo presidente Jair Bolsonaro.

Para Lorenzoni, o risco que uma arma de fogo oferece às crianças é o mesmo que seria oferecido pelo eletrodoméstico.

“A gente vê criança pequena botar o dedo dentro do liquidificador e ligar o liquidificador e perder o dedinho. Então, nós vamos proibir os liquidificadores? Não. É uma questão de educação, é uma questão de orientação. No caso da arma, é a mesma coisa. Então, a gente colocou isso [a exigência de cofre] para mais uma vez alertar e proteger as crianças e os adolescentes”, afirmou o ministro Onyx Lorenzoni.

Segundo Lorenzoni, é preciso “cuidado redobrado” com arma. “Eu criei quatro filhos com arma dentro de casa. Meus filhos nunca foram lá brincar com arma porque eu ensinei a todos eles o que ela significava”, declarou.

Cofre

A respeito da necessidade do cofre em casa, Onyx explicou que um “compartimento com tranca” também será considerado seguro para guardar a arma.

Questionado se a Polícia Federal terá de acreditar na “boa fé” do cidadão, o ministro disse que sim.

“Ele [cidadão] diz que tem cofre em casa. Aí um dia tem assalto, a polícia vai lá e não tem cofre coisa nenhuma, não tem gaveta com chave. Nesses dois casos, dá o poder de tirar a arma e o certificado”, explicou.

Onyx ainda afirmou que a Polícia Federal será “obrigada” a acreditar na declaração do cidadão que informar que tem cofre ou local seguro para guardar a arma.

De acordo com o ministro, a Polícia Federal não tem efetivo para “ir na casa de todo mundo” realizar a fiscalização.

Zona rural

Onyx Lorenzoni afirmou que o governo também pretende modificar regras para o porte de armas na área rural, o que exigirá aprovação de projeto de lei pelo Congresso Nacional.

O ministro defendeu o direito de o cidadão circular com a arma de fogo na área rural, já que é possível se deparar com cobras, onças e bandidos.

“A gente sabe que o sujeito sai para o campo, às vezes a propriedade tem quatro, cinco, seis, sete, oito, dez hectares, quilômetros de distância da sede. E aí a pessoa tem que se deslocar. Precisa ter uma arma”, disse.

“Se aparecer uma cobra na tua frente, ou aqui no Centro-Oeste uma onça, aí como é que tu faz [sic]? Ou um bandido mesmo?”, completou.

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