Número de pessoas com demência deve triplicar até 2050, diz OMS

Número de pessoas com demência deve triplicar até 2050, diz OMS

Número de pessoas com demência deve triplicar até 2050, diz OMS

Rafael Nicácio junho 1, 2019 Destaques

Mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com demência, e a cada ano são registrados quase dez milhões de novos casos. A estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que 152 milhões de pessoas serão afetadas até 2050.

Quando a relações públicas Denise Russo, de 32 anos, de Guarulhos, São Paulo, descobriu que o avô foi diagnosticado com o Alzheimer, aos 79 anos, o levou para a morar com ela e a família. A doença é a causa mais frequente de demência em idosos, segundo o Ministério da Saúde. Por mudar o comportamento do paciente, Denise conta que o Alzheimer mexe com o emocional e a rotina dos parentes mais próximos.

“Às vezes é muito difícil você enxergar a doença naquela pessoa. Ela tem atitudes que você acha que é ela mesmo, aí você fica nervoso, você briga, aí você percebe que não é ela, que é a doença. Este processo de entender que não é mais aquela pessoa é muito difícil e é muito duro. Tudo é um aprendizado. Apesar de ter coisas muito semelhantes na doença, eu vejo, como eu tenho avô, avó e pai com Alzheimer, os três apresentam a evolução de forma totalmente diferente, sintomas totalmente diferentes, o que um apresenta o outro não apresenta”, disse.

Cuidadores de pessoas com Alzheimer podem desenvolver depressão

A partir do diagnóstico, a sobrevida média das pessoas acometidas pela doença varia de 8 a 10 anos. O primeiro sintoma e o mais característico do Alzheimer é a perda de memória recente. Com a progressão da doença, vão aparecendo sintomas mais graves, como a perda de memória remota, ou seja, de fatos mais antigos, irritabilidade, falhas na linguagem e dificuldades na capacidade de se orientar no espaço e no tempo.

O Alzheimer costuma evoluir para vários estágios de forma lenta e ainda não possui uma forma de prevenção específica. No entanto, o Ministério da Saúde aponta que manter a cabeça ativa e ter uma boa vida social, regada a bons hábitos e estilos, pode retardar ou até mesmo inibir a manifestação da doença.

As principais formas de prevenir, não apenas o Alzheimer, mas outras doenças crônicas, estão ligadas à leitura, exercícios de aritmética, jogos inteligentes, atividades em grupo e hábitos saudáveis, como não fumar, não consumir bebida alcoólica, ter alimentação saudável e regrada e praticar atividades físicas regulares.

* Com informações da Agência do Rádio Mais

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