Ciência

Novo aplicativo pode ajudar no diagnóstico da esquizofrenia

A Inteligência Artificial (AI) está cada vez mais presente em nossas vidas. E o campo da saúde não escapa disso. Tanto é, que os pesquisadores argentinos desenvolveram um aplicativo que ajuda a diagnosticar esquizofrenia através da análise do discurso do paciente.

Com este objetivo, diretamente relacionado à psiquiatria, o Dr. Diego Fernandez Slezak, pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica (CONICET) do Instituto de Pesquisas em Ciência da Computação (ICC), trabalha em questões de inteligência artificial e neurociências (CONICETUBA).

A ferramenta ainda está na fase de teste. “Obter dados através de psiquiatras é essencial para concluir o desenvolvimento da aplicação”, diz o médico da Ciência da Computação.

Foto: Pixabay

Slezack está em fase de negociações com médicos de várias instituições para ter a possibilidade de os profissionais que usam o aplicativo realizar entrevistas com pacientes e, com esses dados, poder realizar análises no laboratório com o objetivo de melhorar a capacidade preditiva.

Este aplicativo [ainda sem nome] registra um discurso, analisa-o automaticamente e detecta, de acordo com os padrões de fala – o número de verbos usados ​​pelo falante, a coerência discursiva – a probabilidade de sofrer de esquizofrenia. Além disso, pode ser usado para testes de plágio ou como detector de mentiras.

Como surgiu a ideia

Em 2014, quando a equipe liderada por Slezak publicou um artigo em colaboração com pessoas da Universidade da Columbia (EUA), eles analisaram do discurso de 34 pacientes.

“Eles passaram para nós, textos de potenciais pacientes esquizofrênicos, textos com as entrevistas que os psiquiatras lhes fizeram”, avança Slezak.

A partir dessas entrevistas, os psiquiatras americanos não conseguiram diagnosticar pacientes além de identificá-los como “risco clinicamente alto” (CHR), pois, para o diagnóstico de esquizofrenia, é necessário um acompanhamento de meses de entrevistas e protocolos, a menos que o paciente esteja no meio de um surto.

“O que fizemos com essas entrevistas foi desenvolver uma análise automática dos textos e quantificar as mensagens através de certas características e prever quais pacientes de alto risco iriam desencadear esquizofrenia”, lembra Slezak.

Dos 34 pacientes, cinco sofriam de esquizofrenia: o cálculo do grupo através do método deles era cem por cento efetivo. Com essa experiência, o desafio agora é validar o teste com mais pacientes. Transformar a ideia em um aplicativo pode ser a maneira de encurtar na prática, o período de diagnóstico dos psiquiatras.

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