Destaques, Natal

Natal já registrou mais de 6 mil casos de dengue, zika e chikungunya em 2018

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Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Até a última quarta-feira (4), Natal registrou um total de 6.585 casos de arboviroses – dengue, zika e chikungunya. Este número é mais do que o dobro dos casos notificados no mesmo período do ano passado, quando a capital chegou a 2.553 ocorrências. Os dados alarmantes foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

De todos os casos prováveis registrados este ano, 6.251 são de dengue, 212 de chikungunya e 122 de zika. Com isso, a capital enfrenta uma epidemia de dengue.

A Zona Norte de Natal é a região com mais ocorrências, 3.724 casos. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Natal, os bairros de Igapó e Nossa Senhora da Apresentação são as áreas das quais o Centro de Controle de Zoonoses mais atua desde o início do ano através de visitas domiciliares e utilização de carro fumacê. Além disso, no bairro do Igapó, existe o trabalho de educação permanente realizado pela unidade de saúde da região.

Seis estratégias para se proteger do Aedes aegypti

As doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti – dengue, zika e febre chikungunya – são problemas de saúde pública importantes, e a melhor maneira de combater isso é impedir a reprodução do mosquito. Por isso, iremos listar as seis melhores estratégias para se proteger do Aedes:

Evite o acúmulo de água

O Aedes aegytpi coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso, jogue fora pneus velhos, vire garrafas com a boca para baixo e, caso seu quintal seja propenso à formação de poças, realize a drenagem do terreno. Não se esqueça também de lavar a vasilha de água do seu bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d’água e cisternas.

Use repelente

O uso de repelentes, principalmente em viagens ou em locais com muitos mosquitos, é um método eficaz para se proteger contra a dengue. Recomenda-se, porém, o uso de produtos industrializados. Uma pesquisa realizada pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) revelou que repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja, não possuem grau de repelência forte o suficiente para manter o mosquito longe por muito tempo. Mas eles podem ser usados junto com o industrializado, uma vez que o cheiro forte pode gerar confusão de odores no Aedes aegypti, que é atraído pelo gás carbônico e pela amônia liberada pelo nosso organismo.

Coloque areia nos vasos de plantas

O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia.

Coloque desinfetante nos ralos

Ralos pequenos de cozinhas e banheiros raramente se tornam foco de dengue devido ao constante uso de produtos químicos, como xampu, sabão e água sanitária. Entretanto, alguns ralos são rasos e conservam água estagnada em seu interior. Nesse caso, o ideal é que ele seja fechado com uma tela ou que seja higienizado com desinfetante regularmente.

Limpe as calhas

Pesquisas realizadas em campo mostram que os grandes reservatórios, como caixas d’água, são os criadouros mais produtivos de dengue, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também, como no caso das calhas. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti.

Coloque tela nas janelas

Embora não seja tão importante, colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra o mosquito da dengue. Porém, o problema é maior quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

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