gladiadores
Foto: Reprodução/Youtube

Representantes de religiões da matriz africana protocolaram denúncias de intolerância religiosa contra a Iurd. O MPF-BA (Ministério Público Federal na Bahia) informou que vai instaurar inquérito civil para apurar as denúncias. Outros líderes religiosos também entregaram o mesmo documento em sedes estaduais do MPF em outras 24 capitais brasileiras. De acordo com elas, o grupo Gladiadores do Altar, da Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus) teria caráter paramilitar.

Documentos e vídeos que denunciam casos de intolerância religiosa e ataques às religiões de matriz africana também foram entregues aos MPFs em uma “carta aberta às autoridades brasileiras”.

Até as 16h da tarde desta terça-feira (24), segundo a assessoria de comunicação da Procuradoria, o inquérito ainda não havia sido instaurado. Ainda de acordo com a assessoria do MPF baiano, caso outras Procuradorias do Brasil resolvam abrir investigar as denúncias, a representação pode ser unificada.

No Rio de Janeiro, cerca de 150 pessoas protestaram contra a intolerância religiosa em frente à sede do MPF. Durante o ato, o advogado que entregou a representação ao MPF-RJ justificou a iniciativa, em entrevista ao jornal “Folha de São Paulo”: “É uma postura paramilitar. Nós já sofremos preconceito de vários membros da Iurd, que destroem terreiros e perseguem pessoas das religiões afro nas ruas. Não vamos esperar um grupo de 6 mil homens, que se denomina como um ‘exército’, pegar em armas e agir contra a gente ou que um grupo fundamentalista cresça em nosso país”, disse Luiz Fernandes Martins.

Gladiadores do Altar

A Igreja Universal informa que o projeto Gladiadores do Altar conta com 4.300 pessoas de até 26 anos e foi criado em janeiro deste ano com o objetivo de orientar e formar jovens “vocacionados para a propagação da Fé Cristã”. Vídeos mostrando grupos de jovens uniformizados, marchando e batendo continência para pastores geraram polêmica. A mistura de religião e militarismo foi criticada nas redes sociais. Diante da polêmica, a Universal removeu um vídeo do grupo de sua página no Facebook, que já tinha aproximadamente 1 milhão de visualizações.

As informações são do UOL.

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