Dicas

Mais que uma tendência de moda, uma nova forma de pensar: roupas sem gênero para os pequenos

Quando pensamos em brincadeira de menino e brincadeira de menina ou até mesmo cor de um determinado gênero, percebemos que essas construções limitam as escolhas e impõem determinados comportamentos às crianças.

No mundo da moda, já percebemos algumas marcas tocando no assunto e se posicionando de forma favorável à nova visão.

Kátia Macedo, mãe do Fellipe, de 7 anos, conta como foi a primeira vez que se deparou com uma situação que a provocou para refletir sobre isso.

“Em uma loja de departamentos, meu filho gostou de uma bolsa da Frozen e pediu que eu a comprasse. Ele adorou o filme na época e disse que a bolsa serviria para guardar as peças de seu brinquedo preferido. Quando cheguei em casa com a bolsa, minha mãe, avó do Fellipe, ficou muito surpresa e disse que era ‘coisa de menina’. Foi quando percebi que a espontaneidade e personalidade do meu filho não poderiam ser reprimidas por um conceito tão sem fundamento.”

O que realmente importa

Esse pensamento ocorre em muitos pais e tem se tornado cada vez mais comum. Quando pensamos o que realmente importa à criança nessa fase, vemos que rótulos como esses não são saudáveis.

As crianças precisam brincar com conforto, ficar à vontade para se movimentar, utilizar calçados apropriados e, além disso, expressar sua alegria, criatividade e personalidade por meio dessas peças também.

Personagens de filmes da ficção estão muito presentes no cotidiano das crianças e são queridos por todas elas. Desencorajá-las a gostar de um ou outro é tosquiar suas preferências e escolhas sem um propósito.

Na hora da compra

O consumidor está de olho nas grandes marcas e espera que elas acompanhem essa evolução. Ele não mais compra somente por achar o produto bonito e por ter um bom preço, mas também por empatia aos valores dessa marca, e isso vai além da discussão sobre gênero.

Marcas que se posicionam frente a algum assunto relevante ganham atenção do público e são lembradas posteriormente pelos consumidores. Temos os exemplos da Campanha Super Heroes Girls, da Lego, para o Dia Internacional da Mulher, com as grandes heroínas da ficção, e da campanha de combate ao câncer, com os modelos de tênis personalizados da Asics infantil e adulto, para homens e mulheres.

A melhor opção nesse caso para os pais é levar os filhos para o momento das compras. Deste modo, elas passam a se questionar sobre o que gostam, o que querem e conhecem melhor quem são e quais são suas preferências. Ao ser ouvida, a criança ganha mais confiança nela mesma e em seus pais. Se sentindo respeitada, ela passará para as próximas fases de sua vida com muito mais segurança e liberdade para ser quem é.

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