Lava Jato: Moro nega parcialidade e afirma que Brasil não pode retroceder

Lava Jato: Moro nega parcialidade e afirma que Brasil não pode retroceder

Lava Jato: Moro nega parcialidade e afirma que Brasil não pode retroceder

Romário Nicácio maio 27, 2021 Destaques

(ANSA) – O ex-ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro declarou nesta quarta-feira (24) que tem “absoluta tranquilidade” sobre os “acertos” de suas decisões judiciais tomadas na Operação Lava Jato e afirmou que o Brasil não pode retroceder na luta contra a corrupção.

O posicionamento foi divulgado em nota oficial um dia depois da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidir, por 3 votos a 2, que Moro agiu com parcialidade ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito do processo sobre o tríplex do Guarujá. A decisão anulou toda a ação, que precisará ser reiniciada pelos investigadores.

Em comunicado, Moro ressaltou que todos os acusados foram tratados nos processos e julgamentos com o devido respeito, com imparcialidade e sem qualquer animosidade de sua parte, como juiz do caso. “Apesar da decisão da segunda turma do STF, tenho absoluta tranquilidade em relação aos acertos das minhas decisões, todas fundamentadas, nos processos judiciais, inclusive quanto aqueles que tinham como acusado o ex-presidente”, escreveu.

O julgamento que determinou a suspeição de Moro foi resultado de um processo apresentado em 2018 pela defesa do petista, que obteve maioria depois da ministra Cármen Lúcia mudar seu voto. “O Brasil não pode retroceder e destruir o passado recente de combate à corrupção e à impunidade e pelo qual foi elogiado internacionalmente”, enfatizou.

Moro, inclusive, ressaltou a importância da Operação Lava Jato, considerada “um marco no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro no Brasil e, de certo modo, em outros países, especialmente da América Latina”, que colocou “fim à generalizada impunidade destes crimes”.

“Mais de R$4 bilhões pagos em subornos foram recuperados aos cofres públicos e quase duas centenas de pessoas foram condenadas por corrupção e lavagem de dinheiro”, lembrou o ex-juiz.

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