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Lançamento de novos satélites Starlink irão afetar missões científicas e aumentar risco de colisões, diz NASA

SpaceX, de Elon Musk, pretende colocar um total de 30 mil satélites em órbita e preocupa agência espacial

Na última terça-feira (8), a NASA alertou a Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) que os planos da SpaceX para colocar um total de 30 mil satélites em órbita, que integrarão o sistema Starlink de segunda geração, podem interferir nas atividades científicas e nos voos espaciais tripulados operados pela agência espacial norte-americana.

A representante da NASA, Samantha Fonder, explicou que atualmente existem cerca de 25 mil objetos rastreados em órbita, dos quais cerca de 6.100 estão localizados a uma distância inferior a 600 quilômetros. Ela alertou que uma eventual expansão nos planos da SpaceX “mais que dobraria o número de objetos rastreados em órbita e aumentaria em mais de cinco vezes o número de objetos abaixo de 600 km”, aumentando o risco de colisões.

Outro problema é que o sistema ‘Starlink Gen 2’ poderia afetar os instrumentos de observação astronômica pertencentes às várias missões científicas da NASA, pois criariam reflexos da luz solar, interferindo na pesquisa. O Telescópio Espacial Hubble também pode ser afetado pelos satélites que a SpaceX pretende estabelecer em órbita baixa da Terra.

Além disso, os lançamentos de missões tripuladas e cargas para a Estação Espacial Internacional (ISS) ficariam comprometidos, já que os satélites Starlink estariam orbitando abaixo do laboratório de ciências espaciais. A agência espacial está “preocupada com a crescente indisponibilidade de janelas de lançamento seguras, especialmente para missões que exigem janelas de lançamento curtas ou instantâneas, como missões planetárias como o Europa Clipper”.

“O aumento proposto no número de espaçonaves Starlink em órbita exigirá maior coordenação e comunicação entre as duas partes para garantir a segurança contínua dos ativos da SpaceX e da NASA”, disse Samantha Fonder, que pediu a responsabilidade de garantir a “segurança dos voos espaciais e a sustentabilidade a longo prazo do ambiente espacial”. Ela também indicou que a agência espacial não se opõe à licença da FCC para a empresa de Elon Musk operar o ‘Starlink Gen 2’, mas simplesmente quer resolver questões de segurança entre ambas as partes.

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Romário Nicácio

Administrador de Redes. Co-fundador do Portal N10 e do N10 Entretenimento. Redator de sites desde 2009, passando pelo Notícias da TV Brasileira (NTB), Blog Psafe e vários outros de temas variados. E-mail: romario@oportaln10.com.br

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