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Juízes fazem mobilização “em defesa” do auxílio-moradia

Desde 2014, magistrados recebem mais de R$4 mil de benefício

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) convocaram nesta quinta-feira (15) uma paralisação de juízes para defender a manutenção do auxílio-moradia na categoria.

A validade do benefício será analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima quinta-feira (22). “O que nos motiva é a retaliação que as instituições estão sofrendo. Nunca no Brasil houve investigação e condenação de pessoas poderosas, como ex-governadores, ex-presidente da Câmara e grandes empresários, e isso está causando uma reação”, disse Roberto Veloso, presidente da Ajufe.

Ainda segundo Veloso, a ausência do auxílio-moradia poderia enfraquecer o sistema judiciário do país, além de comprometer a independência dos magistrados da categoria.

Em ao menos seis estados e no DF a mobilização afeta o atendimento na Justiça Federal: Pará, Alagoas, Minas Gerais, Sergipe, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte. Desde setembro de 2014, mais de 17 mil juízes, entre desembargadores e ministros, recebem R$ 4.377,73 de auxílio-moradia. O benefício é garantido por uma liminar do ministro da Corte Luiz Fux.

A paralisação afetará também a Justiça do Trabalho, que conta com 3,6 mil juízes. De acordo com Guilherme Guimarães Feliciano, presidente da Anamatra, a expectativa é de que 25% dos magistrados parem.

A greve também dividiu a categoria. A Associação dos Magistrados do Brasil, que é a maior associação de juízes, resolveu não aderir a paralisação.

Com informações da Agência ANSA*

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