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Janot denuncia Garibaldi Alves, Renan Calheiros e Sarney na Lava Jato

Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

Senadores, ex-senadores e mais outras pessoas ligadas a Operação Lava Jato, foram denunciados ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (25), pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo informações, todos são acusados em inquérito que apurava se Ranan Calheiros e o deputado Aníbal Gomes, do PMDB-CE, receberam propina oriunda de contratos da empresa Transpetro.

Os denunciados e os crimes cometidos por eles são: Senador Renan Calheiros (PMDB-AL): corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Senador Garibaldi Alves (PMDB-RN): corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Senador Romero Jucá (PMDB-RR): corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Senador Valdir Raupp (PMDB-RO): corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Ex-senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP): corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado: corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Luiz Fernando Nave Maramaldo, sócio da NM Engenharia: corrupção avita e lavagem de dinheiro; Nelson Cortonesi Maramaldo, sócio da NM Engenharia: corrupção ativa e lavagem de dinheiro e Fernando Ayres Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental: corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A PGR entende que já tem provas suficientes para a realização da denúncia. A partir desse momento, fica à disposição do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, pedir a defesa preliminar de cada um dos investigados antes de redigir um relatório e levar o caso em questão, aos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso Melo.

Se a denúncia for recebida pelo STF, os denunciados se tornarão réus e passarão a responder a um processo penal no Supremo. Segundo Janot, o crime ocorreu entre 2008 e 2012, onde os indiciados teriam desviado dinheiro da Transpetro para alimentar o caixa de diretórios estaduais e municipais do PMDB por meio de doações oficiais por parte das empresas contratadas pela estatal. De acordo com a procuradoria, para ter a presidência garantida na Transpetro, Sérgio Machado contava com o apoio de políticos do PMDB, como Renan, Garibaldi, Jucá e Sarney

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