Economia

Inflação oficial e Inflação real: entenda a diferença

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Foi divulgado recentemente que a inflação oficial do Brasil fechou 2017 em 2,95%, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A primeira vista a notícia é bastante positiva, contudo, especialistas em educação financeira alertam que esse número pode esconder um aumento muito maior para as famílias.

“A pergunta que faço é, será que essa é a real inflação para uma família que se observou nesse ano? Digo isso por ter claro que o impacto da alta dos preços para população é muito maior do que os números oficiais apontam. E para que uma família tenha essa certeza disso é muito simples, basta fazer uma comparação de seus gastos cotidianos desse mês de janeiro com o do mês de janeiro de 2017”, alerta o educador financeiro Reinaldo Domingos, do canal Dinheiro à Vista.

Em uma análise simples se observa que foram muitos os produtos de consumo básico que subiram acima de 2,95%: gasolina (10,32%), botijão de gás (16%), gás encanado (11,04%), taxa de água e esgoto (10,52%), planos de saúde (13,53%), creche (13,23%) e energia elétrica residencial (10,35%).

Por isso, o especialista alerta que antes de tomar qualquer decisão com base nesse índice oficial é preciso uma análise aprofundada dos gastos. “Ocorre que as pessoas não possuem o costume de anotar os valores que utilizam. Por isso, recomendo que a partir de agora passe a fazer esse exercício, utilizando um apontamento de despesas. Faça isso por apenas um mês durante o ano se tiver renda fixa e até três vezes se for variável”.

Segundo Domingos, esse cuidado é importante para que perceba aonde vão todos os valores e também o que está apresentando um efetivo aumento no decorrer dos anos. Por fim, haverá o benefício de eliminar gastos desnecessários que minimizam a capacidade de poupar e realizar sonhos.

Ao perceber o real impacto da inflação em sua vida, o consumidor poderá também observar que o aumento recente do salário mínimo não arcará com o aumento do custo de vida, sendo que esse passou a ser de R$ 937 para R$ 954, um aumento de R$ 17 (1,81%), não repondo nem mesmo as perdas inflacionárias oficiais.

“Diante desse cenário minha orientação é que as pessoas, antes de sair pagando as contas mensais, façam um diagnóstico da sua situação financeira. Relacione todas as despesas fixas e variáveis para descobrir o comprometimento dos seus ganhos. Investigue para onde está indo cada centavo dos seus ganhos. Só assim conseguirá saber quais são os gastos supérfluos que podem ser eliminados. Isso fará com que tenha um maior controle da real inflação de sua vida e possibilitará ajustar as contas e realizar sonhos”, finaliza Reinaldo Domingos.

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