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Grupo polonês quer captar US$ 100 milhões para investir em complexo turístico de luxo no RN

Six Senses Samui
Foto: Six Senses Samui/ Tailândia

Um megacomplexo turístico de luxo para atrair milionários internacionais, onde um bangalô vai custar entre R$ 7,5 milhões e R$ 17,5 milhões, deve começar a ser construído em 2020 ao longo de 6,5 km de praia no Rio Grande do Norte. O plano é do grupo polonês Gremi.

O projeto Eco Estrela, no município de Baia Formosa, a 100 km de Natal, quer ser comparável a destinos de prestígio e ambientalmente sustentáveis como Porto Cervo na Sardenha (Itália), Sotogrande (Espanha) e Mayakoba (México). Está prevista a construção de hotéis, instalações de resort e unidades residenciais de luxo, segundo o canal Valor.

O empresário polonês Grzegorz Hajdarowicz, do grupo Gremi, fará um “road show” por Nova York, Londres, Zurique, Luxemburgo, São Paulo e Lisboa, entre 18 de novembro e 15 de dezembro, para captar US$ 100 milhões (R$ 417 milhões) junto a investidores.

“Estamos prontos para começar a construção”, afirmou o empresário ao Valor. Greg, tem negócios em setores como imobiliário, mídia, tecnologia e produção de filmes. Ele é proprietário do grupo de mídia Presspublica, que inclui o “Rzeczpospolita”, o principal jornal diário de economia da Polônia. Declara-se um apaixonado pelo Brasil e é cônsul honorário do país em Cracóvia.

O empresário conta que comprou 2.347 hectares no litoral do Rio Grande do Norte em outubro de 2009, em suas andanças turísticas pelo Brasil. Era uma plantação de cocos e tem, ainda hoje, 47 mil pés de cocos. Faz fronteira com o rio Curimataú e fica perto das praias de Sibaúma e da Pipa.

Foto: Reprodução / pipa.com.br

Nos últimos 10 anos, o grupo Gremi International montou o projeto. Obteve as licenças ambientais no fim de 2018 para começar a construir. No total, o empreendimento prevê até 2.641 unidades construídas em 553,79 hectares. Segundo a empresa, será o maior projeto de hospitalidade de luxo na América Latina.

A primeira fase prevê construção de 185 unidades, sendo 127 bangalôs do resort e 58 residências. Cada residência vai custar entre US$ 1,8 milhão e US$ 4,2 milhões. Três mansões, com 5 dormitórios, serão colocadas no mercado por US$ 10 milhões. A construção de todo o projeto deve se estender por pelo menos oito anos. Mas a primeira fase deve chegar ao mercado em 2022, informou Piotr Maj, responsável pelo projeto no Brasil.

De acordo com o Valor Econômico, complexo de alto luxo deverá ter spas, campo de pólo, estrutura para pesca, planetário, centro de proteção de tartarugas e lojas de grandes marcas. O foco do projeto é “na preservação do meio-ambiente”.

Além disso, o grupo Gremi assinou contrato por 40 anos com a Six Senses, uma empresa especializada em destinos de luxo e que vai administrar as operações da primeira fase do projeto, ou seja, as 185 unidades.

A primeira fase do projeto está avaliada em US$ 146 milhões. O Gremi International, o grupo de Hajdarowicz, vai deter US$ 46 milhões e busca investidores para os outros US$ 100 milhões.

Impacto econômico

Com a chegada do empreendimento no município potiguar, estão previstas em média 400 novas vagas de empregos diretos e 4 mil indiretos. “O benefício do investimento não ficará apenas em Baía Formosa, mas se estenderá a cidades vizinhas”, pontuou o presidente da Gremi International, Greg Hajdarowicz.

O presidente ainda acrescentou que “o impacto econômico da chegada desse empreendimento poderá ser comparado com o desenvolvimento que aconteceu em outros lugares que receberam resorts de alto padrão, como por exemplo em Canún, no México. Além disso, outras empresas podem se interessar e ver novas oportunidades em também investir no local após a instalação da Six Senses”.

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