Presidente Hassan Rohani inspeciona instalação de energia nuclear em Teerã (foto: ANSA)

(ANSA) – O governo do Irã estuda enriquecer urânio até 20% caso as potências mundiais não encontrem uma forma de contornar as sanções econômicas unilaterais impostas ao país pelos Estados Unidos.

A ameaça chega um dia depois de o Irã ter anunciado que começaria a enriquecer urânio até 5%, rompendo um dos pactos do acordo nuclear de 2015, assinado por Alemanha (representando a União Europeia), China, França, Reino Unido e Rússia – os EUA deixaram o tratado no ano passado.

Segundo o porta-voz da Organização Iraniana para Energia Atômica, Behrouz Kamalvandi, citado pela agência oficial Irna, o próximo passo poderia ser enriquecer urânio até 20%, o limite do nível usado para produção de energia nuclear, mas ainda distante do necessário para fabricação de bombas, ao redor de 90%.

O ultimato de Teerã, voltado sobretudo à União Europeia, é de 60 dias. “Estamos extremamente preocupados pelos anúncios de que o Irã enriquecerá urânio além do limite previsto no acordo nuclear”, disse um porta-voz da Comissão Europeia nesta segunda-feira (8).

Já a China afirmou que a atual crise é fruto do “bullying unilateral dos EUA” contra o Irã. O governo da Rússia, por sua vez, disse que é preciso “diálogo” para reverter a situação.

O país persa já havia superado os limites de armazenamento de urânio de baixo enriquecimento e água pesada estabelecidos pelo acordo de 2015, uma vez que as sanções dos EUA inviabilizaram a exportação desses materiais, segundo Teerã.

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