Futebol brasileiro é vítima passiva da CBF e Grêmio pode ser primeiro prejudicado

O futebol brasileiro está sem comando e representatividade

Essa semana será importantíssima para futebol brasileiro. Na quarta-feira (29), Lanús e Grêmio decidem a Libertadores e a expectativa é de um jogo tenso.

O placar de um a zero, que o Tricolor Gaúcho leva à campo, é convite irrecusável para o Lanús partir com tudo para o ataque. Vai levar com ele a torcida argentina, o clima “quente” dos bastidores e terá a seu favor, muito provavelmente, as incompetências comuns da arbitragem.

O Grêmio foi prejudicado pela arbitragem no primeiro jogo da decisão e, se não bastasse as falhas bisonhas dos assopradores de apito naquela partida, a Conmebol, inexplicavelmente, escalou para o segundo jogo da finalíssima um árbitro argentino para compor a equipe de juízes.

O arbitro portenho, Hector Baldassi, vai trabalhar na decisão da Libertadores como assessor internacional. Sim. Na cara dura, a Confederação Sul-Americana de Futebol escalou um juiz para atuar na final da Libertadores do mesmo país de um dos clubes finalistas da competição.

A medida fere o regulamento da Libertadores claramente. Porém, até agora, ninguém conseguiu fazer nada que pudesse reverter a decisão da Conmebol, ou seja, o Grêmio vai lutar pelo título contra o Lanús, a torcida, contra os argentinos e a arbitragem.

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Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

A Conmebol cria uma situação covarde, de total insegurança e parcialidade que vai beneficiar o time argentino. O pior de tudo é que, o Grêmio vai estar sozinho nessa guerra porque quem podia ajudá-lo não o fará, ou seja, a Confederação Brasileira de Futebol, a CBF.

A entidade perdeu inteiramente sua representatividade na política do futebol, na defesa dos times brasileiros e da Seleção. A CBF é comandada por um senhor atolado em supostos atos corruptos, no Caso FIFA, e investigado pela Justiça americana.

Marco Polo Del Nero está impedido de sair do país sob o risco de ser preso pelo FBI e, sendo assim, como ele poderá defender o Grêmio? E, mesmo se pudesse, quem iria ouvi-lo? Que moral tem uma pessoa acusada de cometer crimes na defesa de outra. Nesse caso, na defesa de um gigante, o Grêmio? Del Nero? Sem chance.

As supostas más condutas dos últimos presidentes da CBF, Ricardo Teixeira e José Maria Marin, além do atual, Marco Polo Del Nero, já estão prejudicando os times brasileiros no campo de jogo. Estamos à deriva.

O futebol brasileiro está sem comando e representatividade. Ao Grêmio resta apenas ser corajoso para na bola e, apenas, com ela, conquistar a Libertadores.

Texto: Frequência Esportiva/Agência Rádio

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