Funcionária do Gabinete Civil de Parnamirim é contemplada duas vezes no ‘Minha Casa, Minha Vida’

Funcionária do Gabinete Civil de Parnamirim é contemplada duas vezes no ‘Minha Casa, Minha Vida’

outubro 8, 2020 0 Por Rafael Nicácio

Na última segunda-feira, 05, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal, a parlamentar e atual candidata a Prefeita de Parnamirim, Professora Nilda, denunciou incoerências no Programa Minha Casa Minha Vida no município. Na ocasião, destacou o fato de uma Assessora Técnica II do Gabinete Civil ter sido contemplada duas vezes, enquanto famílias que precisam do programa são vítimas do descaso da gestão municipal.

A denúncia é de grave descaso com famílias em situação de vulnerabilidade social inscritas no programa de moradia. “Nosso mandato recebeu denúncias de que várias famílias fizeram a inscrição no programa e quando procuravam o apartamento, eram informadas que a documentação não existia, foi perdida ou extraviada”, revelou Professora Nilda, em seu discurso na Casa Legislativa.

O fato de famílias de baixa renda serem vítimas de descaso, em um programa de moradia que visa atendê-las, já seria grave, mas a situação se revela ainda pior quando a parlamentar expõe as publicações do Diário Oficial do Município (veja aqui), onde uma funcionária do Gabinete Civil da Prefeitura de Parnamirim aparece como contemplada por duas vezes no programa, sendo a primeira vez em abril de 2013 e outra em setembro de 2020 (veja aqui).

Durante sua denúncia, Nilda destacou ainda que “ao olhar o Diário Oficial podemos ver que a cidadã contemplada por duas vezes é na verdade Assessora Técnica II do Gabinete Civil, recebendo ao mês desde de 2017 um salário de R$ 2.400,00. Diante disso peço esclarecimentos quanto aos critérios desta distribuição”, indignada.

Trata-se da assessora K. S. G. Praxedes, que figura entre as contempladas no Empreendimento Irmã Dulce I e II, pela faixa I do Minha Casa Minha Vida, com conclusão prevista para dezembro deste ano.

Resta a prefeitura esclarecer junto ao conselho responsável por definir os contemplados os motivos destas incoerências.

“Vamos fazer um requerimento a Casa Legislativa, a secretaria de Assistência social e solicitar a intervenção do Ministério Público, para que nos auxilie quanto a essa situação”, concluiu Nilda.