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França identifica nova variante do coronavírus com 46 mutações

A IHU foi identificada pela primeira vez em meados de novembro em Paris, o que significa que teoricamente é anterior à Ômicron

Como os casos de Ômicron continuam a aumentar, uma nova variante do coronavírus com 46 mutações foi identificada e está se espalhando por uma região no sudeste da França. Doze casos foram relatados até agora.

As informações sobre a nova variante são extremamente limitadas, mas acredita-se que ela tenha se originado no Camarões e carregue múltiplas mutações na proteína spike. A área mais afetada, que fica perto de Marselha, apresentou um aumento significativo nas hospitalizações, mas é possível que as taxas de vacinação mais baixas e uma população mais velha possam ser as culpadas e ainda é muito cedo para tirar conclusões sobre a epidemiologia da nova variante.

O que temos é um nome: B.1.640.2, ou como é conhecido, IHU, uma variante “irmã” da cepa B.1.640 (agora chamada B.1.640.1), que foi rotulada como “Variante sob controle” pela OMS em novembro de 2021.

Na verdade, o IHU foi identificado pela primeira vez em meados de novembro em Paris, o que significa que é anterior à Ômicron. Apesar de sua idade, apenas cerca de 20 sequências foram descobertas desde seu aparecimento, enquanto o Ômicron rapidamente alcançou o domínio em quase todas as nações do mundo, sugerindo que pode estar superando a nova variante.

O primeiro estudo baseado nos poucos casos conhecidos identificou as 46 mutações encontradas. Uma obra que não foi revisada por pares e não contém informações sobre a gravidade ou sua transmissibilidade.

Os autores afirmam que a primeira pessoa encontrada com a variante IHU havia retornado de uma viagem ao Camarões três dias antes e estava totalmente vacinada e com a dose reforço. Já infectou 12 pessoas no sul da França, mas especialistas afirmam que ainda não é motivo de alarme.

É possível que as variantes sejam o início de uma fase em que passamos a conviver com o coronavírus assim como convivemos com a gripe… mas também é possível que não. A partir de agora, só os estudos científicos poderão tirar essa dúvida.

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Rafael Nicácio

Co-fundador dos canais Portal N10, Jerimum Geek e do Tudo em Dicas. Já trabalhou na Assecom (Assessoria de Comunicação do Governo do Rio Grande do Norte) e na Ascom (Assessoria de Comunicação da UFRN). E-mail para contato: rafael@oportaln10.com.br

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