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Fachin manda incluir Agripino, Felipe, Garibaldi e Walter em inquérito da Lava Jato

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a incluir citações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado sobre sete parlamentares – sendo quatro potiguares, em um inquérito em andamento no STF que apura fraudes na subsidiária da Petrobras.

Esta decisão abre possibilidade para a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigar os senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino Maia (DEM), além dos deputados federais Walter Alves (PMDB) e Felipe Maia (DEM), todos no âmbito de um procedimento de investigação já em andamento contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE), onde se apuram supostos crimes praticados em empresas estatais.

Segundo Sergio Machado, os parlamentares potiguares receberam propina em forma de doação eleitoral, sendo os recursos provenientes de vantagens indevidas pagas por empresas contratadas pela Transpetro, como as empreiteiras Camargo Correia e Queiroz Galvão. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, explicou a solicitação para inclusão dos parlamentares no inquérito.

“Todos os fatos potencialmente criminosos a eles relacionados e narrados pelo colaborador encontram-se no contexto dos desvios operados por Sérgio Machado no âmbito da Transpetro. Tais fatos, em uma melhor avaliação, podem ser investigados no âmbito do inquérito 4215, em tramitação junto a esta egrégia Corte. Por isso, basta, por ora, a juntada dos termos de depoimento referente a tais fatos nos autos do feito em curso”, disse.

Segundo a delação de Sergio Machado, Garibaldi Filho teria recebido propina de R$ 450 mil, enquanto que o democrata José Agripino teria sido beneficiado com R$ 300 mil. Os deputados federais Walter Alves e Felipe Maia podem ter recebido R$ 250 mil cada. Além dos potiguares, também foram incluídos no inquérito o senador Valdir Raupp (PMDB-TO) e os deputados Jandira Feghali (PC do B-RJ) e Luiz Sergio (PT-RJ).

Parlamentares afirmam que doações foram legais

Assim que a delação de Sergio Machado foi divulgada no ano passado, Garibaldi Filho alegou em nota que o próprio delator admitiu que as doações atribuídas a ele haviam sido realizadas de maneiras oficiais, sem nenhuma troca de favor ou qualquer vantagem indevida para o parlamentar.

O também senador Agripino, por sua vez, disse que as doações que buscou como presidente do DEM “foram obtidas sem intermediação de terceiros, mediante solicitações feitas diretamente aos dirigentes das empresas doadoras”.

Já o deputado Felipe Maia, que é filho de Agripino, negou ter recebido valores ilícitos, enquanto que Walter Alves, filho de Garibaldi, utilizou do mesmo argumento do seu pai, frisando que não houve qualquer benefício para ele quando do repasse dos valores para a sua campanha.

A informação foi divulgada pelo G1 Nacional.

Veja também:

+ Henrique Alves recebeu R$ 2 milhões em caixa dois, afirma delator

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