Eunício é responsável por adiar votação sobre afastamento de Aécio
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Eunício é responsável por adiar votação sobre afastamento de Aécio

setembro 29, 2017 0 Por Aline Rodrigues

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), ficou responsável por adiar, pela Casa, a votação que vai decidir sobre o afastamento do senador Aécio neves (PSDM-MG), de suas atividades parlamentares e o recolhimento noturno do mesmo na sua residência.

Essa responsabilidade passou para Eunício, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) marcou o julgamento de uma ação que pede que o tribunal considere a possibilidade de o Congresso rever, em até 24 horas, qualquer medida cautelar diversa da prisão imposta a parlamentares.

Depois de a decisão ser tomada pela Primeira Turma do STF , senadores não ficaram satisfeitos, argumentando que essa sentença contrariaria a Constituição. Diante de toda a confusão, a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, precisou tomar a frente da situação tentando negociar com o presidente do Senado.

Tentar fazer com que o ministro Luiz Edson Fachin liberasse a ação para julgamento era a principal negociação, o que aconteceu na última quinta-feira (28). Logo depois da negociação com Fachin, Lúcia entrou em contato novamente com Eunício para saber se a Casa autorizará ou não o afastamento de Aécio.

O que não será tão fácil assim para o presidente Eunício Oliveira. Aécio e ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), estão trabalhando para que a votação do Senado seja mantida para a próxima terça-feira (03), uma semana antes de o STF se dedicar sobre o assunto.

Aécio neves é acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça. O empresário Joesley Batista – um dos donos do frigorífico JBS, entregou uma gravação de 30 minutos na qual o senador e presidente nacional do PSDB pede 2 milhões da empresa de Batista, para poder pagar sua defesa na operação Lava Jato. As informações foram dadas em delação premiada à Procuradoria Geral da República (PGR).

Na época, Aécio havia argumentado que pediu o dinheiro como um empréstimo. O senador ainda é alvo de mais sete investigações no Supremo. Algumas delas, envolvendo delações da empreiteira Odebrecht.

 

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