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Espanha foi principal entrada de migrantes na Europa em 2018

PedroMata/Fotomovimiento

País recebeu número recorde de pessoas que cruzaram Mediterrâneo

(ANSA) – A Espanha se tornou a principal porta de entrada de imigrantes ilegais vindos da África na Europa no ano de 2018, recebendo 57.250 pessoas que cruzaram o Mar Mediterrâneo, o dobro do registrado em 2017, revelaram dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM) nesta quarta-feira (2).
    Durante o ano passado, pelo menos 769 migrantes morreram quando tentavam chegar, por mar, às costas do território espanhol, o triplo da cifra de 2017, quando 223 perderam a vida, acrescentou a OIM. O número, de acordo com relatório da Comissão Espanhola de Ajuda ao Refugiado (CEAR), é o mais alto dos últimos 12 anos.
    Os dados deixam a Espanha à frente da Itália, Grécia, Chipre e Malta. A crescente no número deve-se à política dos portos fechados dos governos italiano e maltês, além do encerramento da rota da Turquia para a Grécia. A maioria dos migrantes que chegam ao território espanhol são oriundos do Marrocos, Guiné e Mali. Segundo a CEAR, quase 160 pessoas por dia desembarcaram na Espanha no ano passado. Já o início de 2019 começa semelhante. Nesta manhã, 72 pessoas foram resgatadas de uma embarcação no Mar de Alborán. Itália O país supera a Itália, que tem visto o número de migrantes forçados que chegam ao país cair drasticamente desde 2017, quando houve uma queda de 34,2% na comparação com 2016, principalmente em função do acordo para treinar e equipar a Guarda Costeira da Líbia para resgates no mar. Além disso, a redução continuou se acentuando ao longo de 2018 e ganhou novo impulso a partir de junho, quando o ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, determinou o fechamento dos portos para deslocados internacionais.

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