“Erro” em sistema pode fazer com que Beto Rosado tome vaga de Mineiro

novembro 21, 2018 0 Por Rafael Nicácio
“Erro” em sistema pode fazer com que Beto Rosado tome vaga de Mineiro

Um erro da Justiça Eleitoral pode mudar o resultado da eleição para Deputado Federal no Rio Grande do Norte: assim, o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) pode perder sua vaga no Congresso para o deputado Beto Rosado (PP).

A informação foi divulgada nesta terça-feira (20) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após receber despacho do Tribunal Regional Eleitoral (TRERN) informando que o candidato Kericlis Alves Ribeiro (PDT), o Kerinho, entregou todos os documentos necessários para validar sua candidatura. O despacho não é uma decisão, mas apenas uma informação.

De acordo com o documento, assinado pelo técnico judiciário Hélio Luiz Alves Rodrigues, Kerinho entregou a documentação às 18h41 do dia 14 de agosto de 2018, ou seja, faltando pouco mais de três horas para o encerramento do prazo. “Como o envio foi feito próximo ao prazo final, acreditamos que as instabilidades provocadas pelo grande volume de arquivos recebidos naquele dia tenham (sic) causado erro e o não processamento dos arquivos do candidato em questão”, diz o despacho.

A informação abre uma brecha para que os quase 8.990 votos obtidos por Kerinho no dia 7 de outubro, primeiro turno das eleições, sejam validados, já que, pela suposta não apresentação dos documentos, os votos foram considerados nulos na apuração do TRERN.

Erro em sistema pode fazer com que Beto Rosado tome vaga de Mineiro

Se Kerinho tiver a candidatura confirmada, a recontagem dos votos vai alterar o quadro de eleitos para deputado federal. Isso porque a coligação de Kerinho, a 100% RN, ultrapassaria em número de votos a coligação Do Lado Certo. Com isso, o deputado eleito Fernando Mineiro (PT) perderia a vaga para Beto Rosado (PP).

Não há previsão para que o ministro Jorge Mussi, do TSE, tome uma decisão no caso. A defesa da coligação de Fernando Mineiro entrou com agravo neste caso. Isso significa que independentemente da decisão proferida pelo ministro relator, o caso terá de passar pelo pleno do Tribunal Superior Eleitoral.