Conhecida por suas aparições sensacionais desde Felícia em “Passione” até personagens mais fortes como Mirã no megassucesso da dramaturgia “Os Dez Mandamentos”, “Maysa – Quando Fala o Coração” que lhe rendeu o Prêmio Arte Qualidade Cultural em 2009 e o APCA de melhor atriz.

Lari, hoje enfrenta mais um desafio na pele de Lucy, uma mãe que em sua composição. Dotada de um amor dado por uma verdadeira mãe.

Prestes a entrar nessa nova aventura, Larissa Maciel nos conta um pouco mais sobre como está sendo sua preparação e aproveita para nos comentar um pouco mais de sua incrível jornada, passando desde o fato da ser atriz se transformou em sua profissão quando pequena, passando pela maternidade e chegando aos dias de hoje.

Prestes a entrar em julho como Lucy na novela “Belaventura”. Como está sendo esse seu novo projeto? Está sendo uma experiência maravilhosa! Eu sempre quis fazer um trabalho que se passasse nesse período. E Belaventura tem uma trama muito interessante, cheia de reviravoltas. Tenho lido os capítulos como se fosse um livro. Podem esperar mais uma personagem forte, com muita personalidade, e um tanto de mistério.

Uma mãe maravilhosa na vida real da “princesa” Milena, e agora também na ficção. Como você vê essa situação? As experiências na vida real servem de inspiração na montagem da sua personagem?  Obrigada! A Milena é minha princesinha mesmo. O que move a Lucy é o amor que têm pela filha, e se eu não fosse mãe, não teria a dimensão do que é esse amor. Porque é o tipo de amor que só a maternidade trás. Então ser mãe, faz com que eu entenda exatamente a Lucy. Eu seria capaz de tudo pela minha filha, exatamente como ela.

Em 2008, você teve a sua primeira experiência na televisão, interpretando a cantora Maysa em uma minissérie. Pela sua personagem se tratar de uma cantora, houve alguma preparação especial para poder estuda-la? Sim. Fiquei seis meses trabalhando com diversos profissionais. Com relação ao canto trabalhei com a Germana Guilherme, que me deu aula de canto e preparou as performances.

Em 2011, você chegou a ter que dá vida a duas personagens ao mesmo tempo na peça “A Eva Futura”. Como foi esse desafio para você? Na verdade, não era exatamente assim… fazia três personagens, mas não ficava passando de um para outro direto. Fazia a Alicia, que era uma aspirante a atriz, bela, porém desprovida de inteligência. Depois vinha a Hadaly que era um robô, seu interior era riquíssimo, sua personalidade maravilhosa. E num terceiro momento a Hadaly com o exterior da Alicia e seu interior espetacular, transformando ela na mulher ideal. Era uma peça muito bacana. Uma discussão interessante sobre o ideal de perfeição.

Em seguida, já na Record, logo no seu primeiro papel, você já precisou raspar a cabeça para interpretar sua personagem. Como você vê essa profissão toda que você escolheu viver? Podemos dizer que é um mundo desafiador? Raspar a cabeça não foi uma exigência, mas uma opção. A Sati era uma mulher muito sedutora, para mim era muito mais sexy tirar a peruca e estar com a cabeça raspada ao invés de usar artifícios de caracterização para parecer careca. Eu tinha uma liberdade muito maior em cena. E amei a experiência. Foi um dos períodos da minha vida que me senti mais poderosa, e quando recebi mais cantadas! Quanto a minha profissão, ela é desafiadora sim, e isso é muito bom. O ator tem a possibilidade de experimentar ser outra pessoa infinitas vezes, então sabemos nos colocar no lugar do outro melhor que ninguém. Vejo como um privilégio!

Uma outra vez que você esteve na Record, foi no sucesso “Os Dez Mandamentos”, dando vida a Miriã. Por se tratar de uma representação de uma parte importante da bíblia. Você diria que foi um trabalho complicado para interpretar esse personagem, por causa dos costumes da época e trejeitos…? Estou na Record desde 2012. E Os Dez Mandamentos foi meu terceiro trabalho lá. Não foi complicado por causa dos costumes da época e dos trejeitos. A preparação contou com palestras de um historiador, e workshops para aprender as ações do cotidiano, como se cozinhava, fazer cestos, bordar, costurar, usar o tear, etc. O mais difícil deste trabalho foi a dureza da vida dos personagens, o que obrigava a nós, os intérpretes, a muitas horas no sol, no calor, na poeira, ou trabalhando madrugadas a dentro.

Como e quando foi que surgiu a vontade de ser atriz? Sempre quis ser atriz, desde muito pequena. Nem sabia que era uma profissão. Mas gostava de estar na frente de outras pessoas, contando histórias.

Minha trajetória foi de muito estudo, um passo de cada vez até obter reconhecimento nacional. Fiz muita coisa antes de Maysa. Já tinha onze anos de carreira. Sempre quis poder viver bem apenas do meu trabalho de atriz, e fico muito feliz com o lugar que conquistei.

Como você considera a sua relação com seus fãs? Você acha que a fama que você conquistou graças ao seu trabalho, ela tem mais ajudado ou atrapalhado? Tenho uma ótima relação com os fãs. Nunca senti que a fama atrapalhou. Tirando uma pessoa ou outra sem noção que teve alguma atitude invasiva ou desagradável, a maioria me aborda de forma respeitosa e em geral eu recebo muito carinho e admiração. As redes sociais aproximaram muito artista e fã. Dividimos com eles um pouco de nossa intimidade e eles podem falar conosco diretamente. Sempre que posso procuro trocar com eles, responder suas perguntas e curtir as postagens que fazem sobre mim.

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